Lava Jato, trair a Pátria não é crime? Vender o país não é corrupção?

Em seu primeiro discurso após a vitória de Bolsonaro nas eleições, o senador Roberto Requião a indiferença que tomou conta do zelo com as riquezas naturais do país   Por Roberto Requião -31/10/2018  O juiz Sérgio Moro sabe; o procurador Deltan Dallagnol tem plena ciência. Fui, neste plenário, o primeiro senador a apoiar e a conclamar o apoio à Operação Lava Jato. Assim como fui o primeiro a fazer reparos aos seus equívocos e excessos. Mas, sobretudo, desde o início, apontei a falta de compromisso da Operação, de seus principais operadores, com o país. Dizia que o combate à corrupção descolado da realidade dos fatos da política e da economia do país era inútil e enganoso.

Lula Liberto. Artigo de Jean Tible

Jean Tible – 14 Setembro 2018 Foto: Outras Palavras “Se Haddad vencer, as forças democráticas estão prontas? Os movimentos e coletivos recentes, e as organizações de esquerda, virarão a página do golpe?”, indaga Jean Tible, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo – USP, em artigo publicado por Outras Palavras, 12-09-2018. Segundo ele, “a crise que já era grande se aprofundando numa situação que é perigosa, pois os atores não cabem mais nas instituições e não se vê nenhuma possibilidade imediata de transformação destas, abrindo espaços para saídas autoritárias”.

A visão apocalíptica do ‘Le Monde’ sobre o Brasil

Juan Arías – 12 Setembro 2018 Foto: Apoiadores de Jair Bolsonaro no domingo, 9 de setembro, em uma manifestação em Copacabana, Rio de Janeiro /  Antonio Lacerda EFE  Jornal francês afirma que o país “parece ter perdido o controle de seu destino”. É, acrescenta, “uma nação que se sente abandonada”. O comentário é de Juan Arias, publicado por El País, 11-09-2018.

Profissionais da violência

A reação de Mourão, o vice “faca na caveira” de Bolsonaro, aponta como o Brasil será governado em caso de vitória da chapa de extrema direita ELIANE BRUM –  11 SET 2018  Foto: Bolsonaro e o General Hamilton Mourão.RAFAEL HUPSEL FOLHAPRESS “Se querem usar a violência, os profissionais da violência somos nós”. A frase é do general Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL). Foi dita à revista Crusoé, após o ataque à faca contra o candidato na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 6 de setembro. É uma frase para se prestar toda atenção.

Contra-revolução autoritária: Brasil alerta máximo

  Álvaro Vasconcelos – 10 de Setembro de 2018, 21:10 O Estado brasileiro está muito fragilizado e o sistema judiciário muito politizado, mas mantém-se silencioso sobre os apelos ao ódio e à violência. As Forças Armadas intervêm cada vez mais no debate político e há uma elite disposta a tudo para se manter no poder.

Elementos para entender a situação estrutural da sociedade brasileira

Wladimir Pomar – 05 Setembro 2018 Rio e favelas/ it.123rf.com  “Embora comandada pelas frações financeira e agrária da burguesia, tal ofensiva tem como tropa de choque uma verdadeira casta da classe média encravada no poder judiciário (tribunais, promotorias e órgãos policiais) e nos meios de comunicação, com forte influência na classe média como um todo e em vários setores populares. Assim, é provável que as correntes de esquerda tenham que realizar um verdadeiro cavalo de pau em suas atividades para evitar um novo e prolongado período de atraso histórico”, escreve Wladimir Pomar, analista político e escritor, em artigo publicado por MST

Estamos diante de uma ameaça ultraliberal?

Bruno Rocha Lima – 27 Agosto 2018 Imagem: Reprodução do twitter de Lillian Campelo  “O perigo ganha proporção quando para além das mentiras midiáticas, vociferadas pelos defensores da especulação financeira e do ‘tal do mercado de capitais’, a noção do individualismo como fim último do ser humano é espalhada pelas versões brasileiras dos institutos financiados por grandes empresas”, alerta Bruno Lima Rocha, pós-doutorando em economia política, doutor e mestre em ciência política (pela UFRGS), graduado em jornalismo (UFRJ) e professor de relações internacionais, ciência política e jornalismo.

Brasil marcha trôpego rumo às urnas

José Augusto Filho – 12/8/2018 “Foto”: Alguns presidenciáveis /NELSON ALMEIDA AFP Da esquerda para a direita: Álvaro Dias, Marina, Boulos, Meirelles, Daciolo, Alckmin, Ciro, Bolsonaro. Falta o candidato do PT: Lula ou Haddad Capturadas por uma elite exclusivista entrincheirada no poder há séculos e sem vontade de se autorreformar, as frágeis instituições do Brasil indicam que o país continuará a ser um gigante adormecido. Está aberta a temporada de caça ao voto. Tal como acontece a cada dois anos no Brasil, sua excelência, o eleitor, converte-se no centro das atenções da classe política.

Um projeto naufragou. Mas como resgatar o país?

Paulo Kliass – 02/08/2018 Foto: Meireles, Temer e Alckmin / Blog da Canhota  Dois anos depois do golpe, direita tradicional patina. População percebe fracasso de seu programa. Mas reverter as medidas exigirá enorme esforço e sabedoria — nas eleições e depois. O artigo é de Paulo Kliass, doutor em Economia pela Universidade de Paris 10 e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal, publicado por Outras Palavras, 31-07-2018.