Como os neopentecostais conquistaram o Brasil, por Luis Nassif
Segundo o sociólogo guatemalteco e pastor protestante Vitalino Similox,… “as igrejas pentecostais se transformaram em empresas que desenvolvem estratégias de comercialização e de distribuição multilateral de bens simbólicos, religiosos”. Luis Nassif – 05/01/2020 – Foto: Patria Latina Um relatório de 2014 sobre o movimento pentecostal na América Latina, da consultoria espanhola Lorentz & Cuenca, traz boas luzes sobre o avanço do movimento pentecostal na América Latina. O relatório é de 2014, período em que a candidatura Marina Silva, nas eleições presidenciais, expôs pela primeira vez a relevância do voto pentecostal. O relatório se concentra especialmente em países como Guatemala, Honduras, Brasil e Chile, nos quais entre um terço e 40% da população trocou o catolicismo por algumas das igrejas evangélicas.
Incêndios florestais: ‘Brasil pode ser a Austrália amanhã’, alerta especialista
Rede Brasil Atual – RBA – 10 Janeiro 2020 Fogo causado pelo homem na Floresta Amazônica brasileira pode levar a processo de “savanização“, o que tornaria a região mais suscetível a queimadas espontâneas. Na Austrália, os incêndios já atingiram mais de 5 milhões de hectares, desde setembro. Mais de 1.500 casas foram destruídas e ao menos 25 pessoas morreram. Ecologistas da Universidade de Sydney e da organização WWF estimam que mais de um bilhão de animais naturais do país, como coalas e cangurus, foram mortos pelo fogo. A reportagem é publicada por Rede Brasil Atual – RBA, 09-01-2020.
O negócio da canábis (maconha)
Cada vez se conhecem melhor os malefícios pessoais e sociais decorrentes do consumo de canábis. Deles me têm falado vários psiquiatras. O mais grave desses malefícios será, talvez, o da possível indução de psicoses. Pedro Vaz Patto | 6 Jan 2020 – Cannabis Sativa L. Foto © Gaurav Dhwaj Khadka/Wikimedia Commons É de esperar que venham a ser de novo discutidos na legislatura que agora se iniciou projetos de legalização do cultivo, posse e venda de canábis para uso pessoal (dito “recreativo”). Suspeita-se até que algumas plantações em larga escala já autorizadas no nosso país não tenham em vista apenas a venda para fins medicinais (hoje já legalizada), mas a venda para fins recreativos. São conhecidos os argumentos a favor dessa legalização, também esgrimidos no sentido da legalização das drogas em geral: o proibicionismo falhou, não elimina o consumo e gera um mercado negro altamente lucrativo e dominado por organizações criminosas, a legalização permitirá desviar os consumidores desse mercado, dar-lhes a informação adequada e evitar os riscos para a saúde que decorrem da manipulação das drogas. Desde há trinta anos que venho colaborando, por dever de ofício como juiz, na punição do tráfico de estupefacientes, onde se inclui o tráfico dos produtos contendo a Canabis Sativa L.
A esquerda, os militares, o imperialismo e o desenvolvimento
José Luís Fiori –08 Janeiro 2020 – Foto: FUP “Os militares brasileiros seguem no mesmo lugar, ocupando a mesma posição que ocuparam nos golpes de 1954 e de 1964: aliados com as mesmas forças conservadoras e com a extrema-direita religiosa, e alinhados de forma incondicional e subalterna com os Estados Unidos. E é por isto exatamente que não representa nenhum constrangimento para eles o fato de terem sido ‘nacional-desenvolvimentistas‘ na segunda metade do século XX, e serem agora ‘nacional-ultraliberalistas‘ neste início do século XXI”. O artigo é de José Luís Fiori, professor titular de Economia Política Internacional, Instituto de Economia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, coordenador do GP do CNPq “Poder Global e Geopolítica do capitalismo” e do Laboratório “Ética e poder global”, do Nubea/UFRJ e pesquisador do Instituto e Estudos Estratégicos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (INEEP)
EUA x Irã: 5 dos tesouros históricos em risco pelas ameaças de Trump
– Da BBC – 07/01/2020 Foto: A Grande Mesquita de Isfahan foi listada como Patrimônio da Humanidade em 2012 Imagem: Getty Images Presidente americano disse que tem na mira 52 alvos no Irã, incluindo alguns de grande valor cultural, para revidar caso Teerã ataque cidadãos ou patrimônios dos EUA. “Se o Irã atacar qualquer americano ou qualquer patrimônio americano, teremos como alvo 52 locais, alguns de grande importância para a cultura iraniana.”
E se o Vaticano intermediasse as relações entre EUA e Irã?
John L. Allen Jr. – 06 Janeiro 2020 Notoriamente, os Estados Unidos e o Irã não mantêm relações diplomáticas desde que elas foram rompidas em 1980, em meio à crise dos reféns. Oficialmente, os dois países se comunicam por meio da embaixada suíça em Teerã, e as autoridades suíças foram respeitosamente convocadas na última sexta-feira para ouvir o protesto do Irã pelo assassinato do general Qasem Soleimani, descrevendo-o como um “flagrante exemplo de terrorismo de Estado estadunidense”. O comentário é de John L. Allen Jr., publicado por Crux, 05-01-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto. FOTO: O Presidente iraniano Hassan Rouhani folheia um livro que ele ofereceu ao Papa Francisco, durante a audiência privada no Vaticano em 26 de Janeiro de 2016 (Crédito: Andrew Medichini / AP.)
O Anjo da História
Anselmo Borges, 04/12/20120 – Imagem e descrição : Daqui Angelus Novus (em português, ‘anjo novo) é o título latino de um desenho a nanquim, giz pastel e aquarela sobre papel, feito por Paul Klee em 1920. Atualmente faz parte da coleção do Museu de Israel, em Jerusalém. Na nona tese do seu ensaio “Sobre o Conceito de História”, o filósofo e crítico literário Walter Benjamin, que adquiriu o desenho em 1921, escreveu: Há um quadro de Klee que se chama Angelus Novus. Representa um anjo que parece querer afastar-se de algo que ele encara fixamente. Seus olhos estão escancarados, sua boca dilatada, suas asas abertas. O anjo da história deve ter esse aspecto. Seu rosto está dirigido para o passado. Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés. Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar os fragmentos. Mas uma tempestade sopra do paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fechá-las. Essa tempestade o impele irresistivelmente para o futuro, ao qual ele vira as costas, enquanto o amontoado de ruínas cresce até o céu. Essa tempestade é o que chamamos progresso.
Bolsonaro diz que jornalistas são ‘raça em extinção’ e que ler jornal ‘envenena’
Presidente lembrou que mandou cancelar a compra de jornais e revistas impressas no Planalto Mateus Vargas, O Estado de S.Paulo- 06/01/2020 Foto: O presidente Jair Bolsonaro em frente ao Palácio da Alvorada / Gabriela Biló/Estadão Em 20 de dezembro, o presidente se irritou com repórteres ao ser questionado sobre a operação de busca e apreensão que teve como alvo seu filho mais velho, senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ). Na ocasião, ele disse que um repórter tinha “uma cara de homossexual terrível”. No dia seguinte, Bolsonaro recebeu jornalistas no Palácio da Alvorada, quando não elevou o tom de voz ao responder sobre o mesmo tema. Naquela entrevista, o presidente disse que se controlava ao falar com jornalistas. Observou, ainda, que a mídia o “provoca” para ter manchete.
Juiz das garantias: do neoconstitucionalismo ao neo-inconstitucionalismo
Penso, assim, que a ADI contra o juiz das garantias não deve ter êxito, por ausência de inconstitucionalidade formal e pela ausência de inconstitucionalidade material por Lenio Luiz Streck – Jornal GGN – 02/01/2020 Imagem: Época Negócios – Globo Escrevo este texto como um primeiro passo; o primeiro ato de uma longa discussão teórica, com uma metadiscussão ainda maior sobre ela, que se avizinha à luz da suposta inconstitucionalidade do “juiz das garantias”, com liminar a ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal. O presidente do STF, ministro Dias Toffoli (ou o seu vice, Luiz Fux), decidirá se mantém ou suspende o dispositivo que trata do juiz das garantias.
Generais Santos Cruz e Santa Rosa: Brasil deve ficar neutro em conflito
Brasil é importante para somar sua voz à comunidade internacional que se manifesta pelo equilíbrio, pelo bom senso e pela desescalada do conflito. Chico Alves -Colunista do UOL – 05/01/2020 Foto: General Carlos Alberto dos Santos Cruz/ Imagem: UOL Depois do general Sérgio Etchegoyen comentar ao jornalista Tales Faria o ataque americano que matou o iraniano Qassim Suleimani, dois outros generais falaram à coluna sobre o assunto. Maynard Santa Rosa e Carlos Alberto dos Santos Cruz, ambos ex-integrantes do governo do presidente Jair Bolsonaro, defendem que o Brasil deve manter a neutralidade em relação ao conflito entre Estados Unidos e Irã. Ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Santos Cruz afirma, em texto enviado à coluna (leia a íntegra abaixo), que estimular a resolução pacífica dos confrontos é uma tradição brasileira. “Qualquer posicionamento, nesse caso, fora da neutralidade e imparcialidade é falta de noção de consequência e irresponsabilidade”, escreveu ele.