Zygmunt Bauman: “Há muitas maneiras de ser humano”

Nesta entrevista inédita que em 2013 deu ao PÚBLICO, Zygmunt Bauman fala das redes sociais, do Papa, das relações afectivas e da Europa. Vítor Belanciano – 10/01/2017 Foto: Zygmunt Bauman Em Abril de 2013, antecipando a sua vinda a Portugal, mais concretamente ao Festival Literário da Madeira, trocamos impressões, por email, com o sociólogo polaco Zygmunt Bauman, que morreu esta segunda-feira. No final da sua vida era essa a forma preferida de comunicar, porque tinha defi- culdades auditivas. Nessa mesma altura foi editado em Portugal Europa Líquida (Nova Delphi), obra que propunha leituras sobre as transformações provocadas pela globalização na estrutura dos sistemas políticos e na organização social.  

Redes sociais validam o ódio das pessoas, diz psicanalista

  Néli Pereira – Da BBC Brasil em São Paulo – 10 janeiro 2017  Direito de imagem:  Thinkstock Nas redes sociais, é possível expressar o seu ódio, dar a ele uma dimensão pública, receber aplausos de seus amigos e seguidores e se sentir, de alguma forma, validado.

Islamismo e o Ocidente, o Grande Desafio para 2017

Robert Royal – 4 de janeiro de 2017 “O filósofo político Pierre Manent argumenta que a França está perante esta crise porque as suas elites ainda acreditam, em larga medida, que de acordo com as regras iluministas da revolução francesa, este problema não deve sequer existir. Pensam que se todos forem acolhidos pelo Estado secular, verão que só têm a ganhar em assimilar-se e dar-se com a sociedade. Logo, os conflitos que possam existir só podem ter a ver com dinheiro e exclusão social.” Como se não houvesse quaisquer outras visões da política, sociedade ou religião.É evidente que podemos coexistir com muçulmanos que queiram coexistir connosco. 

A questão do sacerdócio corporativo

Eduardo Hoornaert – 04/01/2017 Num determinado momento de sua navegação pelos séculos, o cristianismo oficial decidiu optar por uma organização interna da Igreja por meio do sacerdócio corporativo. Esse é um tema pouco discutido, mesmo nos círculos que se situam mais à esquerda do espectro eclesial, embora seja de fundamental importância. Importa saber se a opção pelo sacerdócio corporativo, que tem data, lugar e protagonistas, foi um desvio dos propósitos originários do movimento de Jesus ou uma evolução positiva. Para tal, proponho que façamos uma incursão pela história, em traços breves, pois aqui não se trata da defesa de uma tese acadêmica, mas de um convite à reflexão.

Tudo é política

  Milly Lacombe- 03/01/2017 Não há nada relacionado à forma como vivemos que deixe de envolver política: da roupa que usamos, passando pela forma como escolhemos cuidar de nossos corpos, pelas coisas que comemos, os livros que lemos e os filmes que assistimos. Então, se é preciso um esforço grande para não politizar os acontecimentos mais banais e corriqueiros – como, por exemplo, usar ou não filtro solar – é preciso um esforço infinitamente maior para não politizar tragédias como a chacina de uma família inteira por motivos que envolvem preconceito e intolerância.

Reflexão dos Missionários Combonianos sobre o massacre de Manaus

“Condenamos a barbárie das facções que encomendaram mais essa chacina.”   Missionários Combonianos em Manaus – 03 de janeiro de 2017. O ano de 2017 se abre à sombra de um novo massacre. Os acontecimentos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, são mais uma bomba que estoura por acumulo de desumanidade. Estamos cultivando sementes envenenadas de violência.