Natureza humana: sexualidade e família

Leonardo Boff *  Na consulta mundial sobre familia e sexualidade promovida corajosamente pelo papa Francisco, sempre volta à tona certa compreensão da lei natural e da natureza humana. Mais que oferecer uma solução, pretendemos problematizar a questão.

O dinheiro faz a felicidade?

Anselmo Borges Lá está Epicuro: “É preciso meditar sobre o que traz a felicidade, pois, se ela estiver presente, temos tudo, mas, se estiver ausente, fazemos tudo para obtê-la.” E é o que faz F. Lenoir, num belo livro recente, exigente e acessível,  Du bonheur. Un voyage philosophique: como alcançar a felicidade, ser feliz. E não podia faltar um capítulo sobre o dinheiro: ele traz a felicidade?

O Deus que é, o Deus que está

Quem teve trabalhos de tradução deu-se conta das enormes dificuldades da tarefa. Tudo se complica ainda mais quando se vem de e se vai para mundos diferentes. Porque uma língua é um mundo e não um simples instrumento. Um caso típico destas dificuldades encontra-se na tradução da Bíblia, ao passar do mundo hebraico para o mundo grego e, depois, latino e outros.  

O verdadeiro Natal: Nascimento de Jesus Cristo

O processo aditivo consubstancial produtivo e reprodutivo do capital leva as pessoas menos favorecidas em termos sócio-políticos e econômicos a entenderem este período apenas como um momento de consumo excessivo. O natal significa vivermos e vivenciamos em família o nascimento de Jesus Cristo, queiram ou não um verdadeiro marco na História da Humanidade.

Mandela, o santo da Paz

“Se Jesus Cristo, o Filho de Deus em carne humana, havia decretado canonização imediata ao dizer “não existe maior prova de Amor do que dar a Vida por seus irmãos,” Mandela é hoje canonizado, pelo seu povo da África do Sul, por todos os que demandaram Joanesburgo a fim de homenagens especiais, mesmo as próprias autoridades políticas do mundo inteiro, que por lá deram as caras”,

Milagres acontecem

Quando você menos espera, o presidente do Grande Irmão do Norte chega no funeral de um líder mundial e cumprimenta (ou não tem como não cumprimentar) o presidente do país eterno inimigo ideológico, depois de mais de 50 anos de bloqueio econômico e comercial. E aí você chora, porque não tem como segurar o grito preso na garganta há tanto tempo.

Meu celular, minha vida

Há uma nova doença nos anais da medicina: a nomofobia, o medo de ficar sem celular. O termo foi cunhado no Reino Unido, e deriva de “no mobile phobia”. O fato é óbvio: para qualquer lugar que se olhe, as pessoas estão atentas ao celular – rua, restaurante, local de trabalho, ônibus, metrô, escola, e até igreja.

Duas forças em tensão: a autoafirmação e integração

Biologicamente nós, humanos, somos seres carentes (Mangelwesen). Não somos dotados de nenhum órgão especializado que nos garanta a sobrevivência ou nos defenda de riscos, como ocorre com os animais. Alguns biólogos chegam a dizer que somos “um animal doente”, um “faux pas”, (um passo em falso), uma “passagem” (Übergang) para outra coisa, por isso nunca fixado, inteiros; mas, incompletos.