Belluzzo: ‘Quanto mais selvagem a sociedade, pior trata crianças, velhos e prisioneiros’
Eduardo Maretti, da RBA publicado 10/01/2017 Na Foto: L.G. Beluzzo “Sergio Moro é o que nos anos 1920 ainda se chamava idiot savant, expressão psiquiátrica para falar do sábio idiota, aquele que só conhece a área dele e não consegue fazer uma relação entre a área dele e as demais. Para economista, o Brasil não tem elite, só rico – que não quer saber do Brasil. “Voltamos à época do pau-brasil, virou campo de caça. Como se viessem fazer algo extrativista: tirar e ir morar em Miami”
‘É uma fábrica de tortura, que produz violência e cria monstros’, diz padre que visitou presídio
Felipe Souza, publicada por BBC Brasil, 02-01-2017. Pessoas feridas, celas superlotadas e uma alimentação precária. Essas são as principais lembranças que o padre Valdir João Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária, tem das três visitas que fez ao Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), em Manaus.
Corrupção ou traição?
Cadê o Marechal Lott, para garantir a constituição, hoje? Pedro Augusto Pinho* – 01/01/2017 Foto: Eu sou Joaquim, mas pode me chamar de Sérgio (Crédito: GGN) O Conversa Afiada reproduz artigo de Pedro Augusto Pinho*: Com um mínimo de reflexão, talvez passássemos a entender a ação dos impérios, as farsa das propagandas nos veículos de comunicação de massa e a atuação deletéria de vários homens públicos, reduzindo nosso Brasil a uma eterna colônia de escravos. Não é em seu bolso que metem a mão, é em seu cérebro, pobre brasileiro que ainda acredita no perigo comunista e no surgimento de um salvador.
Reflexão dos Missionários Combonianos sobre o massacre de Manaus
“Condenamos a barbárie das facções que encomendaram mais essa chacina.” Missionários Combonianos em Manaus – 03 de janeiro de 2017. O ano de 2017 se abre à sombra de um novo massacre. Os acontecimentos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, são mais uma bomba que estoura por acumulo de desumanidade. Estamos cultivando sementes envenenadas de violência.
2016: o ano em que se tentou matar a esperança do povo brasileiro
Os que mudaram ilegitimamente os rumos do país, impondo um ultraliberalismo, estão assassinando a esperança do povo brasileiro. Leonardo Boff “Esperança é um bem escasso hoje no mundo inteiro e especialmente no Brasil. Os que mudaram ilegitimamente os rumos do país, impondo um ultraliberalismo, estão assassinando a esperança do povo brasileiro. As medidas tomadas penalizam principalmente as grandes maiorias que veem as conquistas sociais históricas sendo literalmente desmontadas. Aqui nos socorre o filósofo alemão (Ernst Bloch) que introduziu o “princípio esperança”. Esta, a esperança, é mais que uma virtude entre outras. É um motor que temos dentro de nós que alimenta todas as demais virtudes e que nos lança para frente, suscitando novos sonhos de uma sociedade melhor.”
O golpe entra em seu último ato
Milly Lacombe – 28/12/2016 Fotos: da internet “Temer, bastante eficiente até aqui, precisa sair a partir de 1 de janeiro, e nem um dia antes porque isso levaria a eleições diretas. Se cair depois de 1 de janeiro teremos eleições indiretas, e é com elas que o golpe baixa suas mofadas cortinas e, oficialmente, nos sequestra por tempo indeterminado. Então, a mesma mídia corporativa que elevou Temer à condição de salvador agora começa a desferir socos um pouco mais fortes expondo o homem pelo que ele é.”
Paulo Nogueira Batista: Criou-se no Brasil terreno fértil para a intervenção estrangeira
O Brasil corre perigo: Dos Brics, o país é o mais vulnerável Paulo Nogueira Batista Jr., em O Globo, 23/12/2016 O Brasil corre riscos sérios. Estou longe, mas acompanho sempre que posso o que está acontecendo aí — e com preocupação cada vez maior. A situação mundial, marcada por aguda polarização, oferece grandes perigos para nações fragilizadas por conflitos internos. Existem certamente casos mais graves que o brasileiro, países destroçados por intervenções externas e/ou crises domésticas: Síria, Iraque, Líbia, Grécia — para citar casos mais notórios.
Como seguir se o Parlamento foi privatizado?
Milly Lacombe – 13/12/2016 “Querem que acreditemos que o Estado quebrado (a parte verdadeira dessa história) só pode ser recuperado com o corte de investimentos sociais. Comparam o país com nossas casas, usam linguagem infantilizada para doutrinar. Dizem que todos precisam agora sofrer um pouco em nome do Brasil. Não é um truque novo, e tem até nome: austeridade”.
Um comunista no Palácio
Contra a atual tendência conservadora, o governador do Maranhão, Flávio Dino, impõe agenda que privilegia direitos e justiça social e trilha caminho ousado, em que a proposta é diminuir a desigualdade Maria Carolina Trevisan – 11/12/2016 Em sua sala no Palácio dos Leões, sede do governo do Maranhão, em São Luís, o governador Flávio Dino (PCdoB) guarda um altar. Nele estão imagens de líderes revolucionários: à esquerda, o vietnamita Ho Chi Minh, no meio, o chinês Mao Tsé Tung e ao seu lado, o chileno Salvador Allende. Diante do trio repousa o Livro Vermelho e outra obra o pensamento de Che Guevara. Na parede à direita está uma grande pintura de São Francisco de Assis.
“Toda uma geração está condenada”, diz relator da ONU sobre a PEC 55
“Toda uma geração está condenada”, diz relator da ONU sobre a PEC 55 — CartaCapital Débora Melo – CartaCapital 13/12/2016 Na Foto: Philip Alston: “É inapropriado que um governo que não foi eleito proponha medidas tão radicais” O Senado deve concluir nesta terça-feira 13 a votação da Proposta de Emenda à Constituição 55, que prevê o congelamento dos investimentos do governo em áreas como saúde, educação e assistência social por 20 anos. Para ser aprovada, a PEC precisa dos votos de pelo menos 49 senadores. Se passar, o crescimento das despesas estará restrito à variação da inflação.