Por parte de pai, negros escravizados. Por parte de mãe, senhores escravistas
“…após a promulgação da Lei Áurea, em 1888, o então ministro da Fazenda Rui Barbosa, o “Príncipe dos juristas do Brasil”, ordenou a queima de documentos relativos à posse de escravos. O efeito colateral foi apagar boa parte dos dados disponíveis sobre pessoas escravizadas no Brasil”: assassinato da História dos africanos no Brasil. Gil Alessi – São Paulo 19 Nov 2019 Foto: Daniel Fermino da Silva com a imagem da sua árvore genealógica na tela do celular / R.CHICARELLIOs ancestrais de Daniel Fermino da Silva, 40, seguravam a chibata e também apanhavam no tronco. Traficavam escravos e também faziam a tenebrosa viagem da África para o Brasil nos porões dos tumbeiros, os navios negreiros. Daniel Fermino da Silva foi atrás da sua árvore genealógica e se deparou com os dois lados da herança escravocrata brasileira. Sua pesquisa é uma exceção, pois documentos relativos à posse de escravos foram queimados após a Lei Áurea
Brasileiro abandonou ‘máscara’ de cordial e assumiu sua intolerância, diz Lilia Schwarcz
Camilla Veras Mota Da BBC News Brasil em São Paulo – 1 junho 2019 Direito de imagem: WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL – Image caption Em novo livro, antropóloga traça longo histórico da violência, da corrupção, da intolerância e das questões de raça e gênero no país para discutir momento atual, que caracteriza como uma ‘guinada conservadora e reacionária’