E se Jesus entrasse no Sínodo?

 O Sínodo sobre a família começou há uma semana e, em alguns aspectos, parece docilmente intencionado a executar a partitura confeccionada nos meses de pré-tática pelos “lobistas das agendas”. Percebem-se as manobras mais ou menos dissimuladas de quem entrou no Sínodo com a intenção de fazer dele uma disputa de política eclesiástica. Enquanto isso, muitos parecem concentrados em se posicionar em relação à rede dos mantras e dos códigos dialéticos oferecidos como dote através dos meios de comunicação (“É preciso conjugar misericórdia e verdade”, “A doutrina não pode mudar”, “É preciso curar as feridas”, “Valorizemos o papel de mulher”, “Os africanos vão rejeitar a colonização da ideologia de gênero”).

Nem Jesus nem os Evangelhos falam de “família”

O tema do Sínodo é precioso, porque a família histórica, em toda parte, mostra os sinais de uma crise que deve ser orientada para redescobrir o seu valor. Mas é preciso lembrar que em nenhum dos quatro Evangelhos figura a palavra “família”, e que Jesus sempre se dirigiu às “pessoas”, confiando na sua consciência.  

O caso do embaixador gay: Paris deixa “vacante” a sede vaticana

Laurent Stefanini, atual chefe de protocolo do Palácio do Eliseu [sede do presidente francês], não será o embaixador da França junto à Santa Sé.O braço de ferro diplomático que dura desde o dia 5 de janeiro passado, dia da sua designação por parte de Paris, “acabou”, segundo o jornal Libération, ou, melhor, ninguém mais espera que um acordo seja encontrado: o Vaticano continuará não aceitando as credenciais de Stefanini, homossexual, e o Eliseu não vai indicar outros candidatos. Novamente, em relação aos meses passados, há o mútuo e tácito reconhecimento de que nada vai mudar enquanto Hollande estiver no Eliseu.

Os protagonistas da história hoje: Obama, Putin e Francisco

Sem Francisco, o nosso mundo e a nossa modernidade seriam extremamente mais pobres. Para todos, incluindo os não crentes. Publicamos aqui a segunda parte do editorial de Eugenio Scalfari, jornalista e fundador do jornal italiano La Repubblica, 11-10-2015.

Papa Francisco, encarnação do novo humanismo

O Papa Francisco encarna, no mundo de hoje, o humanismo libertador de Jesus Cristo.  –  Julia Kristeva, de pais cristãos, nasceu na Bulgária, em 1941, onde frequentou a escola dominicana francesa. Depois de uma pós-graduação na Universidade de Sofia, aos 24 anos, foi para Paris.

O mito da hospitalidade e os refugiados de hoje

“Seus votos foram ouvidos e cumpridos. Filêmon e Báucis, os esposos hospitaleiros, serviram no templo enquanto durou sua respiração”, comenta Leonardo Boff, teólogo e escritor.

Dom Erwin: guerreiro incansável

“Na 21ª Assembléia do Cimi, Dom Erwin, completou seus 18 anos de serviço inestimável aos povos indígenas, como presidente do Cimi. Tempos de muita luta, utopia e esperança. Tempo de agradecer ao Deus da Vida por esse incansável lutador, que certamente continuará conosco nessa causa por muito tempo”, escreve Egon Heck, do secretariado nacional do Conselho Indigenista Missionário – CIMI, ao enviar o artigo que publicamos a seguir.

Uma nova chance para o planeta

 Uma nova agenda global para acabar com a pobreza até 2030 e buscar um futuro sustentável para todos no planeta foi adotada, na última sexta-feira (25), por unanimidade, pelos 193 Estados-membros das Nações Unidas, no início da Cúpula da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável 2015. A histórica adoção da nova Agenda de Desenvolvimento Sustentável, com 17 Objetivos Globais, foi recebida com uma ovação pelas delegações que incluíam muitos dos líderes de mais de 150 países do mundo que estão participando da abertura da Cúpula na sede da ONU, em Nova York.

Saber envelhecer

Perder o emprego ou deixar de trabalhar por haver atingido a idade limite é sempre motivo de preocupação. Em geral, as pessoas saudáveis não estão preparadas para ficar em casa de pijama, assistindo à TV ou interagindo com a internet, o resto da vida.

Estudos epidemiológicos apontam relação entre consumo de agrotóxicos e câncer

“Dependendo do tipo de intoxicação que ocorre, o tratamento é apenas sintomático, e dificilmente se reverte uma intoxicação, porque são poucos os agrotóxicos que têm ‘antídotos’. Muitas vezes esses danos podem continuar se manifestando de forma silenciosa até o fim da vida, tendo como resultado, por exemplo, o aparecimento de um câncer”, alerta a toxicologista Karen Friedrich.