O negócio da canábis (maconha)

Cada vez se conhecem melhor os malefícios pessoais e sociais decorrentes do consumo de canábis. Deles me têm falado vários psiquiatras. O mais grave desses malefícios será, talvez, o da possível indução de psicoses. Pedro Vaz Patto | 6 Jan 2020 –  Cannabis Sativa L. Foto © Gaurav Dhwaj Khadka/Wikimedia Commons  É de esperar que venham a ser de novo discutidos na legislatura que agora se iniciou projetos de legalização do cultivo, posse e venda de canábis para uso pessoal (dito “recreativo”). Suspeita-se até que algumas plantações em larga escala já autorizadas no nosso país não tenham em vista apenas a venda para fins medicinais (hoje já legalizada), mas a venda para fins recreativos. São conhecidos os argumentos a favor dessa legalização, também esgrimidos no sentido da legalização das drogas em geral: o proibicionismo falhou, não elimina o consumo e gera um mercado negro altamente lucrativo e dominado por organizações criminosas, a legalização permitirá desviar os consumidores desse mercado, dar-lhes a informação adequada e evitar os riscos para a saúde que decorrem da manipulação das drogas. Desde há trinta anos que venho colaborando, por dever de ofício como juiz, na punição do tráfico de estupefacientes, onde se inclui o tráfico dos produtos contendo a Canabis Sativa L.