Por que parte das Farc está voltando à luta armada na Colômbia
BBC – 29/08/2019 Image caption. No vídeo, Iván Márquez (ao centro) diz que fala ‘de algum ponto da área do rio Inírida’, na região amazônica do sudeste da Colômbia, perto das fronteiras com a Venezuela e o Brasil. “Anunciamos ao mundo que a segunda Marquetalia (local de origem das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc) começou sob a proteção do direito universal que ajuda todos os povos do mundo a se armarem contra a opressão.” Com essas palavras, o ex-número dois das Farc, Iván Márquez, anunciou que iniciará uma nova etapa da luta armada contra o que chamou de oligarquia “excludente e corrupta”.
Número de tribos isoladas dobra na América do Sul, mas maioria está em situação de risco
Fernanda Odilla – BBC News Brasil em Londres – 23/04/2109 Direito de imagem Bruno Jorge/Ibama – Image caption Registro de povos indígenas em situação de isolamento saltou de para 84 para 185 entre 2015 e 2019 Muitos são guerreiros, que se defendem atacando e ainda usam arco e flecha. Outros são caçadores-coletores. Há entre eles nômades, capazes de construir uma moradia em poucas horas e abandoná-la dias depois.
E agora, o que vai acontecer no Reino Unido?
Tribunais? Moção de emergência? Moção de censura? Eleições antecipadas? No-deal Brexit? Boris Johnson jogou pesado e deixou a oposição sem grandes recursos depois de ter pedido à rainha para suspender o Parlamento até 14 de outubro. Patrícia Viegas – 29/08/23019. Foto: EPA/Will Oliver Manifestante deposita flores junto ao túmulo da democracia britânica num protesto simbólico junto ao n.º 10 de Downing Street. Foto EPA/Will Oliver. Numa jogada que há muito vinha a ser anunciada nos media – mas que muitos parecem não ter julgado possível -, Boris Johnson pediu nesta quarta-feira à rainha Isabel II – e esta acedeu – que suspendesse a Câmara dos Comuns até 14 de outubro. Procedimento normal, diz o primeiro-ministro e líder do Partido Conservador. Golpe constitucional, atentado à democracia, deriva ditatorial, denunciam o speaker do Parlamento e os deputados dos partidos da oposição e avessos a um no-deal Brexit. Isto porque a saída do Reino Unido da UE – com ou sem acordo – está prevista para 31 de outubro. O que deixa os deputados com muito pouco tempo para agir e uma margem de manobra muito curta para tentar travar Boris e o seu governo dominado por brexiteers radicais.
Teólogo e ativista sócio-político-religioso brasileiro vê os incêndios na Amazônia como “apocalípticos, dantescos”
Inés San Martín – 26 de agosto de 2019 Tradução: Orlando Almeida Nuvens de fumaça perto de Humaitá, no Brasil, durante um incêndio na floresta pluvial da Amazônia, em 17 de agosto de 2019. Em 22 de agosto,líderes do Conselho Episcopal Latino-Americano pediram uma ação internacional para salvar a floresta enquanto os incêndios continuavam a alastrar-se. (Crédito: foto do CNS / Ueslei Marcelino, Reuters.)
Queimadas elevam temor do Planalto com Sínodo da Amazônia
Tânia Monteiro e Felipe Frazão – 27 Agosto 2019 – Foto: Daqui Interlocutores de Bolsonaro relatam preocupação com documento de encontro da Igreja depois de crise internacional gerada por desmatamento e incêndios na Amazônia. A reportagem é de Tânia Monteiro e Felipe Frazão, publicada por O Estado de S. Paulo, 27-08-2019.
G7: Macron oferece ajuda para Amazónia, Bolsonaro responde com insultos
Ricardo Cabral Fernandes – 26 de Agosto de 2019 Foto – O Presidente francês liderou os esforços para o G7 assumir uma posição dura contra Bolsonaro, mas acabou isolado Reuters/PHILIPPE WOJAZER O Presidente brasileiro acusou o seu homólogo francês de tratar o Brasil como se fosse uma “colónia”, depois de este ter anunciado um apoio do G7 ao combate às chamas na Amazónia. Macron respondeu-lhe: “O Brasil merece ter um Presidente à altura do cargo”.
O manifesto do Papa Francisco para salvar a Amazônia da destruição
O papa está um passo à frente na capacidade de ouvir os povos indígenas e os governos poderiam extrair frutos com o método e estilo do sínodo para iniciar políticas conservadoras e promocionais para aquele imenso território de alto risco. de Carlo Di Cicco – 25/08/2019 – Foto: Daqui Tradução: Orlando Almeida Somente no Brasil, entre 2003 e 2017, foram 1.119 nativos da Amazônia mortos por defender seus territórios e isso porque questionar o poder de defesa do território e dos direitos humanos “está colocando a vida em risco, abrindo um caminho de cruz e martírio ”. O Papa Francisco foi o primeiro a tentar dar uma resposta cultural orgânica ao clamor das populações indígenas da Amazônia engajadas na luta “contra aqueles que querem destruir a vida” da natureza e não respeitam os direitos humanos “.
Posições recentes da Igreja Católica sobre a Amazónia
Abílio Louro de Carvalho – 25/08/2019 – Foto: Sete Margens- Nasa A Amazónia está em chamas e o próprio Presidente do Brasil já entendeu que devia fazer alguma coisa, aliás tudo o que deve, pela Amazónia. Reconhecendo a amplitude da crise, decidiu destacar militares para o combate ao fogo e assumiu a luta contra as queimadas. A Igreja Católica, além de lançar o brado pela Amazónia reforça a sua posição sobre o território em nome da proteção dos indígenas e da salvação do planeta, que daí haure uma mui grande porção do oxigénio que alimenta a nossa respiração, como a dos demais seres vivos.
‘Brasil arde’, diz El País; veja a repercussão das queimadas na mídia internacional
Repercusão das queimadas na Amazônia na mídia internacional. Jornais associam aumento de desmate na Amazônia com gestão Bolsonaro e interesses do agronegócio EL PAÍS – 22.ago.2019 – Foto: metrojornal.com.br Desde que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) contestou dados do desmatamento divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o problema tem sido destacado pela mídia estrangeira, acarretando reações como o corte de repasses da Alemanha e da Noruega ao Fundo Amazônia. Agora, a onda de queimadas e as declarações –sem provas– do presidente de que ONGs poderiam estar envolvidas nos incêndios que se alastram pelo país ganharam repercussão em todo o mundo. O saldo é que a Amazônia virou notícia nos principais portais estrangeiros.
Marcos Arruda desmascara a “crise”: Paulo Guedes, temos dinheiro, sim! E para já, não em 10 anos!
por Marcos Arruda* – 24/08/2019 – Fotos: Arquivo pessoal e Alan Santos/PR Entre as mentiras maiores das elites no poder está a de que o Brasil está sem dinheiro. A mentira da “crise” foi forjada para justificar o desmonte da Constituição, o ajuste fiscal, as reformas trabalhista, da Previdência e outras que garantam todas as liberdades para o capital e seus detentores. Sua agressividade se volta contra a educação e a saúde públicas, contra a cultura, os povos autóctones e a soberania nacional.