Teocracia? Não, obrigado
Ainda estamos a tempo de aprender que nenhuma teocracia é melhor do que a outra. Não importa se é islâmica, judaica, cristã ou outra qualquer. Definitivamente, não José Brissos-Lino| 12 Dez 201919 Imagem: evivaafarofa.blogspot.com.br A história da velha Europa devia servir pelo menos para perceber que quando a religião manda no Estado a coisa vai sempre correr mal, mais tarde ou mais cedo. As guerras religiosas que os povos europeus sofreram há séculos são o exemplo acabado disso mesmo. A revolução americana mostrou que a via do estado laico é melhor garantia da liberdade de crença e prática religiosa a todos os cidadãos. Todavia, as religiões sempre pugnaram por deter nas suas mãos o poder político ou pelo menos viverem em concubinato com ele, influenciando-o no sentido da satisfação dos seus próprios interesses.
Deus sem mundo, mundo sem Deus
Anselmo Borges – 16 JUN 2019 Uma Igreja, que vive à margem da sociedade, é uma Igreja que se não relaciona com a “realidade”, mas que se relaciona com a “representação da realidade”, que a própria Igreja elabora para si, segundo os seus interesses e conveniência. Se a Igreja se situou na “margem” da vida e da sociedade, pretendemos, a partir de fora da sociedade, influenciá-la?” “Se a Igreja não pôde assinar e fazer sua a Declaração dos Direitos Humanos, com que autoridade e com que credibilidade pode falar de amor à humanidade?”
A Religião perdeu a espiritualidade, ou foi esta que se tornou religiosa?
José Brissos-Lino – 29/05/2019 Foto: Alicia Llop/ Getty Images Muito se fala hoje em espiritualidade procurando distingui-la de religião. No fundo, o que se pretende é aceder à Transcendência sem uma mediação institucional, em parte devido à péssima carga histórica de conflitualidade que as religiões carregam, devido à tentação do poder
Não façam isso com a mãe de Jesus!
Ildo Perondi – 22 Maio 2019 Foto: Marcos Corrêa/ Palácio do Planalto / Flickr CC “O coração de Maria sofreu com os governantes! E, por isso, não é justo o que fez hoje com o coração da Mãe de Jesus. O que se fez não foi colocar uma coroa de ouro em sua cabeça, mas uma coroa de espinhos, justamente por uma bancada hipócrita apoiando um governante cujas políticas são de morte. Governante que usa o símbolo da arma da morte e cujas políticas geram fome, desemprego, destroem políticas públicas, acaba com a educação e agora quer implantar esta reforma da previdência que será um inferno contra os pobres”, escreve Ildo Perondi, frei capuchinho, professor na Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC-PR.
Promessa de primeira-ministra. Jacinda nunca vai mencionar nome do atirador de Christchurch
Rádio Renascença – 19 mar, 2019 . Foto: DAQUI Um australiano nacionalista, de 28 anos, é o suposto responsável pelos ataques às mesquitas Al-Noor e de Linwood, que fizeram pelo menos 50 mortos e quase meia centena de feridos. O ex-preparador físico, que obteve uma licença de porte de arma em novembro de 2017, tinha cinco armas, incluindo duas semiautomáticas de estilo militar, que terá usado nos ataques.
Membros da CNBB criticam medidas do governo Bolsonaro
Patrik Camporez – 07/03/2019 – Foto: CNBB – Lilian Lima Reunidos na manhã desta quarta-feira para o lançamento da Campanha da Fraternidade de 2019, integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB ) criticaram publicamente as políticas de governo anunciadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, dentre elas a liberação da posse de armas de fogo, a possível exploração de minério em áreas indígenas e a reforma da Previdência. A reportagem é de Patrik Camporez, publicada por O Globo, 06-03-2019.
Entrevista “Nunca haverá um tempo sem Deus ou religião”
“Há mais de cem anos que andámos a dizer que Deus está morto. Talvez devêssemos deixar de dizer isso.” Pedro Rios – 9/02/2019. Foto: Daqui Académico que faz best sellers sobre religião, nómada espiritual, crítico de Trump, Reza Aslan é uma das vozes mais ouvidas nos EUA quando se fala de fé e religião. Em Deus – Uma Biografia defende que há milénios que os homens projectam Deus à sua imagem e semelhança – e vão continuar a fazê-lo. “Há mais de cem anos que andámos a dizer que Deus está morto. Talvez devêssemos deixar de dizer isso.” Livros como O Zelota — A Vida e o Tempo de Jesus de Nazaré (ed. Quetzal, 2014) e No God but God: The Origins, Evolution, and Future of Islam (Random House, 2005) figuraram nas listas de melhores livros dos respectivos anos e nos escaparates dos best sellers.
Esquerda brasileira deixou parte dos cristãos no colo da direita
O estado é laico, mas as pessoas não. A maioria das pessoas são religiosas e precisamos respeitá-las; e muito mais importante: compreendê-las Wagner Francesco – 11/01/2018 – Foto: abstrato-azul-vermelho / pixabay – IHU Sendo a religião, como acertadamente Marx diz, o suspiro da criatura oprimida, é preciso escutar este suspiro, entender que suspiro é este e de que modo a religião atua como mecanismo contra a opressão. A religião não é opressora, mas pode atuar como mecanismo de opressão, bem como de libertação. O artigo é de Wagner Francesco, teólogo e advogado, publicado por CartaCapital, 10-01-2019.
Brasil, um país do passado
Philipp Lichterbeck– 29/11/2018 Foto: Partidários de Bolsonaro comemoram vitória eleitoral no fim de outubro, Rio de Janeiro / picture-alliance/dpa/L. Correa No Brasil, está na moda um anti-intelectualismo que lembra a Inquisição. Seus representantes preferem Silas Malafaia a Immanuel Kant. Os ataques miram o próprio esclarecimento, escreve o colunista Philipp Lichterbeck, em artigo publicado por Deutsche Welle, 28-11-2018. Philipp Lichterbeck queria abrir um novo capítulo em sua vida quando se mudou de Berlim para o Rio, em 2012. Desde então, ele colabora com reportagens sobre o Brasil e demais países da América Latina para os jornais Tagesspiegel (Berlim), Wochenzeitung (Zurique) e Wiener Zeitung.
“Bolsonaro derrotou mais a direita do que a esquerda”. Entrevista com Bernard-Henry Lévy
Filósofo lamenta a “pornografia política” do presidente eleito brasileiro, a quem compara com Nicolás Maduro Tom C. Avendaño – 27/11/2018 – Imagem: IHU Bernard-Henri Lévy visita o Brasil em um de seus momentos mais turbulentos, quase como nos tempos em que este filósofo, formado igualmente entre maoístas e holofotes, ainda estava construindo sua reputação de pensador de ação e ia ao Irã nos anos setenta ou à Bósnia nos anos noventa. Vestido com seu eterno uniforme – terno escuro camisa branca parcialmente desabotoada – com o qual se tornou um dos pensadores mais midiáticos e conhecidos da França e de grande parte da Europa, Lévy (Argélia, 1948) vai direto ao problema entre goles de chá em um hotel em São Paulo: “Todo o mundo está olhando para o Brasil.