Sínodo Pan-Amazônico: “Assim como na Encíclica Laudato Si’, é muito importante perceber que a Igreja ouve a ciência”.

Entrevistas especiais com Paulo Suess e Carlos Nobre   Por: Luis Miguel Modino | Edição: João Vitor Santos | 14 Outubro 2019 Por do sol no Amapá | Foto: Ricardo Stuckert Em linhas gerais, o Sínodo Pan-Amazônico quer discutir a importância da floresta para todas as formas de vida e como a Igreja Católica pode se inserir nesse contexto de preservação. Mas, é mais do que isso. De um lado, é a possibilidade da Igreja de se colocar em saída, se fazer presente no mundo, sentindo o mundo e abraçando tanto seus problemas como também se envolvendo na busca por um planeta melhor. De outro, a possibilidade de fazer com que a fé e a ciência somem esforços – e superem disputas milenares – na busca por um ideal.

Amazônia: no centro do mundo e na periferia do Brasil

Jamil Chade – 29/07/2019 – Foto: envolverde.cartacapital.com.br Janeiro de 2019. O Governo de Jair Bolsonaro acabava de começar e, numa sala fechada de um hotel de luxo de Davos, o chanceler Ernesto Araújo explicava a interlocutores que o Brasil precisava dar uma resposta aos ataques que o país sofria por conta do desmatamento. A estratégia diante da pressão internacional não era a de incrementar os controles na floresta. Mas sim mostrar a competitividade do modelo agrícola brasileiro. A reportagem é de Jamil Chade, publicada por El País, 28-07-2019.

Cuidar das pessoas e do mundo: Perspectiva indígena.

Cuidar das pessoas e do mundo: Artigo de Justino Sarmento Rezende, indígena do povo Ʉtãpinopona/Tuyuk Pe. Justino Sarmento Rezende – 26 Junho 2019 “O Sínodo da Amazônia veio para nos provocar. Que tenhamos a capacidade de colocar-nos no lugar do outro. Para quem não nasceu nem vive na Amazônia, é difícil o exercício de pensar os desafios da Amazônia, a partir das visões dos povos amazônicos e indígenas. Percorrer um caminho interior de superação dos preconceitos, desrespeitos, discriminação, exclusão historicamente construídos por diversos membros da Igreja. Os povos indígenas precisam ser reconhecidos e respeitados pela Igreja para que vivendo em seus territórios construam uma Igreja com rosto indígena“. A análise é do Pe. Justino Sarmento Rezende, sdb [1], Indígena do povo Ʉtãpinopona/Tuyuka e membro do conselho preparatório do Sínodo para a Amazônia.