Globalização e ética global

Padre Anselmo Borges – 15/12/2018 Imagem: dicasdehistoria.com.br a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de “metafísica do mercado” e de uma sociedade de mercado total.

Um manual de regras e a sombra de Bolsonaro no COP24

A Cimeira do Clima de Katowice cumpriu o objectivo de acordar um manual de regras comuns para concretizar o Acordo de Paris e pouco avançou na questão do financiamento especialmente aos países mais vulneráveis. Lurdes Ferreira –  16/12/2018 Foto: O presidente polaco da cimeira, vice-ministro MIchal Kurtyka, dança no final dos trabalhos Reuters/KACPER PEMPEL . …a conferência “conseguiu finalizar o livro de regras do Acordo de Paris” mas “infelizmente não se conseguiu mobilizar suficiente vontade política” para promessas climáticas mais ambiciosas nem para “garantir o apoio financeiro adequado para os países em desenvolvimento lidarem com impactos climáticos devastadores”.

O Sínodo sobre a Amazônia é um desafio desse pontificado. Entrevista com Luis Liberman

Griselda Mutual – 14 Dezembro 2018 Foto: Francisco em Puerto Maldonado – Peru / Vatican Media  O professor de Ciências Antropológicas Luis Liberman é diretor e fundador da Cátedra do Diálogo e da Cultura do Encontro — hoje Instituto. O recente acordo com a Repam, a complexidade do território amazônico e alguns dos seus desafios, a relação com o Papa Francisco e o diálogo inter-religioso foram alguns dos temas abordados na entrevista. A entrevista é de Griselda Mutual, publicada por Vatican News, 11-12-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Ciências econômicas e sociais no ensino médio na França: uma reforma ideológica

  Pierre Merle, Professor Associado de Economia e Ciências Sociais (Espe* de Bretagne) – 8/11/2018 Foto: Sala de aula no Liceu Charles Magne / Getty Images – Tradução: Orlando Almeida  Os novos programas de ciências econômicas e sociais simplesmente esvaziam as principais questões sociais, ambientais e sociológicas. Como esse ensino possibilitará a compreensão do mundo contemporâneo, condição de democracia?

“Para se defender, o neoliberalismo faz a democracia se esgotar”. Entrevista com Grégoire Chamayou

Sonya Faure – 09-11-2018. – Vinheta: Carta Maior Confrontados pelo ativismo da década de 1970 e as exigências éticas dos consumidores, os pensadores liberais e líderes empresariais desenvolveram manuais de gestão e de teoria política para defender o capitalismo contestado. Ao dissecar esses discursos, o filósofo elabora uma brilhante trajetória do liberalismo autoritário. A entrevista é de Sonya Faure, publicada por Libération, 09-11-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Quem salvará a Terra?

 Sara Gandolfi – 06/08/2018 . Imagem: revistacircuiti..com “O mundo está na rota errada. Não traiam as gerações futuras. É uma questão de vida ou morte”. O alerta emitido ontem por Antonio Guterres, secretário-geral da ONU, foi alto e claro na cerimônia de abertura da conferência anual sobre o clima (COP24), que continuará até 14 de dezembro em Katowice, antiga cidade mineradora da Polônia. Com o costumeiro e incômodo convidado de pedra: Donald Trump. Em oito perguntas e respostas, aqui estão os temas “candentes” na mesa. A reportagem é de Sara Gandolfi, publicada por Corriere della Sera, 04-12-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Agrotóxicos: ameaça à soberania econômica nacional

  Valesca de Morais do Monte / Leomar Daroncho 1 DEZ 2018  Plantação no Paraná. JONAS OLIVEIRA – FOTOS PÚBLICAS O chamado PL do Veneno, que fragiliza o processo de registro e de controle do veneno agrícola, pode comprometer a posição brasileira na disputa por mercados

Brasil, um país do passado

Philipp Lichterbeck– 29/11/2018 Foto: Partidários de Bolsonaro comemoram vitória eleitoral no fim de outubro, Rio de Janeiro / picture-alliance/dpa/L. Correa   No Brasil, está na moda um anti-intelectualismo que lembra a Inquisição. Seus representantes preferem Silas Malafaia a Immanuel Kant. Os ataques miram o próprio esclarecimento, escreve o colunista Philipp Lichterbeck, em artigo publicado por Deutsche Welle, 28-11-2018. Philipp Lichterbeck queria abrir um novo capítulo em sua vida quando se mudou de Berlim para o Rio, em 2012. Desde então, ele colabora com reportagens sobre o Brasil e demais países da América Latina para os jornais Tagesspiegel (Berlim), Wochenzeitung (Zurique) e Wiener Zeitung.

“Bolsonaro derrotou mais a direita do que a esquerda”. Entrevista com Bernard-Henry Lévy

Filósofo lamenta a “pornografia política” do presidente eleito brasileiro, a quem compara com Nicolás Maduro   Tom C. Avendaño – 27/11/2018 – Imagem: IHU Bernard-Henri Lévy visita o Brasil em um de seus momentos mais turbulentos, quase como nos tempos em que este filósofo, formado igualmente entre maoístas e holofotes, ainda estava construindo sua reputação de pensador de ação e ia ao Irã nos anos setenta ou à Bósnia nos anos noventa. Vestido com seu eterno uniforme – terno escuro camisa branca parcialmente desabotoada – com o qual se tornou um dos pensadores mais midiáticos e conhecidos da França e de grande parte da Europa, Lévy (Argélia, 1948) vai direto ao problema entre goles de chá em um hotel em São Paulo: “Todo o mundo está olhando para o Brasil.

“Anti-marxista” indicado por Olavo de Carvalho será ministro da Educação

Felipe Betim e Carla Jiménez – 23 Novembro 2018 Na Foto: Ricardo Vélez-Rodriguez ao lado de Filipe Martins, secretário de assuntos internacionais do PSL, em foto postada pelo último. Reprodução Twitter Ricardo Velez Rodriguez disse, em seu blog, ter sido indicado por filósofo ultraconservador. Acadêmico é professor emérito da escola de elite do Exército. O Anúncio foi feito por Bolsonaro em sua conta de Twitter. A reportagem é de Felipe Betim e Carla Jiménez, publicada por El País, 23-11-2018.