Na democracia há regras, independente do resultado das eleições

Jonas Jorge da Silva | 15/11/2018 – Imagem: focadoemvoce.com O sociólogo Rudá Ricci é um ferrenho defensor das regras democráticas. Foge da armadilha de que na democracia se pode tudo, de que a liberdade é total, como alguns são tentados a pensar. Ao contrário, em um regime democrático há limites e regras que devem ser respeitados em favor da convivência democrática. “Nossa preocupação central não é com o governo eleito”, referindo-se à vitória de Jair Bolsonaro, mas “com os grupos de extrema-direita que, a partir desta eleição, foram encorajados a agir com violência contra as minorias”, ressaltou Ricci. Essas e outras reflexões foram apresentadas durante o debate O Brasil que sai das urnas, promovido pelo CEPAT, em parceria com o Núcleo de Direitos Humanos da PUCPR e o Instituto Humanitas Unisinos – IHU, na noite de terça-feira, 13 de novembro, em Curitiba-PR.

O ‘papo reto’ de Mano Brown ao PT

Miguel Martins –  25/10/2018  Foto: Head Topics Descrente sobre uma possível virada, ele aponta os erros de um partido que leva os trabalhadores no nome, mas cada vez menos nas costas. A reportagem é de Miguel Martins, publicada por CartaCapital, 24-10-2018.

“Tudo, menos o PT”. Antipetismo empedernido ou o perfeito bode expiatório das forças conservadoras. – Daniela Gontijo

Daniela Gontijo – 9/10/2018 – Foto:  Instituto liberal Como uma pessoa que estuda violência há 15 anos eu tenho algumas coisas a dizer sobre o momento político que estamos vivendo. Fiz uma tese de doutorado sobre violência, mímesis, contágio. Estudei a estratégia do bode expiatório que, para mim, vem tomando proporções escabrosas no Brasil. Entendo a estratégia do bode expiatório como um dos pilares do golpe que podemos sintetizar no Grande Acordo Nacional – “Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, disse Romero Jucá. Trocando em miúdos, trata-se de uma estratégia para desmontar o estado de bem estar social que já era capenga, para servir aos interesses do grande capital.

“Os evangélicos no Brasil ocuparam o espaço do Estado”. Entrevista com Lamia Oualalou

Eduardo Febbro – 17 Outubro 2018 Foto: Jair Bolsonaro e seus colaboradores com o lema de campanha: Brasil por acima de tudo, Deus acima de todos. Imagem: EFE.  É  um plágio feio e vergonhoso dos lemas de Hitler:    “Deutschland Über Alles”, e de Trump: “America first”.   A ficção é uma disciplina que depende da realidade. Esta, às vezes, costuma ser mais impressionante que todas as ficções juntas. O Brasil que está a ponto de eleger Jair Bolsonaro como próximo presidente da República é uma das histórias reais mais fictícias que se possa conjecturar.

CARTA ABERTA ÀS COMUNIDADES DA PARÓQUIA SÃO DANIEL COMBONI SOBRE O ATUAL MOMENTO POLÍTICO

Cláudio Bombieri, 12/10/2018  O que está em jogo nessa eleição presidencial são dois projetos distintos e antagônicos de nação, e não simplesmente uma disputa de dois políticos. Cabe a cada pessoa séria conhecer, indagar, e analisar de forma crítica as propostas que estão em disputa. Não podemos nos deixar conduzir pelas inúmeras e falsas informações (Fake news) que vêm sendo espalhadas irresponsavelmente pelas redes sociais, a não ser que reproduzam fielmente as declarações dos ‘próprios candidatos’!

Juremir Machado: Bolsonaro é uma mentalidade

Juremir Machado – 09/10/2018 Foto: Bolsonaro / Revista Forum Bolsonaro usa a democracia para asfixiá-la. É um efeito perverso do jogo democrático. Condensa uma interpretação do mundo que não suporta a diversidade, o respeito à diferença,  a pluralidade, o dissenso, o conflito,o embate.

Brasil, uma semana para pensar a democracia

Manuel Carvalho – 2/10/2018 || Foto: HuffPost Brasil A ferida aberta no consenso democrático com essa manobra jamais curou e permanece aberta com o drama da escolha entre Bolsonaro e Haddad. Um e outro representam o extremo da fractura social e política do Brasil. Ganhe quem ganhar, nenhum terá a protecção do consenso nem do compromisso: terá de sobreviver ao ódio e ao ressentimento

Democracia ou nazifascimo

  Leonardo Boff, – 29/09/2018 . Imagem:IHU “Não temos alternativa senão unir-nos, para além dos interesses partidários, para salvar a democracia e não permitir que o Brasil seja no mundo inteiro considerado um pais politicamente pária”, escreve Leonardo Boff, escritor, teólogo e filósofo.

Eleições no Brasil: a necessidade de encarar as complexidades do pleito e os ataques à democracia.

Entrevista especial com Clemente Ganz Lúcio   Por: Patricia Fachin | Edição: Ricardo Machado | 27 Setembro 2018 – Foto: Combate Racismo Ambiental O pleito de 2018 tem se desenrolado de uma maneira muito própria em relação aos anteriores. A avaliação é de Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos –Dieese. “Isso tudo coloca em debate alternativas que são profundamente diferentes, sendo que algumas delas estão voltadas para uma restrição ao processo democrático, às liberdades individuais, aos direitos; isso é grave. Mas faz parte do processo democrático enfrentar esse debate”, pondera, na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line.

Bolsonaro não controla mais o bolsonarismo

Willliam Nozaki – 25/09/2018 – Foto: IHU  “O fenômeno virou metástase no interior do tecido social e não obedece ao comando do candidato”, escreve William Nozaki, professor de ciência política e economia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP), em artigo publicado por CartaCapital, 24-09-2018.