Brasil seria louco se, entre EUA e China, escolhesse EUA, diz britânico ‘pai dos Brics’

Nathalia Passarinho – Da BBC News Brasil em Londres – 21/06/2019 Foto: Cortesia JIM O`NEILL  Em entrevista à BBC News Brasil, Jim O’Neill diz que o Brasil tem mais a ganhar a China que com os EUA. Desde que criou, há 20 anos, o termo Bric, num relatório econômico para o banco Goldman Sachs, o economista britânico Jim O’Neill acompanha de perto o comportamento do grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – este a partir de 2011.

O que o Brasil ganha com a viagem de Bolsonaro aos EUA?

Talita Marchao – Do UOL, em São Paulo 20/03/2019 Na Foto: Eduardo Bolsonaro participa do encontro entre seu pai, Jair Bolsonaro, e o presidente dos EUA, Donald Trump – Imagem: Isac Nóbrega/PR Especialistas e diplomatas ouvidos pelo UOL avaliam que a viagem do presidente Jair Bolsonaro (PSL) aos Estados Unidos e o encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, foram positivos, ainda que seja prematuro avaliar os impactos das medidas anunciadas pelos dois países.

Deus acima de (quase) todos

Carlos Rittl – 19 Fevereiro 2019 Foto: Imagem de satélite do desmatamento no norte da Terra Indígena Parakanã, no Pará -/ El Pais Brasil “As Forças Armadas conhecem o valor estratégico da Amazônia. Deveriam unir-se ao papa e a toda a sociedade na busca de soluções para seu desenvolvimento sustentável em vez de ressuscitar antigas paranoias”, escreve Carlos Rittl, ambientalista e integrante do comitê de coordenação do Observatório do Clima, em artigo publicado por El País, 15-02-2019.

O mapa mundi se povoou de ultradireitistas. De Le Pen e Salvini na Europa, passando por Duterte, nas Filipinas, até Bolsonaro, no Brasil

  Eduardo Febbro – 12 Janeiro 2019 – Imagem: blogdapoliticabrasileira.com  “Todos chegaram ao poder ou ao Parlamento com a mesma narrativa: a oposição do povo às elites, sejam elas políticas ou econômicas. Essa é uma das características as extremas direitas ressuscitadas. A outra característica foi definida com pertinência pelo professor de filosofia e cientista político Yves Charlees Zarka: ‘o que caracteriza o populismo de hoje é que esse se desenvolve nas sociedades democráticas cujas populações estão dotadas de um alto nível de educação’”, escreve Eduardo Febbro, em artigo publicado por Página/12, 11-01-2019. A tradução é de André Langer.

“Para se defender, o neoliberalismo faz a democracia se esgotar”. Entrevista com Grégoire Chamayou

Sonya Faure – 09-11-2018. – Vinheta: Carta Maior Confrontados pelo ativismo da década de 1970 e as exigências éticas dos consumidores, os pensadores liberais e líderes empresariais desenvolveram manuais de gestão e de teoria política para defender o capitalismo contestado. Ao dissecar esses discursos, o filósofo elabora uma brilhante trajetória do liberalismo autoritário. A entrevista é de Sonya Faure, publicada por Libération, 09-11-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Quem salvará a Terra?

 Sara Gandolfi – 06/08/2018 . Imagem: revistacircuiti..com “O mundo está na rota errada. Não traiam as gerações futuras. É uma questão de vida ou morte”. O alerta emitido ontem por Antonio Guterres, secretário-geral da ONU, foi alto e claro na cerimônia de abertura da conferência anual sobre o clima (COP24), que continuará até 14 de dezembro em Katowice, antiga cidade mineradora da Polônia. Com o costumeiro e incômodo convidado de pedra: Donald Trump. Em oito perguntas e respostas, aqui estão os temas “candentes” na mesa. A reportagem é de Sara Gandolfi, publicada por Corriere della Sera, 04-12-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

“Bolsonaro derrotou mais a direita do que a esquerda”. Entrevista com Bernard-Henry Lévy

Filósofo lamenta a “pornografia política” do presidente eleito brasileiro, a quem compara com Nicolás Maduro   Tom C. Avendaño – 27/11/2018 – Imagem: IHU Bernard-Henri Lévy visita o Brasil em um de seus momentos mais turbulentos, quase como nos tempos em que este filósofo, formado igualmente entre maoístas e holofotes, ainda estava construindo sua reputação de pensador de ação e ia ao Irã nos anos setenta ou à Bósnia nos anos noventa. Vestido com seu eterno uniforme – terno escuro camisa branca parcialmente desabotoada – com o qual se tornou um dos pensadores mais midiáticos e conhecidos da França e de grande parte da Europa, Lévy (Argélia, 1948) vai direto ao problema entre goles de chá em um hotel em São Paulo: “Todo o mundo está olhando para o Brasil.

“PODEMOS VIVER UM ULTRANEOLIBERALISMO, SOB UMA DITADURA E COM RESPALDO ELEITORAL”, ALERTA RICARDO ANTUNES 

A educação pública é a menina dos olhos do capital corporativo global, diz Ricardo Antunes InformANDES, 09/10/2018 – Foto: Antonio Perri –  ADUPA  Em entrevista ao ANDES-SN, o sociólogo e professor da Unicamp, Ricardo Antunes, fala de algumas das questões abordadas em sua última obra “O privilégio da servidão”, que traz um retrato detalhado da classe trabalhadora hoje, com suas principais tendências e as mudanças na configuração trabalhistas. Entre várias reflexões sobre os ataques aos trabalhadores, Antunes faz um alerta. “Estamos na iminência de termos um ultra neoliberalismo, com fascismo, comandado por uma figura farsesca que usa farda. Talvez a gente viva agora o pior momento das universidades públicas se essa tragédia se consubstanciar. Espero que isso não venha a ocorrer, se não entraremos em uma fase mais difícil que na ditadura militar, mais difícil que o neoliberalismo dos anos 90 pra cá. Porque agora seria uma combinação nefasta de ultra neoliberalismo com uma ditadura militar sem limites e com respaldo eleitoral”.

“O poder do mercado é abuso de poder”. Entrevista com Joseph Stiglitz

   Álvaro Guzmán Bastida, Ignasi Gozalo Salellas e Héctor Muniente Sariñena. 17/11/2018 O mundo parece decidido a deixar Joseph Stiglitz fora do jogo. Após assessorar o governo Bill Clinton e liderar o Banco Mundial em meados e fins dos anos 1990 e de ganhar um Prêmio Nobel em 2001, o economista da Universidade de Columbia passou a ser um dos críticos mais agudos tanto do abandono da classe trabalhadora, por parte do Partido Democrata, como – de maneira chave – das desigualdades e desequilíbrios de poder originados pela globalização nos países do Sul.

Escolha de Ernesto Araújo para chanceler põe em risco liderança ambiental brasileira

Observatório do Clima – 16 Novembro 2018  “É estarrecedora a escolha do embaixador Ernesto Araújo como ministro de Relações Exteriores. Sua nomeação contraria uma longa tradição da política externa brasileira e traz o risco de tornar o Brasil um anão diplomático e um pária global. O radicalismo ideológico manifesto nos escritos do futuro ministro cria, ainda, uma ameaça para o planeta, ao negar a mudança do clima e, presumivelmente, os esforços internacionais para combatê-la”, afirma a nota da coordenação do Observatório do Clima, 15-11-2018.