Lula da Silva: os tribunais o condenam, a história o absolverá

 A campanha anti-petismo faz lembrar a campanha anti-semitismo dos tempos do nazismo. Em ambos os casos, a prova para condenar consiste na evidente desnecessidade de provar. BOAVENTURA SOUSA SANTOS – 9 de Abril de 2018 Foto: http://poliarquia.com.br “Num Estado de direito democrático, os tribunais têm de ser espaços de aprofundamento de direitos. Ora, o que se assiste no Brasil é precisamente o contrário. A Constituição brasileira determina que ninguém será considerado culpado até ao trânsito em julgado de sentença condenatória, isto é, até que se esgotem todas as possibilidades de recurso.”

‘Éramos 98 filhos’: a odisseia de Hamidah, de prostituta a líder política na Uganda

A história de miséria e de resgate de uma garota de Kampala, que se tornou empresária no País em que 60% dos jovens não têm trabalho   TOMMASO CARBONI – 05/04/2018 Hamidah – Foto: La Stampa Tradução: Orlando Almeida Hamidah mudou-se para Kampala no final dos anos noventa. “Eu tinha dezoito anos e os meus pais tinham acabado de morrer de AIDS”. A ideia era estudar, mas acabou na casa de uma amiga que a apresentou ao primeiro cliente. Ganha-se bem, disse-lhe a amiga. Hoje, só se lembra do medo, da violência, da humilhação.

Deus morreu?

Os deuses do Mercado, do Patriarcado e do Fundamentalismo são as novas metamorfoses da crença no Ser Superior. Essa mudança explica as três violências exercidas em seu nome: a estrutural, a machista e a religiosa JUAN JOSÉ TAMAYO – 28 de março de 2018 Tradução: Orlando Almeida  Imagem: Deus morreu? ENRIQUE FLORES Nietzsche não foi o primeiro a usar a expressão “Deus morreu”. A sua origem é encontrada num texto de Lutero: “Cristo morreu / Cristo é Deus / Por isso que Deus morreu”. Hegel inspira-se nele na Fenomenologia do espírito, onde afirma que o próprio Deus morreu como manifestação do sentimento doloroso da consciência infeliz. Em Lições sobre filosofia da religião, refere-se a uma canção religiosa luterana do século XVII num contexto similar: “O próprio Deus jaz morto / Ele morreu na cruz”.

Bispos do Xingu exigem apuração da prisão do padre Amaro em Anapu

Insistimos que a verdade seja apurada com justiça e total transparência”, afirmam os bispos.   CNBB 05 Abril 2018 Foto: http://www.arquidiocesedefortaleza.org.br Os bispos titular e emérito da prelazia do Xingu, dom João Muniz Alves e dom Erwin Kräutler publicaram dia 28 de março uma carta em solidariedade ao padre José Amaro Lopes de Sousa, pároco da paróquia de Santa Luzia de Anapu (PA). O padre, uma das lideranças da CPT em Anapu, foi preso no dia 27 de março. O religioso foi acusado de extorsão e abuso sexual.

Crítica de Bento XVI a teólogo ressuscita a imagem de ‘cardeal panzer’

Christa Pongratz Lippitt – 28 Março 2018 Foto: Midiamax  A crítica severa de Bento XVI ao teólogo Peter Hünermann, em uma recente carta ao Mons. Dario Viganò, abriu novas questões e polêmicas no catolicismo alemão a respeito do papel e das atividades do papa aposentado. A reportagem é de Christa Pongratz Lippitt, publicada por La Croix International, 26-03-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

O habeas corpus da democracia

Compartilhe no Facebook  Gustavo Conde – 25 de Março de 2018 O STF re-encontrou, por assim dizer, sua razão de ser. Ele subtrai o protagonismo pálido e cansado de Sergio Moro e da Lava Jato – que arrasaram não só a economia, mas mas todo o ordenamento jurídico do país –  e volta a tentar praticar algum tipo de direito com base na constituição.

Hans Küng: 90 anos de teologia

 Andrés Torres Queiruga – 26 Março 2018  Hans Küng “reconhece os problemas, expõe-nos com uma extraordinária clareza, tira sem medo as consequências e indica onde se abrem os caminhos do futuro”, escreve Andrés Torres Queiruga, teólogo espanhol, em artigo publicado por Settimana News, 22-03-2018. A tradução é de André Langer. “Sua obra representa 90 anos de um ingente esforço teológico que deixa poucos problemas de fora, dedicado à busca de uma Igreja encarnada e de um cristianismo atualizado”, avalia.

A perfeita máquina de manipulação

As ferramentas que a rede criou são perfeitas para manipular sentimentos e distribuir informação falsa, pondo em causa os fundamentos da sociedade aberta. Diogo Queiroz de Andrade 20/03/18   Foto: Reuters / DADO RUVIC  A frase é de Matteo Salvini, o populista italiano que venceu as eleições legislativas no dia 4: “Obrigado a Deus pela Internet, obrigado a Deus pelas redes sociais, obrigado a Deus pelo Facebook.” Não é por acaso: a sua campanha ganhou dimensão graças à manipulação dos sentimentos dos utilizadores da rede social criada por Mark Zuckerberg. Num tribunal, esta seria a prova número 1 apresentada por uma acusação ao Facebook.