Belluzzo: o Brasil perdido, num mundo em transe

 “Michel Temer e Henrique Meirelles, não têm noção do que estão falando”, diz o economista. “Conheço bem o presidente da República. Ele tem uma inteligência bem restrita”, garante Belluzzo. Eduardo Maretti, da RBA – 18 de Maio de 2018  China expande sua presença no mundo. Novas turbulências financeiras aproximam-se, com aumento das dívidas. Há mudanças geopolíticas dramáticas. País assiste pasmo, sob governo golpista e provinciano No jogo econômico e geopolítico global de hoje, as principais cartas estão colocadas por um gigante do Oriente. “A escalada da China não tem como ser contida. A não ser que se tente fazer uma coisa de enorme violência“, diz o economista Luiz Gonzaga Belluzzo.

Chile, a tomada de consciência de uma Igreja ferida

  A clamorosa decisão dos 34 bispos de colocar nas mãos do Papa a sua renúncia abre uma fase de renovação. Que será longa e difícil   ANDREA TORNIELLI – CIDADE DO VATICANO, 18/05/2018 Tradução: Orlando Almeida Nunca na história da Igreja tinha acontecido uma coisa assim: o episcopado de um país inteiro que coloca nas mãos do Papa a sua renúncia. Um gesto clamoroso e inédito, que representa a primeira resposta realmente adequada  à dramaticidade da situação. O escândalo dos abusos sexuais contra menores, dos abusos de consciência e de poder, a guarida e o encobrimento, a pertinaz incapacidade de tomar consciência do que aconteceu e de quanto descrédito isso representou para a Igreja, tornaram necessária esta decisão.

A sede dos “porões da ditadura” era o Planalto, diz historiadora

“Uma coisa é aquilo que sabíamos: Geisel estava informado da política de extermínio de presos políticos. Outra coisa muito diferente é saber que o presidente da República assumiu a responsabilidade direta sobre a execução de prisioneiros políticos.”   José Nêumanne – 18 Maio 2018 Foto: jusliberdade.comn.br  A revelação feita pela descoberta pelo pesquisador Matias Spektor, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), de um memorando do diretor da CIA em 1974, William Colby, ao então secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, de que Geisel autorizou execuções de “subversivos perigosos” presos pôs fim ao mito da autonomia dos chamados “porões da ditadura” à época do regime militar.  Esta é uma das conclusões da entrevista da historiadora mineira Heloísa Starling, que assessorou a Comissão Nacional da Verdade (CNV) nesse período de nossa história, em entrevista ao Blog do Nêumanne.

Venezuela realiza eleições em clima de chantagem contra o povo, diz Igor Fuser

    Eduardo Maretti da RBA – 19/05/2018 TWITTER/FOTOS PÚBLICAS : Maduro enfrenta candidatos nas urnas, bloqueio econômico e parcela importante da oposição que boicota as eleições. População venezuelana se vê pressionada pela oposição a Maduro, auxiliada pelo bloqueio dos Estados Unidos, a tirar o chavismo do governo para que sua vida, já muito difícil, não continue piorando… Henri Falcón é um chavista dissidente e, segundo Igor Fuser, tem chance de vencer.

A vida secreta da Idade Média. Como se vivia realmente mil anos atrás?

Entrevista com Elena Percivaldi  Marco Corrias Tradução: Orlando Almeida Em 2013 foi publicada a “La Vita Segreta del Medioevo Come si viveva davvero mille anni fa?”[A Vida Secreta da Idade Média – Como se vivia realmente há mil anos atrás?], livro editado na Itália pela Newton Compton. Tivemos a oportunidade de falar com a autora antes de sua conferência sobre “Constantino e Helena na iconografia e na arte”, realizada na conclusão da Mostra – evento, realizado em Giussano (Província de Monza e Brianza) na primeira metade de dezembro [de 2013]. Vamos fazer à autora as nossas perguntas mais urgentes, a propósito do seu trabalho mais recente.

ÀS MÃES ESQUECIDAS

  Mario Mullo  Quito, Ecuador, 13 de maio de 2018 Tradução: João Tavares – Foto: reprodução Mario Mullo é padre casado do Ecuador e foi, já por três vezes, Presidente da Federação Latino-americana de padres casados. Atualmente é presidente do Movimento equatoriano de Padres casados e Coordenador da Região Andina, uma das quatro Regiões em que está dividida a Federação: México e Caribe, Região Andina, Venezuela, Suriname e Guianas, Brasil e Cone Sul. Uma bela meditação/oração neste Dia das Mães.

Vida cristã em Nomadelfia: nada de dinheiro, e filhos adotivos

Visita à comunidade de Grosseto que se inspira nos Atos dos Apóstolos: abolidos o uso dos sobrenomes e as notas na escola. Não são permitidas brigas   DOMENICO AGASSO JR – 10/05/2018 Foto: Nomadelfia, onde “fraternidade é lei” – ANSA Tradução: Orlando Almeida Na entrada das casas não há campainhas ou interfones. Nem portões. Não é preciso. As casas estão sempre abertas para todos. E não são “de ninguém”. Estamos nas colinas da Maremma toscana, onde “não existe propriedade privada”. A primeira pessoa que encontramos é Francesco Matterazzo. Logo deixamos de lado o uso do sobrenome: é um pedido dele,  explicando que é “Francesco de Nomadelfia” e basta. Eis os motivos: “Entre nós não usamos o sobrenome, assim damos destaque ao batismo; e também porque há filhos adotivos, não queremos pôr em evidência as suas diferenças de origem”.

Brasil viveu um processo de amnésia nacional sobre a escravidão, diz historiadora

Júlia Dias Carneiro  Da BBC Brasil no Rio de Janeiro – 10 maio 2018  Direito de imagem:  Museu Paulista/USP Image caption  O Brasil foi o ultimo país do Ocidente a abolir a escravidão. Às vezes as pessoas falam que foi o último das Américas, mas não. De fato, era chamado na época de retardão’, diz Schwarcz Sancionada pela princesa Isabel no dia 13 de maio de 1888, a lei que aboliu a escravidão após mais de três séculos de trabalho forçado no Brasil “saiu muito curta, muito pequena, muito conservadora”, descreve Lilia Moritz Schwarcz.

A nova Tese Onze

“Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo.” Karl Marx: Tese 11 Boaventura Sousa Santos – 09/01/2018   Imagens: Mural e Cartaz zapatistas “Os filósofos têm apenas interpretado o mundo. A questão é transformá-lo”, escreveu Karl Marx. Seria o caso de atualizar a frase, para livrá-la de certo viés eurocêntrico?

Por que Marx, no século 21?

Yanis Varoufakis –  06/05/2018 –    Tradução: Antonio Martins Sua visão sobre desigualdade brutal e alienação nunca foi tão atual. Mas que dizer de suas concepções sobre o Estado e o horizonte pós-capitalista? ” No final dos anos 1840, o capitalismo era tropicante, local, fragmentado e tímido.  Mas Marx e Engls enxergaram muito longe e previram um sistema globalizado, financeirizado, inflexível, todo poderoso.  Este é o monstro que se tornou real depois de 1991, no exato instante em que o establishment proclamava a morte do marxismo e o fim da História”.