Para lideranças indígenas, governo brasileiro constrói farsa na ONU e milícias tomam o Estado

Renato Santana – 14 Março 2019  – Foto: Povos Indígenas do Brasil / Wikipedia O pronunciamento foi em resposta às denúncias feitas por Glicéria Tupinambá envolvendo ameaças de morte, assassinatos e a falta de garantia aos direitos dos povos indígenas. “O Estado brasileiro afirma que temos a maior quantidade de terras indígenas demarcadas; que, agora, indígenas estão ocupando cargos no governo (…) mas, na realidade, as decisões importantes são tomadas por órgãos dirigidos por uma ala radical do agronegócio, mineradoras e, mais recentemente, pelas milícias que se apropriaram do Estado em todos os níveis”, disse Glicéria Tupinambá à ONU. A reportagem é de Renato Santana, publicada por CIMI, 13-03-2019.

Assim no Brasil como nos Estados Unidos

Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs – 13/02/2019 . Imagem: Um país assim não tem como ser respeitado / Carcará … é assim nos Estados Unidos da América!… Os cidadãos têm o direito de se armar para se defenderem!… Que o digam os filmes de “bang-bang” desde os tempos da conquista do oeste! Ou a tragédia levada ao cinema sobre os “Tiros em Columbine”. Se o acesso às armas é livre no país de Mr. Donald Trump, por que não pode ser também em território brasileiro? É verdade que por lá, vez por outra, algum adolescente ou jovem doente ou desvairado, arma em punho, entra em determinada escola e pratica o tiro ao alvo, deixando um rastro macabro de sangue, alguns cadáveres e outros tantos feridos. 

Pornografia é ‘única informação’ do jovem, diz autor atacado por Bolsonaro

Jamil Chade, 10/03/2019 Fotos : Skoob  & : pontofrio.com.br Criador do que foi chamado de “kit gay” pelo presidente Jair Bolsonaro, Zep fala sobre a dificuldade do ensino da sexualidade, dos riscos de não informar e ironiza presidente em um desenho dedicado ao político brasileiro.  Ainda durante a campanha eleitoral, Jair Bolsonaro acusou um certo livro de ser “uma coletânea de absurdos que estimula precocemente as crianças a se interessarem pelo sexo”. Ele ainda apontou que a obra era “uma porta aberta para a pedofilia” e um “kit gay”. Anos antes de ser escolhida como ministra de Direitos Humanos, Damares Alves também declarou em cultos que o livro era “terrível”.

Pensamento crítico e colaboração são mais importantes que fórmulas de matemática na educação do século 21, diz especialista do MIT

Letícia Mori – Da BBC News Brasil em São Paulo Direito de imagem GETTY IMAGES – Image caption O ensino com base em competências não tem divisão em disciplinas como o método tradicional Para o aluno do século 21, habilidades como pensamento crítico, colaboração e criatividade são muito mais importantes que o ensino por meio de fórmulas prontas ou conteúdo memorizado e sem contexto. Conteúdos tradicionais como matemática ou mesmo mais novos, como linguagem de programação, de nada adiantam se forem ensinados sem aplicação no mundo real e sem ensinar as crianças a raciocinar. É o que diz a especialista americana em educação Jennifer Groff, co-fundadora do Center For Curriculum Redesign e pesquisadora do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), onde ela lidera o desenvolvimento do design de jogos para uso em sala de sala.

Nota de Falecimento de Erminio Michelli

* 16 de fevereiro de 1942       + 09 de março de 2019 Ontem, Sábado, dia 09 de março, aos 77 anos,  faleceu em Fortaleza nosso colega e amigo ERMINIO MICHELLI.  Italiano, da Congregação da Sagra Família de Nazaré, Erminio foi ordenado em 1970 e chegou ao Brasil em 1972. Trabalhou no Amazonas e em Fortaleza, Ceará, na Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré. Deixou o Ministério sacerdotal 1979. Casou com Paula Salete. Naturalizado brasileiro, Erminio  e Paula Salete sempre foram muito empenhados no grupo do MFPC do Ceará, participou ativamente na caminhada estadual e nacional do Movimento, sendo presença constante nos Encontros nacionais. À Paula Salete e ao grupo do MFPC do Ceará, nossos solidariedade fraterna neste momento doloroso da separação, na certeza de que ele está junto do PAI rezando por nós todos e pelo Brasil. E também na certeza da Ressurreição e de que A VIDA NÃO ACABA, APENAS SE TRANSFORMA   (Prefácio da Missa de Defuntos)   João Tavares Do Setor de Comunicação do MFPC

Membros da CNBB criticam medidas do governo Bolsonaro

  Patrik Camporez – 07/03/2019 – Foto: CNBB – Lilian Lima Reunidos na manhã desta quarta-feira para o lançamento da Campanha da Fraternidade de 2019, integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB ) criticaram publicamente as políticas de governo anunciadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, dentre elas a liberação da posse de armas de fogo, a possível exploração de minério em áreas indígenas e a reforma da Previdência. A reportagem é de Patrik Camporez, publicada por O Globo, 06-03-2019.

Lideranças feministas convocam ofensiva internacional contra a extrema direita

 Brasil de Fato – 08 Março 2019 – Imagem: Daqui  Vinte e quatro lideranças feministas de diferentes países lançaram nesta quarta-feira (6) um manifesto contra o fortalecimento da extrema direita. Na semana do dia 8 de março, em que se realizam mobilizações em todo o mundo, a ideia é convocar uma ofensiva internacional para “deter o trem do capitalismo global, que descamba a toda velocidade em direção à barbárie, levando a bordo a humanidade e o planeta em que vivemos” – segundo o próprio manifesto. A reportagem é publicada por Brasil de Fato, 06-03-2018.

Fraternidade e Política Públicas à luz do Ensino Social da Igreja (em perspectiva histórica)

  Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs – 06/03/2019 Imagem: portalkairos.org Por que a CNBB, durante a Quaresma deste ano, coloca em debate esse tema das políticas públicas? A resposta, em parte conhecida e em parte intuída, desdobra-se em três linhas de reflexão. Em primeiro lugar, não apenas no interior da Igreja, mas também em outros campos de ação sociopastoral e política, respira-se a sensação de que estamos assistindo a um desmonte das políticas públicas. De algumas décadas para até os dias de hoje, especialmente os governos ligados ao nacionalismo populista, mais alinhados à direita do que à esquerda, vêm promovendo uma verdadeira desconstrução do estado de bem-estar da teoria keynesiana. Muitas reformas e muita retórica, por mais que digam o contrário, estão despindo os trabalhadores de seus direitos, tão dura e longamente adquiridos.

Todos os heróis de Bolsonaro

João Filho – 3 de Março de 2019, 9h00 A CERIMÔNIA de posse do novo diretor-geral da hidrelétrica de Itaipu tinha tudo para ser uma ocasião corriqueira na agenda de Bolsonaro. O ex-capitão nomeou um general para o cargo e aproveitou o evento para exaltar os ditadores brasileiros que participaram da construção da usina binacional junto com o Paraguai. Afirmou que Castello Branco foi “eleito em 1964″ e saudou Costa e Silva, Médici e Geisel. O último ditador militar, Figueiredo, foi merecedor de um afago especial: “saudoso e querido”. Nada demais até aí. Prestar homenagens à ditadura militar é um cacoete do nosso presidente.

‘Governo virou República da caserna’, diz líder do DEM na Câmara

Vera Rosa – Brasília 04/03/2019 Foto: Elmar Nascimento, líder do DEM na CâmaraImagem / Reprodução O protagonismo dos militares no governo de Jair Bolsonaro está incomodando potenciais aliados. Para o líder do DEM na Câmara, deputado Elmar Nascimento (BA), o presidente precisa melhorar muito sua relação com o Congresso, se não quiser ter problemas em votações consideradas prioritárias, como a reforma da Previdência. “O governo saiu da política de sindicato e passou para a república da caserna”, afirmou o deputado, em uma referência ao número de militares no primeiro, segundo e terceiro escalões da máquina federal, em contraposição à quantidade de sindicalistas nas gestões petistas. Além de comandar a bancada do DEM, Elmar é líder do “blocão”, grupo que reúne 301 dos 513 deputados e ajudou a reconduzir Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara. Na avaliação do deputado, Bolsonaro precisa chamar a classe política para ser “sócia” de seu projeto. Nesta entrevista, ele negou, porém, que isso signifique um toma lá, dá cá.