Duas vidas do neoliberalismo na América Latina

 Luiz Filgueiras  Publicado 09/12/2019 Foto: Augusto Pinochet e os “Chicago Boys” que assessoraram sua política econômica – Daqui Nos anos 70, modelo difundiu-se prometendo mais “liberdade”. Desigualdade evidenciou seu fracasso. Mas voltou e, mesmo esgotado, busca perpetuar-se pelo autoritarismo. Chile e Argentina mostram que nova onda pode ter fôlego curto

A Funai instrumentalizada como sucursal do ruralismo no Brasil

Os ratos vigiando o queijo… DIRETORIA DO CIMI – 21/11/2019 – Foto: DCM Presidente da Funai afirma, durante audiência pública no MS, atender aos ruralistas em sua gestão e orientou fazendeiros, alerta nota do Conselho Missionário Indigenista – Cimi, publicada em seu portal, 20-11-2019. “Casos de invasão serão tratados como invasão. Não tenham receio! Levem ao conhecimento… os senhores, que estão na ponta, sabem o que ocorre. Nós que estamos em Brasília, às vezes não sabemos o que se passa aqui. Materializem, façam filmes, materializem, fotografem, levem ao presidente da Funai o que está acontecendo aqui”.

Neofascismo : um fenômeno planetário – o caso Bolsonaro

Michael Löwy – 26/10/2019 – Foto: Pxhere “O termo ‘conservadorismo‘ é muito utilizado no Brasil, mas não é o mais apropriado: não se trata de uma corrente conservadora, no sentido de tradicionalista, nostálgica do passado, mais de um autoritarismo violento, moderno, geralmente neoliberal“, escreve Michael Löw, diretor de pesquisas do Centre National de la Recherche Scientifique, publicado por A Terra é Redonda, 24-10-2019.

A maior mobilização da história do Brasil: desafios

Luís Alberto de Gomes de Souza – 7 Maio 201 – Foto: Romerito Pontes/ Flickr  “Onde estão projetos alternativos? Pelo momento é um enorme clamor que pode derrubar montanhas de ignorância acumulada. Mas sucedidas por quê? Esse é o momento desafiante que temos pela frente”, escreve Luiz Alberto Gomez de Souza, 

As três ignorâncias contra a democracia

Numa fase dramática da crise civilizatória, enfrentamos simultaneamente a arrogância do colonialismo, a indolência das transformações inconclusas e a perversão das fake news. Será possível mudar o mundo, ainda assim? por Boaventura de Sousa Santos Publicado 15/03/2019 – Foto: Outras Palavras Escrevi há muito que qualquer sistema de conhecimentos é igualmente um sistema de desconhecimentos. Para onde quer que se orientem os objetivos, os instrumentos e as metodologias para conhecer uma dada realidade, nunca se conhece tudo a respeito dela e fica igualmente por conhecer qualquer outra realidade distinta da que tivemos por objetivo conhecer.

Militares de Pinochet, os torturadores chilenos convidam Bolsonaro para visitá-los na prisão

Wagner Fernandes de Azevedo | 22/03/2019 –  Foto: Chile, ditadura militar /wikicommons A ditadura chilena de Augusto Pinochet foi a mais expressiva aliança do liberalismo com o autoritarismo no continente latino-americano. Calcula-se, em relatório divulgado em 2011, que desde o golpe militar em 1973 até 1991 foram mais de 40 mil mortos, desaparecidos ou torturados pelo governo.

“O governo é um deserto de ideias”, afirma Rodrigo Maia

Presidente da Câmara dos Deputados cobra “liderança” e diz que Jair Bolsonaro precisa ser mais “proativo”   AGÊNCIA ESTADO.   23/03/2019 Foto: Metrópoles O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ao Estado que o governo não tem projeto para o país além da reforma da Previdência. Um dia após ameaçar deixar a articulação política para a aprovação das mudanças na aposentadoria, por causa dos ataques recebidos nas redes sociais pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), Maia calibrou o discurso e assegurou a continuidade do trabalho. Fez, porém, várias críticas e advertiu que o presidente precisa deixar o Twitter de lado, além da “disputa do mal contra o bem”, e se empenhar para melhorar a vida da população.

Para lideranças indígenas, governo brasileiro constrói farsa na ONU e milícias tomam o Estado

Renato Santana – 14 Março 2019  – Foto: Povos Indígenas do Brasil / Wikipedia O pronunciamento foi em resposta às denúncias feitas por Glicéria Tupinambá envolvendo ameaças de morte, assassinatos e a falta de garantia aos direitos dos povos indígenas. “O Estado brasileiro afirma que temos a maior quantidade de terras indígenas demarcadas; que, agora, indígenas estão ocupando cargos no governo (…) mas, na realidade, as decisões importantes são tomadas por órgãos dirigidos por uma ala radical do agronegócio, mineradoras e, mais recentemente, pelas milícias que se apropriaram do Estado em todos os níveis”, disse Glicéria Tupinambá à ONU. A reportagem é de Renato Santana, publicada por CIMI, 13-03-2019.

Fraternidade e Política Públicas à luz do Ensino Social da Igreja (em perspectiva histórica)

  Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs – 06/03/2019 Imagem: portalkairos.org Por que a CNBB, durante a Quaresma deste ano, coloca em debate esse tema das políticas públicas? A resposta, em parte conhecida e em parte intuída, desdobra-se em três linhas de reflexão. Em primeiro lugar, não apenas no interior da Igreja, mas também em outros campos de ação sociopastoral e política, respira-se a sensação de que estamos assistindo a um desmonte das políticas públicas. De algumas décadas para até os dias de hoje, especialmente os governos ligados ao nacionalismo populista, mais alinhados à direita do que à esquerda, vêm promovendo uma verdadeira desconstrução do estado de bem-estar da teoria keynesiana. Muitas reformas e muita retórica, por mais que digam o contrário, estão despindo os trabalhadores de seus direitos, tão dura e longamente adquiridos.