O Papa: a Europa fecha os portos para as pessoas nos navios, mas abre-os para as armas

Crítica de Francisco durante a audiência à Roaco: “A ira de Deus irá desencadear-se sobre quem fala de paz e vende armas”. O anúncio: “Quero ir ao Iraque no próximo ano”   IACOPO SCARAMUZZI  CIDADE DO VATICANO,   10/06/2019 – Foto: La Stampa O Papa Francisco pretende ir ao Iraque “no ano que vem”: disse-o ele mesmo, recebendo os participantes da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais (Roaco1), aos quais lembrou: “Gritam as pessoas em fuga amontoadas nos navios, em  busca de esperança, sem saber que portos poderão acolhê-las, na Europa, que, no entanto, abre os portos para as embarcações que vêm para carregar armas sofisticadas e caras, capazes de produzir devastações que não poupam nem mesmo as crianças”. Uma “hipocrisia” sobre a qual ele também se deteve quando, falando da guerra na Síria,  frisou: “Muitas vezes penso na ira de Deus que se desencadeará sobre  os responsáveis ​​de países que falam de paz e vendem armas para fazer estas guerras : isso é hipocrisia, é um pecado”.

OS OUTROS ESTÃO A MAIS? (1)

  Frei Bento Domingues, O.P., 17/02/2019 – Foto: Outros/ Ambrosia As obras que se escreveram e escrevem a anunciar as datas do fim da pobreza imposta, com certo aparato científico, parecem seguir a lógicas das Testemunhas de Jeová a anunciar o fim do mundo. Como apontámos, as estatísticas vão mostrando avanços e recuos, segundo os países e os continentes, das medidas para erradicar essa vergonha. As estatísticas não podem contabilizar os pobres que vão tendo a morte, antes de tempo, como solução. Para além disto, as desigualdades entre ricos e pobres acentuam-se. A distância entre o que certas pessoas ganham e o mínimo que outras conseguem para sobreviver, no seu dia-a-dia, poderia ser um pecado que bradaria aos céus se neles acreditassem.

“O poder do mercado é abuso de poder”. Entrevista com Joseph Stiglitz

   Álvaro Guzmán Bastida, Ignasi Gozalo Salellas e Héctor Muniente Sariñena. 17/11/2018 O mundo parece decidido a deixar Joseph Stiglitz fora do jogo. Após assessorar o governo Bill Clinton e liderar o Banco Mundial em meados e fins dos anos 1990 e de ganhar um Prêmio Nobel em 2001, o economista da Universidade de Columbia passou a ser um dos críticos mais agudos tanto do abandono da classe trabalhadora, por parte do Partido Democrata, como – de maneira chave – das desigualdades e desequilíbrios de poder originados pela globalização nos países do Sul.

A universidade do populismo que Steve Bannon, ex-assessor de Trump, planeja na Itália

  Daniel Verdù,  22 SET 2018   Foto: O diretor do Instituto Dignitatis Humanae, Benjamin Harnwell. / ANTONELLO NUSCA  “Bannon deu em junho de 2014 uma insólita entrevista dentro do Vaticano, promovida pelo think tank católico dirigido por Harnwell, o Instituto Dignitatis Humanae (DHI) —que reúne destacados membros da oposição ao papa Francisco. O presidente de seu conselho assessor é Raymond Burke, líder da corrente opositora a Francisco e elo entre a direita religiosa norte-americana e a Santa Sé

Os EUA de Trump revivem os zoológicos humanos

  Ariel Dorman – 16/07/2018   Foto: Indianos da Região do Malabar (sudoeste do país) exibidos no Jardin d’Acclimatation (Paris), talvez o mais famoso zoológico humano na virada do século XIX para o XX(Foto: Outras Palavras) Encarceramento de crianças retoma uma história do colonialismo, cuidadosamente esquecida: as exposições em que indivíduos dos “povos primitivos” eram apresentados como animais nas capitais “cultas” do Ocidente. Por Ariel Dorfman | Tradução: Inês Castilho e Mauro Lopes

Donald Trump recebe carta aberta de líderes religiosos escoceses

The Herald –  12/07/2018  Foto: The Herald – Tradução: Orlando Almeida Cinco líderes religiosos de quatro igreja de quatro igrejas da Escócia assinaram uma carta aberta ao presidente Donald Trump pedindo-lhe que reveja as políticas de seu governo sobre os migrantes e obre os que pedem asilo.  Nela, os líderes da Igreja da Escócia, da Igreja Reformada Unida, da Igreja Católica na Escócia e a Igreja Episcopal Escocesa expressam “tristeza” pela política de imigração do presidente, ressaltando que “o povo da Escócia sabe o que é ser acolhido como estrangeiro”.