Por parte de pai, negros escravizados. Por parte de mãe, senhores escravistas

“…após a promulgação da Lei Áurea, em 1888, o então ministro da Fazenda Rui Barbosa, o “Príncipe dos juristas do Brasil”, ordenou a queima de documentos relativos à posse de escravos. O efeito colateral foi apagar boa parte dos dados disponíveis sobre pessoas escravizadas no Brasil”: assassinato da História dos africanos no Brasil. Gil Alessi – São Paulo 19 Nov 2019 Foto: Daniel Fermino da Silva com a imagem da sua árvore genealógica na tela do celular / R.CHICARELLIOs ancestrais de Daniel Fermino da Silva, 40, seguravam a chibata e também apanhavam no tronco. Traficavam escravos e também faziam a tenebrosa viagem da África para o Brasil nos porões dos tumbeiros, os navios negreiros. Daniel Fermino da Silva foi atrás da sua árvore genealógica e se deparou com os dois lados da herança escravocrata brasileira. Sua pesquisa é uma exceção, pois documentos relativos à posse de escravos foram queimados após a Lei Áurea

“A xenofobia também destrói o povo de Deus”. Entrevista com o Papa Francisco

Antonio Spadaro – 26/09/2019 – Foto: Vatican Media  Na quinta-feira, 5 de setembro, durante sua viagem a Moçambique, o Papa Francisco se encontrou, de maneira privada, com um grupo de 24 jesuítas. A conversa ocorreu na nunciatura, ao término da jornada de compromissos do papa. O relato é do jesuíta italiano Antonio Spadaro, publicado por La Repubblica, 25-09-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Na chegada, os jesuítas aplaudiram Francisco, que pediu aos presentes que formassem um círculo com as cadeiras. O papa, então, convidou os jesuítas a fazerem as perguntas. O jornal La Repubblica antecipa uma parte da conversa, cuja versão na íntegra será publicada nesta quinta-feira, no site da revista La Civiltà Cattolica.