Medida que reduz proteção a terras indígenas foi articulada por Nabhan Garcia

Por Bruno Stankevicius Bassi – 28 de abril 2020. Foto: Bolsonaro, a ministra da  Agricultura Tereza Cristina e o Secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura,  Nabhan Garcia, o que”destila ódio aos Índios”. Ele quer ser ministro da Agricultura –  DAQUI. Ao lado do presidente da Funai, o secretário de Assuntos Fundiários destacou em vídeo sua participação em projeto que retira 237 terras indígenas pendentes de homologação de plataforma fundiária; líder da UDR quer ser ministro da Agricultura. Publicada no Diário Oficial da última quarta-feira (22), a Instrução Normativa nº 9/2020 da Fundação Nacional do Índio (Funai) promove uma reviravolta na política indigenista. Ao lado do presidente da Funai, o secretário de Assuntos Fundiários destacou em vídeo sua participação em projeto que retira 237 terras indígenas pendentes de homologação de plataforma fundiária; líder da UDR quer ser ministro da Agricultura. 

A questão não é “vida ou economia”, mas “ou outra economia ou não teremos vida”

As lutas não fortalecem o exército, mas o mercado, como regulador supremo de todas as realizações e juiz sobre os que devem viver e os que devem morrer. Bruno Reikdal Lima – 26/03/2020 –  Imagem: Daqui Foi Weber quem escreveu que “quanto mais o mundo da economia capitalista moderna segue suas próprias leis imanentes, tanto menos ele é acessível a qualquer relação imaginável como uma ética religiosa de fraternidade. Quanto mais racional e, portanto, impessoal se torna o capitalismo, tanto mais ocorre isso”.

Duas vidas do neoliberalismo na América Latina

 Luiz Filgueiras  Publicado 09/12/2019 Foto: Augusto Pinochet e os “Chicago Boys” que assessoraram sua política econômica – Daqui Nos anos 70, modelo difundiu-se prometendo mais “liberdade”. Desigualdade evidenciou seu fracasso. Mas voltou e, mesmo esgotado, busca perpetuar-se pelo autoritarismo. Chile e Argentina mostram que nova onda pode ter fôlego curto

Por parte de pai, negros escravizados. Por parte de mãe, senhores escravistas

“…após a promulgação da Lei Áurea, em 1888, o então ministro da Fazenda Rui Barbosa, o “Príncipe dos juristas do Brasil”, ordenou a queima de documentos relativos à posse de escravos. O efeito colateral foi apagar boa parte dos dados disponíveis sobre pessoas escravizadas no Brasil”: assassinato da História dos africanos no Brasil. Gil Alessi – São Paulo 19 Nov 2019 Foto: Daniel Fermino da Silva com a imagem da sua árvore genealógica na tela do celular / R.CHICARELLIOs ancestrais de Daniel Fermino da Silva, 40, seguravam a chibata e também apanhavam no tronco. Traficavam escravos e também faziam a tenebrosa viagem da África para o Brasil nos porões dos tumbeiros, os navios negreiros. Daniel Fermino da Silva foi atrás da sua árvore genealógica e se deparou com os dois lados da herança escravocrata brasileira. Sua pesquisa é uma exceção, pois documentos relativos à posse de escravos foram queimados após a Lei Áurea

COMO BARROSO, FACHIN E FUX BLINDARAM A LAVA JATO NO STF

João Filho – 06/10/2019 Os ministros do Supremo Tribunal Federal, Roberto Barroso e Luiz Fux. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil. QUANDO SERGIO MORO e os procuradores da Lava Jato gravaram e vazaram ilegalmente a conversa entre o ex-presidente Lula e a então presidente Dilma, eles sabiam que estavam cometendo um crime, conforme revelou reportagem da Folha de S. Paulo em parceria com o Intercept.

Nosso coração amazônico

“O Sínodo da Amazônia é um grande chamamento em favor da reconciliação do homem com a natureza mediadora de sua condição humana”. José de Souza Martins – 08/10/2019 – Foto: Vatican News “O Sínodo da Amazônia é um grande chamamento em favor da reconciliação do homem com a natureza mediadora de sua condição humana”. O artigo é de José de Souza Martins, sociólogo, pesquisador Emérito do CNPq, membro da Academia Paulista de Letras. Entre outros livros, autor de Fronteira – A degradação do Outro nos confins do humano (Contexto). O artigo nos foi enviado pelo autor e a sua publicação é autorizada por ele.

«Você Questiona o Sínodo da Amazónia? Venha morar aqui durante um ano e veja»

Inês Sanmartin, 24/09/2019 – Foto: da autora À medida que se aproxima o Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazónia, de 6 a 27 de outubro, os críticos perguntam-se em alta-voz porquê se vai realizar o evento, e todos os sinais sugerem que ele poderá ser outro capítulo da batalha em curso entre progressistas encorajados pelo Papa Francisco e conservadores descontentes com ele. A reportagem é de Inés San Martín, publicada por Crux, 23-09-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Demissão do Papa Francisco

Anselmo Borges – 22 Setembro 2019  Foto: O Papa Francisco / YouTube Francisco não exclui a possibilidade de um cisma, mas não tem medo. Ele tem muitos opositores e até inimigos, incluindo cardeais influentes, como G. Müller, R. Burke, W. Brandmüller, R. Sarah, que o acusam de não ser um grande teólogo e de herético. “Existe uma luta política na Igreja entre os que querem a Igreja sonhada pelo Vaticano II e os que a não querem.  Estou convencido de que não se trata só de um ataque contra o Papa.  Francisco está convencido da sua acção desde que foi eleito.  Na realidade, do que se trata é de influenciar a eleição do próximo Papa.”  – diz Arturo Sosa – Superior Geral dos Jesuítas

Bolsonaro cria ‘situação dramática’ ao tentar proteger Flávio, diz ex-procurador da Lava Jato

André Shalders – 03/09/2019 – Direito de imagem: ASCOM MPF PR Image captionCarlos Fernando dos Santos Lima diz que Bolsonaro causou ‘decepção’ ao não apoiar projeto anticrime de Sergio Moro Para Carlos Fernando dos Santos Lima, Jair Bolsonaro (PSL) é hoje uma “fonte de preocupação”. Para ele, atitudes recentes do presidente como mandar o antigo Coaf para o Banco Central e trocar nomes-chave da Receita Federal podem ter sido motivadas pelo desejo de proteger seu filho, o hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

G7: Macron oferece ajuda para Amazónia, Bolsonaro responde com insultos

  Ricardo Cabral Fernandes – 26 de Agosto de 2019 Foto – O Presidente francês liderou os esforços para o G7 assumir uma posição dura contra Bolsonaro, mas acabou isolado Reuters/PHILIPPE WOJAZER O Presidente brasileiro acusou o seu homólogo francês de tratar o Brasil como se fosse uma “colónia”, depois de este ter anunciado um apoio do G7 ao combate às chamas na Amazónia. Macron respondeu-lhe: “O Brasil merece ter um Presidente à altura do cargo”.