Brumadinho. “Uma tragédia se efetiva e outra se anuncia”, afirma arcebispo de Belo Horizonte
Dom Walmor Azevedo, 28/01/2019 Foto: Isac Nobrega “Uma triste coincidência: nesta sexta-feira, dia 25, quando uma barragem se rompe no coração da nossa amada Brumadinho, entrou em pauta, no Conselho da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, autorização para a retomada da mineração na Serra da Piedade. Uma tragédia se efetiva e outra se anuncia”, afirma Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, na nota “Minas está de luto”, publicada no dia 25-01-2019 e reproduzida por CNBB, 26-01-2019.
CARTA ABERTA A DAMARES ALVES, EXCELENTÍSSIMA MINISTRA DA MULHER, FAMÍLIA E DIREITOS HUMANOS
Essa carta foi escrita pela Professora Márcia Friggi, do Estado de Santa Catarina. O texto é longo, mas vale a leitura. Marcia Friggi – 06/01/2018 Foto: VEJA.com veja.abril.com.br Foto: A ministra Damares Allves / semprefamilia.com.br Marcia Friggi publicou fotos com o rosto ensanguentado no Facebook. Agressões aconteceram dentro da diretoria de uma escola municipal em Indaial (SC). “Somos nós, Senhora Ministra, que muitas vezes percebemos a automutilação em alguns alunos e ela não se deve ao nosso trabalho de “doutrinação” como a senhora tenta afirmar, ao dizer que confundimos nossas crianças com a “ideologia de gênero”. Os adolescentes que chegaram até mim com automutilação, viviam um cotidiano familiar desestruturado. Desestruturado no seio da “família tradicional” que a senhora tanto defende.”
Na democracia há regras, independente do resultado das eleições
Jonas Jorge da Silva | 15/11/2018 – Imagem: focadoemvoce.com O sociólogo Rudá Ricci é um ferrenho defensor das regras democráticas. Foge da armadilha de que na democracia se pode tudo, de que a liberdade é total, como alguns são tentados a pensar. Ao contrário, em um regime democrático há limites e regras que devem ser respeitados em favor da convivência democrática. “Nossa preocupação central não é com o governo eleito”, referindo-se à vitória de Jair Bolsonaro, mas “com os grupos de extrema-direita que, a partir desta eleição, foram encorajados a agir com violência contra as minorias”, ressaltou Ricci. Essas e outras reflexões foram apresentadas durante o debate O Brasil que sai das urnas, promovido pelo CEPAT, em parceria com o Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR e o Instituto Humanitas Unisinos – IHU, na noite de terça-feira, 13 de novembro, em Curitiba-PR.
Brasil, Bolsonaro e a teologia da prosperidade
Giacomo Salvarani – 13 Novembro 2018 “A classe média, em que impera um forte ressentimento pelas políticas do PT representa, portanto, o principal interlocutor tanto de Bolsonaro quanto da comunidade evangélica como aquela de Macedo, que oferecem uma visão de mundo individualista, para a qual o bem-estar pessoal vem antes do bem comum“, analisa Giacomo Salvarani, professor do Departamento de História da Universidade de Bolonha, em artigo publicado por Settimana News, 12-11-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.
Lula solto poderia tirar militares do controle, diz comandante do Exército: “Estávamos no limite”
Congresso em Foco – 12 Novembro 2018 Comandante das Forças Armadas, o general Eduardo Villas Bôas se manifestou publicamente pela primeira vez depois que fez advertências, em redes sociais, na véspera do julgamento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) negou habeas corpus ao ex-presidente Lula. Na ocasião, o militar escreveu uma mensagem de “repúdio à impunidade” e que o Exército brasileiro “se mantém atento às suas missões institucionais”. A mensagem, lida no final do Jornal Nacional (TV Globo) daquele 3 de abril, soou como uma ameaça de ação militar em caso de soltura do presidente, que viria a ser preso quatro dias depois, em 7 de abril. A reportagem é publicada por Congresso em Foco,11-11-2018, a partir da entrevista do general Eduardo Villas Bôas à Folha de S.Paulo.
Bolsonaro testa limites com anúncios econômicos e ministérios: estratégia ou caos?
Afonso Benites e Carla Jiménez – 01/11/2018 – Foto: Onyx Lorenzoni e Eliseu Padilha no Palácio do Planalto/ Evaristo SA AFP Nos três primeiros dias após a eleição, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e alguns de seus assessores mais próximos emitiram sinais que trazem mais dúvidas do que certezas. Um cenário caótico em que em um momento atende aos interesses do alto empresariado e dos ambientalistas, e em outro, rompe com eles. Cria um superministério da Economia, fundindo três pastas, desiste de anexar uma delas e depois desiste de sua desistência. Faz o mesmo com os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.
Olhando para além das eleições
Luiz Alberto Gomez de Souza – 01.09.2018 Foto: Ana Volpe/ Ag. Senado “Isso coloca imediatamente o problema da governabilidade de Fernando Haddad. Que parlamento terá diante dele? Governo legítimo, contará com um legislativo favorável a reformas inadiáveis e a retomar uma política nacional de defesa de nossos interesses? A fragilidade do segundo governo de Dilma Rousseff e seu final, colocam dúvidas preocupantes”, escreve Luiz Alberto Gomez de Souza, sociólogo.
Guarda Civil invade centro de acolhida e agride padre Julio Lancelloti e moradores de rua
Giovanna Costanti – 15 Setembro 2018 Foto: Carta Capital – No momento do ocorrido, havia aproximadamente 30 funcionários e 400 pessoas em situação de rua acolhidas, dentre elas jovens, crianças e mulheres O tumulto começou quando guardas tentaram recolher pertences. ‘Eles bateram com cassetete e cuspiram, inclusive em mim’, conta Padre Júlio Lancellotti. A reportagem é de Giovanna Costanti, publicada por CartaCapital, 14-09-2018.
Lula Liberto. Artigo de Jean Tible
Jean Tible – 14 Setembro 2018 Foto: Outras Palavras “Se Haddad vencer, as forças democráticas estão prontas? Os movimentos e coletivos recentes, e as organizações de esquerda, virarão a página do golpe?”, indaga Jean Tible, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo – USP, em artigo publicado por Outras Palavras, 12-09-2018. Segundo ele, “a crise que já era grande se aprofundando numa situação que é perigosa, pois os atores não cabem mais nas instituições e não se vê nenhuma possibilidade imediata de transformação destas, abrindo espaços para saídas autoritárias”.
O drama de um padre que ajuda venezuelanos em Pacaraima
Yan Boechat – 03 Setembro 2018 Foto: Nascido na Espanha, Jesus de Bobadilla tem sentido a raiva da população de Pacaraima por ajudar os venezuelanos / CNBB Antes querido pela comunidade local, Jesus de Bobadilla sente a ira dos moradores por oferecer ajuda humanitária a refugiados no norte de Roraima. Também imigrante, ele estima ter perdido metade de seus fiéis. A reportagem é de Yan Boechat, publicada por Deutsche Welle, 01-09-2018.