“José Mayer me assediou”
Su Tonani – 31/03/2017 – Foto: Globo As mulheres tomaram as ruas e as redes, desde 2015. A gente convocou protestos, derrubou o Eduardo Cunha, não deixou o Pedro Paulo ir pro segundo turno no Rio de Janeiro. Estamos escrevendo, dizendo, gritando que machistas não passarão. E isso não é frase de efeito. É uma nova ética. É a construção do novo normal. No novo normal não há lugar para assédio no trabalho. Pra abuso de poder travestido de “brincadeira” de homem branco, rico e famoso. O texto de hoje, do blog #AgoraÉQueSãoElas, é o relato da Su Tonani sobre o assédio que sofreu durante oito meses. É um relato corajoso e necessário. Foi inicialmente tirado do ar dada a gravidade do depoimento abaixo. Após o devido trabalho de apuração e investigação do jornal e o esforço da redação de escuta do “outro lado”, as palavras de Su estão de volta a este espaço feito por e para mulheres em movimento lutando por igualdade.
Trans-humanismo e pós-humanismo (III)
“O aparecimento de uma superinteligência poderia ser a grande ameaça” Anselmo Borges – DN, 31/03/2017 Imagens: Periodistadigital “Para fazer face a esta realidade e garantir que os robôs estão e continuarão a estar ao serviço dos humanos, é urgente criar um quadro jurídico europeu robusto” “A um dado momento, nos próximos cem anos, os computadores superarão os humanos graças à inteligência artificial. Quando isso ocorrer, temos de assegurar-nos de que os objectivos dos computadores coincidam com os nossos.” – Stephen Hawking
Decisão da Justiça sobre o véu vai “banir muçulmanas do mercado de trabalho”
Tribunal de Justiça Europeu dá razão a empresas que despediram duas muçulmanas, desde que as regras de “neutralidade de indumentária” se apliquem a todos os trabalhadores. SOFIA LORENA – 14 de Março de 2017 Foto: A França proíbe o véu nas escolas desde 2004 CHARLES PLATIAU/REUTERS “Uma empresa pode proibir o uso de “qualquer símbolo político, filosófico ou religioso”, como o véu islâmico, se isso corresponder a uma regra geral que imponha uma “política de neutralidade” no local de trabalho. Se essa política existir, diz o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), a proibição “não constituiu uma discriminação direta por motivos religiosos ou de convicções” e, portanto, não contraria as leis europeias.”
O supermercado reage a Temer: “Ele quer voltar aos tempos da ‘Amélia”
Declaração irrita redes, mas também as ruas. Homens e mulheres veem discurso de outra época María Martín – Rio de Janeiro 10 MAR 2017 Foto: MAURO PIMENTEL – Priscila Galhardo e Zalor Martins, pais de uma criança de um ano, fazem a compra juntos. Denise, Luciana e Luciene, três mulheres do bairro carioca do Flamengo, conversam de pé do lado de uma banca que vende cangas, um pouco antes do horário do almoço. Ninguém as espera para preparar a comida.
Uma geração entre dois mundos. Os ‘millennials’ vivem presos entre o antigo e o novo
Javier Ayuso –09/03/17 -Foto: El País Foto: Los jóvenes tienen el 35% de la renta bruta mundial. Getty images A revista Time os definiu, em 2014, como a geração do eu-eu-eu. Eles mesmos veem a si próprios como uma geração perdida no caminho entre dois mundos. Como dizia uma jovem millennial de forma gráfica, nesta mesma semana, em um conhecido programa de rádio: “Somos uma geração de transição. Somos a última em muitas coisas e a primeira em outras tantas. Estamos entre o velho, que não acaba de morrer, como o papel ou o bipartidarismo, e o novo, que não acaba de nascer. Uma geração que compra as entradas de cinema na Internet e depois as imprime”.
Ataques a Francisco e a sua fé e coragem
Anselmo Borges – 24/02/17 “Lidera a oposição a Francisco o cardeal americano R. Burke, que ousou levantar a questão da condenação de Francisco por heresia. Foi ele que tentou convencer M. Festing, grão-mestre da Ordem de Malta, a desobedecer ao Papa e a não se demitir. Segundo o New York Times, o cardeal ultraconservador e sectores fiéis a Donald Trump na Casa Branca, concretamente o conselheiro Steve Bannon, conspiram contra Francisco, temendo alguns que, com a vitória de Trump, o Papa fique um pouco isolado. “
O plano de futuro da Noruega: ser mais verde, mais digital e mais laica
O país que se destaca pela forte indústria petroleira está reformando a legislação para se tornar uma sociedade mais conectada com o próximo século Belén Domínguez Cebrián – Oslo, 21 FEV 2017 Foto: Vários carros elétricos carregam a bateria em uma rua do centro de Oslo. Massimiliano Minocri EL A Noruega já está pensando no século XXII. O país escandinavo está implantando políticas que o colocam no limiar de uma era mais digital, mais laica e ainda mais verde. O Governo conservador de Erna Solberg começou o ano com três fortes objetivos: separar a Igreja do Estado, eliminar os carros de combustível fóssil a partir de 2025 e abolir a histórica rádio FM para transmitir em uma faixa 100% digital. “Está em nosso DNA deixar as coisas para as gerações futuras em melhores condições do que as recebemos”, defende Inger Solberg, diretora da Innovation Norway (IN), a agência pública que investe o equivalente a 1,3 bilhão de reais por ano em sustentabilidade.
Os defensores da liberdade de expressão que querem acabar com o politicamente correto no Reino Unido
Sam Kriss – 29/08/2016 Tradução: Marina Schnoor Todas as fotos por Harry Hitchens. Esta matéria foi originalmente publicada na VICE UK. Uma noite com Milo Yiannopoulos e seus seguidores no lançamento de um novo grupo estudantil inglês que clama por uma curiosa “liberdade de expressão” unilateral.
Desta vez, até para a extrema-direita Milo Yiannopoulos foi longe demais
Liliana Borges – 21 de Fevereiro de 2017 Contrato milionário com editora cai após cancelamento de participação em conferência com Trump e Pence. … Esta segunda-feira, a editora Simon & Schuster e a sua marca editorial Threshold Editions anunciaram que, “depois de uma ponderação cuidadosa”, decidiu cancelar publicação do livro: Dangerous (Perigoso), uma obra autobiográfica de Yiannopoulos
A ameaça à convivência humana nos dias de hoje
Leonardo Boff -17/02/17 Ilustração:www.opalheiro.com.br/ “A convivência não anula as diferenças. Ao contrário, é a capacidade de acolhê-lhas, deixá-las ser diferentes e mesmo assim viver com elas e não apesar delas. A convivência só surge a partir da relativização das diferenças em favor dos pontos em comum. Então surge a convergência necessária, base concreta para uma convivência pacífica, embora sempre haja níveis de tensão, por causa das legítimas diferenças.”