Militares de Pinochet, os torturadores chilenos convidam Bolsonaro para visitá-los na prisão

Wagner Fernandes de Azevedo | 22/03/2019 –  Foto: Chile, ditadura militar /wikicommons A ditadura chilena de Augusto Pinochet foi a mais expressiva aliança do liberalismo com o autoritarismo no continente latino-americano. Calcula-se, em relatório divulgado em 2011, que desde o golpe militar em 1973 até 1991 foram mais de 40 mil mortos, desaparecidos ou torturados pelo governo.

Paquistanesa Asia Bibi tem futuro incerto apesar de absolvição

Grupos islâmicos protestaram contra a anulação de pena de morte de cristã condenada por blasfêmia ao Islã.     Por France Presse  03/11/2018  Cristã Asia Bibi, que foi condenada à morte em 2010, em foto de arquivo. Pena foi suspensa nesta quarta-feira (31) — Foto: Associated Press O futuro da paquistanesa Asia Bibi era incerto neste sábado (3), após a apresentação de um requerimento contra a sua absolvição por blasfêmia contra o Islã, e que seu advogado abandonou o Paquistão alegando temer por sua vida. A libertação, que parecia iminente, desta cristã condenada à morte em 2010 está em um impasse. Na noite da véspera, autoridades e manifestantes islamitas que paralisavam o país há três dias chegaram a um acordo polêmico.

O Papa elimina a pena de morte do Catecismo

  Jesús Bastante – 03 Agosto 2018 – Fotos/imagens: IHU  A Igreja Católica “compromete-se com determinação à abolição da pena de morte em todo o mundo” A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, publicada em 02-08-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo. O Papa advoga “que se favoreça uma mentalidade que reconhece a dignidade de cada vida humana e se criem as condições que permitam eliminar hoje a instituição jurídica da pena de morte onde ainda esteja em vigor”.

O catecismo contra a pena de morte. Artigo de Alberto Melloni

Alberto Melloni – 04 Agosto 2018  Se Francisco assinou um “rescrito” contra a pena de morte, não é porque mudou de opinião (ele é abolicionista desde sempre, como cristão e argentino), mas para dar valor a um senso comum dos cristãos. A opinião é do historiador italiano Alberto Melloni, professor da Universidade de Modena-Reggio Emilia e diretor da Fundação de Ciências Religiosas João XXIII, de Bolonha. O artigo foi publicado por La Repubblica, 03-08-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A sede dos “porões da ditadura” era o Planalto, diz historiadora

“Uma coisa é aquilo que sabíamos: Geisel estava informado da política de extermínio de presos políticos. Outra coisa muito diferente é saber que o presidente da República assumiu a responsabilidade direta sobre a execução de prisioneiros políticos.”   José Nêumanne – 18 Maio 2018 Foto: jusliberdade.comn.br  A revelação feita pela descoberta pelo pesquisador Matias Spektor, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), de um memorando do diretor da CIA em 1974, William Colby, ao então secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, de que Geisel autorizou execuções de “subversivos perigosos” presos pôs fim ao mito da autonomia dos chamados “porões da ditadura” à época do regime militar.  Esta é uma das conclusões da entrevista da historiadora mineira Heloísa Starling, que assessorou a Comissão Nacional da Verdade (CNV) nesse período de nossa história, em entrevista ao Blog do Nêumanne.

Papa Francisco, católicos neotradicionalistas e o legado de Bento XVI

  “Uma compreensão dinâmica da tradição é o que aterroriza os oponentes do Papa Francisco. Só podemos nos perguntar se eles sabem o quanto os textos papais estão alinhados com a teologia do papa agora aposentado.”  Massimo Faggioli -17/10/17 -Foto: Canção nova O Papa Francisco pronunciou em 11/09 último um discurso curto mas de grande alcance, pelo seu significado. Foi a propósito dos 25 anos do Catecismo da Igreja Católica. O texto pode ser lido em português aqui Entretanto, já esta semana, o historiador italiano Massimo Faggioli, professor da Villanova University, nos Estados Unidos, publicou um artigo de comentário a esse discurso no sítio de La Croix International, 16-10-2017, que publicamos a seguir, recorrendo à tradução feita por Moisés Sbardelotto no site noticioso do Instituto Humanitas da Unisinos, Brasil. 

EUA tentam explicar oposição a resolução contra a pena de morte para homossexuais

   PÚBLICO   – 4 de Outubro de 2017    Foto: Ativistas da Amnistia International protestam contra a pena de morte nos EUA/ REUTERS / TONY GENTILE Washington votou contra uma resolução que condenava explicitamente, pela primeira vez, a punição da homossexualidade com a pena de morte. O documento, no entanto, tinha um alcance mais vasto.