Escravos da religião: inspeções no Brasil revelam o lado negro dos cultos

Fabio Teixeira – 21/02/2019 – Tradução: Orlando Almeida Foto: As vítimas não tinham jornada de trabalho estabelecida e não recebiam nenhuma remuneração pelas atividades. Eles trabalhavam em troca de casa e comida. / Divulgação – Daqui Inspetores do trabalho disseram que o trabalho para a Traduzindo o Verbo não poderia ser considerado voluntário porque os líderes estavam se enriquecendo com o trabalho de seguidores que eram mantidos na pobreza.

Nadia Murad: “violavam-nos sem culpa, como se fosse uma coisa natural”

  Magazine Notícias – 5/10/2018 Foto: Livro de Nadia Murad / Popular Libros A vencedora do Prémio Nobel da Paz de 2018  Nadia Murad é yazidi e foi capturada pelo Daesh, como mais de seis mil mulheres yazidis capturadas desde 2014. Feita escrava, vendida, espancada, violada, conseguiu fugir e escreveu um livro:“Eu Serei a Última” Nadia Murad conseguiu fugir e conta a sua história em livro – e nesta entrevista dada à Notícias Magazine em janeiro.  Outras três mil mulheres yazidis estão ainda nas mãos do Daesh.  

Nenhum ser humano é estrangeiro. Bauman e o difícil desafio das migrações

 Maria Serena Natale –11 Julho 2018 Foto: Emigrantes / Dennis Skley – Flickr Quando foi embora, em 2017, aos 91 anos, Zygmunt Bauman nos privou de uma voz corajosa, de um olhar atento a cada sobressalto da história e pronto para acolher a contradição, para depois desmontá-la a partir de dentro.

A ligação umbilical entre os refugiados e as políticas econômicas de seus países. Entrevista especial com Alfredo Gonçalves

Patricia Fachin | 10/07/2018 – Foto: Carta Maior Entre os vários fatores que explicam o crescente fenômeno migratório na Europa, um deles é a “estridente assimetria entre os países e regiões centrais e os países e regiões periféricos”, isto é, “a mobilidade humana encontra-se umbilicalmente ligada à política econômica de cada país e de todo o globo”, pontua Alfredo Gonçalves,Vigário Geral da Congregação dos Missionários de São Carlos – CS, assessor das Pastorais Sociais, que tem acompanhado esse processo em Roma, de onde concedeu, por e-mail, a entrevista a seguir à IHU On-Line.

Crise dos refugiados. Uma tragédia que beneficia máfias e ultradireitas

Eduardo Febbro – 16 Junho 2018 – Foto: Exame Aquarius: um nome luminoso por trás do qual se movem as sombras de milhares de mortos, centenas de milhares de refugiados à deriva, o naufrágio da Europa como entidade com capacidade operativa e princípios humanitários, o oportunismo político das extremas direitas europeias e, no fundo, as disparatadas aventuras militares do Ocidente que, com vagos pretextos humanitários, desencadeiam dramas humanos coletivos.  Aquarius é o nome do barco de Médicos sem Fronteiras e SOS Mediterrâneo, que salvou centenas de migrantes náufragos diante das costas da Líbia. A reportagem é de Eduardo Febbro, publicada por Página/12, 15-06-2018. A tradução é do Cepat.

Brasil viveu um processo de amnésia nacional sobre a escravidão, diz historiadora

Júlia Dias Carneiro  Da BBC Brasil no Rio de Janeiro – 10 maio 2018  Direito de imagem:  Museu Paulista/USP Image caption  O Brasil foi o ultimo país do Ocidente a abolir a escravidão. Às vezes as pessoas falam que foi o último das Américas, mas não. De fato, era chamado na época de retardão’, diz Schwarcz Sancionada pela princesa Isabel no dia 13 de maio de 1888, a lei que aboliu a escravidão após mais de três séculos de trabalho forçado no Brasil “saiu muito curta, muito pequena, muito conservadora”, descreve Lilia Moritz Schwarcz.

A nova Tese Onze

“Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo.” Karl Marx: Tese 11 Boaventura Sousa Santos – 09/01/2018   Imagens: Mural e Cartaz zapatistas “Os filósofos têm apenas interpretado o mundo. A questão é transformá-lo”, escreveu Karl Marx. Seria o caso de atualizar a frase, para livrá-la de certo viés eurocêntrico?

Carmena, prefeita de Madrid, denuncia, no Vaticano, que a origem do tráfico de pessoas está “na satisfação sexual”

 José Manuel Vidal -11/11/2017 –               Foto: Periodista Digital  Não crente, mas com profundas convicções éticas, Manuela Carmena, prefeita de Madri, tem o Papa Francisco em alta consideração, a quem considera “a mais alta autoridade moral do mundo”. Talvez, por essa razão, marcou presença em Roma. Desta vez, para participar de uma reunião de juízas e promotoras contra o tráfico de pessoas. Um flagelo, cuja causa encontra-se, na sua opinião, “na satisfação sexual como mercadoria”. A reportagem é de José Manuel Vidal, publicada por Religión Digital, 10-11-2017