O manifesto do Papa Francisco para salvar a Amazônia da destruição
O papa está um passo à frente na capacidade de ouvir os povos indígenas e os governos poderiam extrair frutos com o método e estilo do sínodo para iniciar políticas conservadoras e promocionais para aquele imenso território de alto risco. de Carlo Di Cicco – 25/08/2019 – Foto: Daqui Tradução: Orlando Almeida Somente no Brasil, entre 2003 e 2017, foram 1.119 nativos da Amazônia mortos por defender seus territórios e isso porque questionar o poder de defesa do território e dos direitos humanos “está colocando a vida em risco, abrindo um caminho de cruz e martírio ”. O Papa Francisco foi o primeiro a tentar dar uma resposta cultural orgânica ao clamor das populações indígenas da Amazônia engajadas na luta “contra aqueles que querem destruir a vida” da natureza e não respeitam os direitos humanos “.
“A Igreja tem de ficar do lado de quem? Ao lado de quem promove a morte ou de quem busca a vida?”, pergunta bispo
Felipe Frazão e José Maria Mayrink – 11 Fevereiro 2019 O grupo de bispos brasileiros que prepara o Sínodo sobre Amazônia, previsto para ocorrer em outubro, em Roma, critica a presença de representantes do governo federal no evento. O cardeal e arcebispo emérito de São Paulo, d. Cláudio Hummes, um dos mais próximos do papa Francisco, foi indicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para levar ao Vaticano o pedido do Planalto para participar do encontro, mas ele sugeriu à equipe do presidente Jair Bolsonaro buscar outro interlocutor. “Sugeri que o governo acionasse a Embaixada do Brasil na Santa Sé como contato, pois se trata de uma questão diplomática”, disse ele ao Estado. A reportagem é de Felipe Frazão e José Maria Mayrink, publicada por O Estado de S. Paulo, 10-02-2019.
30 anos da morte de Chico Mendes: 1988 segue sendo hoje
Por: Wagner Fernandes de Azevedo | 21 Dezembro 2018 Chico Mendes no quintal da sua casa em Xapuri-AC. Foto: streetstyle.com.br A perseguição e o assassinato de ativistas sociais é uma marca latente da desigualdade e o sistema oligárquico brasileiro. Em Xapuri, no interior do Acre, numa quinta-feira de dezembro, há 3 dias do Natal, um sindicalista defensor dos trabalhadores seringueiros e da floresta amazônica foi morto com tiros de escopeta no quintal de sua casa. Francisco Alves Mendes Filho, líder do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da sua cidade, o Chico Mendes, empreitou uma luta até a morte, desafiando o avanço ruralista na devastação das matas e da vida de milhares de trabalhadores dos seringais.