Lula solto poderia tirar militares do controle, diz comandante do Exército: “Estávamos no limite”

Congresso em Foco – 12 Novembro 2018 Comandante das Forças Armadas, o general Eduardo Villas Bôas se manifestou publicamente pela primeira vez depois que fez advertências, em redes sociais, na véspera do julgamento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) negou habeas corpus ao ex-presidente Lula. Na ocasião, o militar escreveu uma mensagem de “repúdio à impunidade” e que o Exército brasileiro “se mantém atento às suas missões institucionais”. A mensagem, lida no final do Jornal Nacional (TV Globo) daquele 3 de abril, soou como uma ameaça de ação militar em caso de soltura do presidente, que viria a ser preso quatro dias depois, em 7 de abril. A reportagem é publicada por Congresso em Foco,11-11-2018, a partir da entrevista do general Eduardo Villas Bôas à Folha de S.Paulo.

O ‘papo reto’ de Mano Brown ao PT

Miguel Martins –  25/10/2018  Foto: Head Topics Descrente sobre uma possível virada, ele aponta os erros de um partido que leva os trabalhadores no nome, mas cada vez menos nas costas. A reportagem é de Miguel Martins, publicada por CartaCapital, 24-10-2018.

“Tudo, menos o PT”. Antipetismo empedernido ou o perfeito bode expiatório das forças conservadoras. – Daniela Gontijo

Daniela Gontijo – 9/10/2018 – Foto:  Instituto liberal Como uma pessoa que estuda violência há 15 anos eu tenho algumas coisas a dizer sobre o momento político que estamos vivendo. Fiz uma tese de doutorado sobre violência, mímesis, contágio. Estudei a estratégia do bode expiatório que, para mim, vem tomando proporções escabrosas no Brasil. Entendo a estratégia do bode expiatório como um dos pilares do golpe que podemos sintetizar no Grande Acordo Nacional – “Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, disse Romero Jucá. Trocando em miúdos, trata-se de uma estratégia para desmontar o estado de bem estar social que já era capenga, para servir aos interesses do grande capital.

Se quer ganhar, Haddad deve garantir que não soltará Lula, diz especialista

Para o professor de Harvard Steven Levitsky, candidato só tem chance caso se comprometa já a não interferir na prisão de seu mentor político Paulo Silva Pinto – 13/10/2018 Foto: El Cooperante O cientista político Steven Levitsky faz um alerta: os regimes democráticos correm perigo em vários países, incluindo o Brasil. Não se trata mais do perigo de tanques na rua ou de assassinatos políticos. As mudanças vêm aos poucos, explicam ele e Daniel Ziblatt no livro Como as democracias morrem, lançado no começo deste ano. Levitsky vê uma série de riscos no comportamento demonstrado na campanha pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL).

Brasil, uma semana para pensar a democracia

Manuel Carvalho – 2/10/2018 || Foto: HuffPost Brasil A ferida aberta no consenso democrático com essa manobra jamais curou e permanece aberta com o drama da escolha entre Bolsonaro e Haddad. Um e outro representam o extremo da fractura social e política do Brasil. Ganhe quem ganhar, nenhum terá a protecção do consenso nem do compromisso: terá de sobreviver ao ódio e ao ressentimento