Brasil acima de tudo, indígenas abaixo de todos!

Juracilda Veiga e Wilmar R. D’Angelis – 07/02/2020 Foto: Mineração em Terras Kaiapó – / Felipe Werneck – Ibama “O capitão Bolsonaro já disse que não entra no que ele entende ser uma ‘balela de defender terra pra índio’. Pode-se entender isso, mas não se pode aceitar que a autoridade máxima da nação se torne o grande responsável pela retomada da escalada etnocida contra os povos indígenas em nosso país. A história cobrará, pois, da nossa geração, o absurdo de escancarar as portas das terras indígenas para o etnocídio” escrevem Juracilda Veiga, indigenista, doutora em Antropologia, funcionária aposentada da FUNAI, coordenadora da ONG Kamuri, e Wilmar R. D’Angelis, indigenista, doutor em Linguística, professor da área de Línguas Indígenas da UNICAMP.

O clima hostil contra os povos indígenas no Brasil

Ativistas denunciam aumento de ataques contra comunidades indígenas e postos da Funai. Órgãos de segurança e militares não conseguem controlar a situação, e governo fala em liberar terras para exploração econômica.   Thomas Milz – 20 Dezembro 2019 Foto: Em agosto, mulheres indígenas protestaram em Brasília pelos seus direitos – Reuters/A. Coelho Ativistas denunciam aumento de ataques contra comunidades indígenas e postos da Funai. Órgãos de segurança e militares não conseguem controlar a situação, e governo fala em liberar terras para exploração econômica. A reportagem é de ThomasMilz, publicada por Deutsche Welle, 19-12-2019.

Garimpeiros, traficantes e madeireiros aterrorizam os indígenas

Felipe Milanez – 12/11/2019   Desde a posse de Bolsonaro, as invasões de territórios indígenas deram um salto: 160 casos nos primeiros 6 meses do ano, contra 109 em 2018. Os atuais sertanistas da Funai, indigenistas que trabalham na área de proteção aos povos isolados, lançaram uma carta aberta na qual alertam para a crescente onda de violência contra indígenas e servidores da fundação e aos riscos de genocídio por conta dos incentivos à exploração desenfreada e à omissão de Brasília. A reportagem é de Felipe Milanez, publicada por CartaCapital, 12-11-2019.

Documento revela pressão da Embratur sobre a Funai para transformar terra indígena em hotel de luxo na Bahia

I Juca Pirama, Índio deve morrer Amanda Audi – The Intercept – 28/11/2019 A Funai recebeu um pedido inusitado em julho. A Embratur quer que o órgão, responsável pela proteção dos direitos indígenas no país, acabe com o processo de demarcação de uma reserva para permitir a construção de um hotel de luxo no local. A solicitação chegou à Funai assinada pelo presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, e o Intercept teve acesso ao documento com exclusividade. Ofício–Presidente-Embratur2 pages

‘O Governo Bolsonaro tem sangue indígena em suas mãos’, afirma APIB sobre o assassinato do guardião da floresta Paulo Paulino Guajajara

Foto: Patrick Raynaud  Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). – 03 Novembro 2019  “O Governo Bolsonaro tem sangue indígena em suas mãos, o aumento da violência nos territórios indígenas é reflexo direto de seu discurso de ódio e medidas contra os povos indígenas do Brasil”. A nota é de Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

União Europeia adverte que acordo com Mercosul exige proteção de indígenas

Márcia Bizzotto – De Bruxelas para a BBC News Brasil 30 julho 2019  Direito de imagemAFP – Image captionUnião Europeia recordou que proteção dos direitos de povos indígenas é um dos “elementos essenciais” do acordo comercial A União Europeia afirmou nesta terça-feira (30) que a proteção dos direitos de povos indígenas é um dos “elementos essenciais” do acordo de livre comércio fechado há um mês entre o bloco e o Mercosul, ainda a ser ratificado por ambas as partes.

‘Respeite os povos indígenas, presidente Bolsonaro’. Nota do Cimi sobre o assassinato de liderança na Terra Indígena Wajãpi

Foto: Marcos Vilela – Indígensas Wajãmpi, na Festa do Pacu Açu.   CIMI – 29 Julho 2019 “Os discursos de ódio e agressão do presidente Bolsonaro e demais representantes de seu governo servem de combustível e estimulam a invasão, o esbulho territorial e ações violentas contra os povos indígenas em nosso país”, escreve o Conselho Indigenista Missionário – Cimi em nota pública sobre o assassinato de liderança na Terra Indígena Wajãpi no Amapá, 28-07-2019.

Funai é entregue a delegado que pediu ações da PF contra guaranis em 2017

E para o Incra do Pará, Bolsonaro nomeia militar que comandou PMs acusados de chacina Redação – Brasil de Fato | São Paulo (SP) – 19/07/2019 Foto: Marcelo Augusto Xavier, ao centro / Causa Operária /Reprodução A Fundação Nacional do Índio (Funai) será comandada pelo delegado da Polícia Federal Marcelo Augusto Xavier, segundo anunciado nesta sexta-feira (19) no Diário Nacional da União (DOU). A nomeação agrada os ruralistas, que pressionaram pela demissão do ex-presidente Franklimberg Ribeiro. Este deixou o cargo em 11 de junho afirmando que o secretário especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, o ruralista Nabhan Garcia, “saliva ódio aos indígenas”.