‘Estão privatizando a Petrobras e ninguém vê’, afirma Ildo Sauer
Para ex-diretor da estatal, a resposta aos erros de gestão tem sido uma má política de contador Gabriel Vasconcelos – 05 Julho 2018 Ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras no governo Lula, o engenheiro Ildo Sauer, vice-diretor do Instituto de Energia e Ambiente da USP, não tem papas na língua. Em entrevista, critica a venda de ativos da estatal com o objetivo de reduzir seu endividamento e acusa: “Estão privatizando a Petrobras e ninguém vê”. Sauer não poupa os erros da gestão Dilma, e diz ser embuste da mídia a versão de que a estatal não tem capacidade de investir por estar endividada. “Com garantia do petróleo, os chineses financiariam”. E condena “o putrefato governo Temer” pela abertura de 70% do óleo do pré-sal que a própria Petrobras descobriu”. A reportagem é de Gabriel Vasconcelos, publicada por Jornal do Brasil, 01-07-2018.
‘Sociedade aceitou o próprio sufocamento para demonstrar revolta contra o sistema político’, diz filósofo
Mariana Sanches- 31/05/2018 Direito de imagem:EPA – Image caption A sociedade disse: ‘se a gente quiser, a gente desliga os aparelhos desse governo’, diz Nobre Em junho de 2013, o aumento de R$ 0,20 na tarifa do transporte público detonou o movimento de uma massa popular, que tomou as ruas para expressar as mais difusas insatisfações com o governo e o estado de coisas. Cinco anos mais tarde, a sociedade brasileira adotou uma estratégia quase suicida para demonstrar que o descontentamento com o sistema político e a condução do país é ainda mais intenso do que antes.
A venda do pré-sal, um desastre para o Brasil
Entre raposas do mundo dos negócios, a diretoria da Petrobras combinou “ingenuidade” a uma estranha ajuda aos competidores Carlos Drummond –10/11/2017 – Foto: Saulo Cruz No leilão do pré-sal realizado na sexta-feira 27, a Petrobras e o Brasil perderam, mas multinacionais como a Statoil fizeram o negócio do século. O presidente da empresa, Pedro Parente, mostrou um desconhecimento espantoso sobre o setor petrolífero e ajudou concorrentes com informações estratégicas, acusa o renomado geólogo Luciano Seixas Chagas. O resultado desastroso evidencia o enorme dano ao País resultante da retirada da obrigatoriedade de participação daquela estatal em todos os ativos do pré-sal, diz Chagas. A entrevista é de Carlos Drummond, publicada por CartaCapital, 10-11-2017.
Para historiadora, intervenção militar no Brasil “não pode mais ser descartada”
Pesquisadora francesa Maud Chirio afirma que a ideia que a democracia brasileira está consolidada é uma ilusão Lúcia Müzell-29/9/17 – Radio France Os comentários recentes da cúpula militar do Brasil sobre a situação política levantaram dúvidas sobre até que ponto o país está livre de uma ação das Forças Armadas para tomar o poder. No alto do cargo de secretário de economia e finanças do Comando do Exército, o general Antonio Hamilton Mourão discursou sobre “derrubar esse troço todo” e “impor” o que considera uma solução à crise política, caso o Judiciário não “retire da vida pública esses elementos envolvidos em ilícitos”.
Lista de Fachin: Toda a cúpula política do Brasil sob a mira da Justiça
Afonso Benites -12/04/17 -Foto Joédson Alves EFE “A pluripartidária lista de investigados no STF atinge ao menos 108 políticos e pessoas ligadas a eles… Há ainda 201 petições que não tramitam no Supremo, mas em outras instâncias, como o Superior Tribunal de Justiça, Tribunais de Justiça dos Estados ou varas federais. Entre eles, os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (ambos do PT), além de prefeitos e governadores.”
Moniz Bandeira: “Moro e Janot atuam com os Estados Unidos contra o Brasil”
Cientista político é conhecido por dissecar poderio norte-americano na desestabilização de países Eduardo Miranda – 03/12/2016 Respeitado pela vasta obra em que disseca o poderio dos Estados Unidos a partir do financiamento de guerras e da desestabilização de países, o cientista político brasileiro Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira afirma, em entrevista ao Jornal do Brasil, que representantes da Lava Jato, como o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o juiz de primeira instância Sérgio Moro, avançam nos prejuízos provocados ao país e à economia nacional.
A inteligência impotente
Mino Carta – 05 de Setembro de 2016 “O impeachment de Dilma Rousseff leva a uma conclusão inevitável: um país que admite um golpe desta natureza carece de saúde mental”, escreve Mino Carta, jornalista, em artigo publicado por CartaCapital, 05-09-2016. Segundo ele, “está claro que o golpe de 2016 é infinitamente mais grave do que o de 1964”.
Ok, eu me rendo à fantasia dos Jogos Olímpicos
A cerimônia de abertura derreteu até os corações mais cascudos para o que mais interessa: assistir aos atletas que furam o bloqueio do Brasil real para brilhar durante os Jogos Carla Jiménez – S.P – 6 AGO 2016BRT Foto: Getty Images – Ian Walton A delegação dos atletas brasileiros entram ao som de Aquarela do Brasil A delegação dos atletas brasileiros entram ao som de Aquarela do Brasil /P.Ugarte (AFP)
Furacão Lava Jato atinge partidos tradicionais a quatro meses da eleição
Talita Bedinelli- 06 de junho de 2016 Foto: Manifestantes em março, em Brasília “Renan, não sobra ninguém, Renan! Do Congresso, se sobrar cinco ou seis, é muito. Governador, nenhum”. A frase, dita pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado em uma conversa gravada com o presidente do Senado, Renan Calheiros, pode até ser exagero. Mas poderia muito bem representar a percepção do brasileiro em relação ao sistema político atual.
No Brasil corrupção naturalizada está sendo desmascarada
Leonardo Boff – 29/05/2016 Fotos: Internet “Raramente em nossa história recente temos assistido grandes empresários sendo presos, interrogados, condenados e encarcerados. A corrupção que se havia naturalizado nos mais altos estratos dos negócios e da política começou a ser desmascarada e posta sob os rigores da lei. Tal fato constitui um dado de altíssima relevância e um avanço no sentido da moralidade pública. Mas para sermos realistas e não moralistas, não podemos reduzir a corrupção a este evento nefasto do “petrolão” desvelado pela Operação Lava Jato.”