Nenhum ser humano é estrangeiro. Bauman e o difícil desafio das migrações
Maria Serena Natale –11 Julho 2018 Foto: Emigrantes / Dennis Skley – Flickr Quando foi embora, em 2017, aos 91 anos, Zygmunt Bauman nos privou de uma voz corajosa, de um olhar atento a cada sobressalto da história e pronto para acolher a contradição, para depois desmontá-la a partir de dentro.
A ligação umbilical entre os refugiados e as políticas econômicas de seus países. Entrevista especial com Alfredo Gonçalves
Patricia Fachin | 10/07/2018 – Foto: Carta Maior Entre os vários fatores que explicam o crescente fenômeno migratório na Europa, um deles é a “estridente assimetria entre os países e regiões centrais e os países e regiões periféricos”, isto é, “a mobilidade humana encontra-se umbilicalmente ligada à política econômica de cada país e de todo o globo”, pontua Alfredo Gonçalves,Vigário Geral da Congregação dos Missionários de São Carlos – CS, assessor das Pastorais Sociais, que tem acompanhado esse processo em Roma, de onde concedeu, por e-mail, a entrevista a seguir à IHU On-Line.
Por que este é o momento mais perigoso para a humanidade?
As mudanças climáticas e a guerra nuclear são as maiores ameaças a serem enfrentadas em meados do século Javier Salas – 6 NOV 2017 – Imagem do filme ‘Mad Max: Fúria na estrada‘. Warner Bros “Poucos se dão conta de que a ameaça de um holocausto nuclear é muito maior hoje do que foi durante a maior parte da Guerra Fria. E o negacionismo climático continua sendo inaceitavelmente generalizado, em especial entre os republicanos nos Estados Unidos”, acrescenta Torres. Para este especialista, um dos maiores desafios é encontrar a maneira de não paralisar a população ao difundir o que disse recentemente Stephen Hawkings: que este é o momento mais perigoso da história da humanidade.
Um mundo regido por algoritmos tem potencial de acirrar desigualdades sociais
Pedro Doria -14/10/17 – Foto: Algoritmos – IHU Se há um ponto no qual todos os futuristas concordam é que não vivemos tempos ordinários. Vez por outra ocorre isso: um período duns 50 ou 60 anos em que o mundo vira de cabeça para baixo. Foi assim na virada do século 15 para o 16, entre Renascença e Descobrimentos, como foi na virada do século 18 para o 19, com o Antigo Regime caindo, independências rolando, repúblicas nascendo e a revolução industrial se impondo sobre a economia agrícola que havia sustentado a humanidade até então. Fomos sorteados, dizem os futuristas. A reportagem é de Pedro Doria, publicada por O Estado de S. Paulo, 13-10-2017.
EUA tentam explicar oposição a resolução contra a pena de morte para homossexuais
PÚBLICO – 4 de Outubro de 2017 Foto: Ativistas da Amnistia International protestam contra a pena de morte nos EUA/ REUTERS / TONY GENTILE Washington votou contra uma resolução que condenava explicitamente, pela primeira vez, a punição da homossexualidade com a pena de morte. O documento, no entanto, tinha um alcance mais vasto.
Reexaminar as formas de luta
Boaventura de Sousa Santos 27/9/17 O que diferencia revolução, luta institucional, rebeldia e desobediência civil? Por que, nas últimas décadas, a ciência política esqueceu este debate? Vale a pena retomá-lo?