Desastre, acidente ou crime?
Dom Guilherme Antonio Werlang – 31/01/2019 Foto: Ombrelo Não gostaria escrever sobre o rompimento da barragem em Brumadinho, até porque desde ontem de tarde é o que está em todas as bocas, em todas as rodas de conversas, em todas as notícias, mas não dá para ignorar, fechar os olhos ou ficar calado. De antemão já sei que depois de passar o primeiro impacto e a primeira comoção regional, nacional e mundial, tudo continuará como antes com todas as demais empresas e empresários criminosos que têm como primeiro, único e último objetivo o lucro e o enriquecimento.
Brasil. Democracia de balas
Gabriel Giorgi – 03/02/2019 – Foto: Jean Willys / Pagina12 . “O exílio de Jean Wyllys, assim como o assassinato de Marielle Franco, destacam o ponto de tensão extrema entre as lutas feministas, antirracistas e glttbiq e um patriarcado mercenário que, invocando a regeneração da família e a restauração da autoridade do Pai, abre a porta para a violência de alguns negócios que não reconhecem qualquer limite, nem regulação”, escreve Gabriel Giorgi, mestre em Sociosemiótica pela Universidad Nacional de Córdoba e doutor em Spanish and Portuguese pela New York University, onde atualmente é professor, em artigo publicado por Página/12, 01-02-2019. A tradução é do Cepat.
As ligações dos Bolsonaro com as milícias
Cecília Olliveira – 23/11/2019 – Foto: Saulo Cruz – Flickr Medalhas, homenagens e empregos: a relação da família Bolsonaro com milicianos vem de berço. A reportagem é de Cecília Olliveira, jornalista, ex-coordenadora da equipe de Comunicação da Redes da Maré, editorando o jornal Maré de Notícias, publicada por The Intercept, 22-01-2019.
“Igreja vê com muito sofrimento este momento triste do Brasil”. Entrevista com D. Roque Paloschi
REPAM – 21/01/2019 – Foto: Manifestação indígena /José Cruz, Agência Brasil Confirmando as previsões, o ano de 2019 iniciou apresentando uma realidade desafiadora aos povos tradicionais do Brasil. Menos de 20 dias após o novo governo assumir o Executivo Federal, se espalham pelo país ataques e invasões de territórios dos povos indígenas, quilombolas e camponeses. As dificuldades também são resultados de medidas tomadas pelo governo desde a remodelagem da máquina administrativa. A reportagem foi publicada por Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM, 17-01-2019.
Secretário de Assuntos Fundiários diz que não dorme sem arma e quer fechar escolas do MST: “Fabriquinha de ditadores”
Congresso em Foco, Em 16 jan, 2019 Foto: Nabhan / Tânia Rego – ABr O secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antônio Nabhan Garcia, afirmou que vai trabalhar para fechar as escolas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), chamadas por ele de “fabriquinhas de ditadores”, que não vai dialogar com o MST, que classificou como “organização criminosa”, e defendeu o direito de o fazendeiro reagir a bala quando tem sua propriedade invadida.
Governo Bolsonaro suspende reforma agrária por tempo indeterminado
Por Daniel Camargos e Diego Junqueira | 08/01/19 Documentos distribuídos às superintendências do Incra determinam interrupção da compra e demarcação de terras para a criação de assentamentos. Órgão diz que medida é temporária, mas não informa quanto tempo ficará em vigor. A reforma agrária durou menos de três dias no governo do presidente Jair Bolsonaro e não tem data para voltar a ser executada. As superintendências regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) receberam, na última quinta-feira (3), memorandos determinando a interrupção de todos os processos para compra e desapropriação de terras. De acordo com o Incra, 250 processos em andamento estão suspensos.
CARTA ABERTA A DAMARES ALVES, EXCELENTÍSSIMA MINISTRA DA MULHER, FAMÍLIA E DIREITOS HUMANOS
Essa carta foi escrita pela Professora Márcia Friggi, do Estado de Santa Catarina. O texto é longo, mas vale a leitura. Marcia Friggi – 06/01/2018 Foto: VEJA.com veja.abril.com.br Foto: A ministra Damares Allves / semprefamilia.com.br Marcia Friggi publicou fotos com o rosto ensanguentado no Facebook. Agressões aconteceram dentro da diretoria de uma escola municipal em Indaial (SC). “Somos nós, Senhora Ministra, que muitas vezes percebemos a automutilação em alguns alunos e ela não se deve ao nosso trabalho de “doutrinação” como a senhora tenta afirmar, ao dizer que confundimos nossas crianças com a “ideologia de gênero”. Os adolescentes que chegaram até mim com automutilação, viviam um cotidiano familiar desestruturado. Desestruturado no seio da “família tradicional” que a senhora tanto defende.”
30 anos da morte de Chico Mendes: 1988 segue sendo hoje
Por: Wagner Fernandes de Azevedo | 21 Dezembro 2018 Chico Mendes no quintal da sua casa em Xapuri-AC. Foto: streetstyle.com.br A perseguição e o assassinato de ativistas sociais é uma marca latente da desigualdade e o sistema oligárquico brasileiro. Em Xapuri, no interior do Acre, numa quinta-feira de dezembro, há 3 dias do Natal, um sindicalista defensor dos trabalhadores seringueiros e da floresta amazônica foi morto com tiros de escopeta no quintal de sua casa. Francisco Alves Mendes Filho, líder do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da sua cidade, o Chico Mendes, empreitou uma luta até a morte, desafiando o avanço ruralista na devastação das matas e da vida de milhares de trabalhadores dos seringais.
O maior inimigo. Para o governo Bolsonaro, há de ser o papa Francisco
Mino Carta – 03 Dezembro 2018 Fotos: Daqui “Francisco hoje é a voz da resistência aos falsos profetas do neoliberalismo e da violência da ultradireita, contra os fanáticos do Apocalipse e os graúdos donos do mercado. Suas palavras têm a força do açoite brandido por Cristo ao expulsar os mercadores do Templo. Do Brasil de Bolsonaro, Bergoglio só pode ser o maior inimigo”, afirma Mino Carta, jornalista, em artigo publicado por CartaCapital, 03-12-0218.
“Brasil pode retroceder 100 anos. Se acontecer, resta-nos Portugal”
Valentina Marcelino – 29/11/2018 – Foto DN:Daqui É dos mais conhecidos e ativos advogados brasileiros contra os excessos da “justiça-espetáculo” que tem dominado o seu país e que foi central nas últimas eleições presidenciais. António Carlos de Almeida e Castro – a quem até os mais ilustres magistrados do Supremo Tribunal tratam pelo pseudónimo Kakay – defendeu celebridades, senadores, ministros e até um vice-presidente da República. Declara que o combate à corrupção deve ser prioridade de todos os governos e avisa para os perigos da vitória de Jair Bolsonaro e da nomeação do juiz que prendeu Lula da Silva, Sérgio Moro, para ministro da Justiça.