Grupo de escolas de elite divulga carta crítica ao ministro da Educação
Quatro instituições de ensino pedem que Ricardo Vélez Rodriguez não permita que “o país entre numa rota de retrocesso” Clara Cerioni – 07/01/2019 Foto: Vélez Rodriguez: chefe do MEC costuma dar declarações sobre “ideologia de gênero” e “ideologias marxistas” (Valter Campanato/Agência Brasil) Senhor Ministro, sua biografia informa que é autor de mais de 30 obras e professor emérito da Escola de Comando do Estado Maior do Exército. Também é mestre em pensamento brasileiro pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ); doutor em pensamento luso-brasileiro pela Universidade Gama Filho; e pós-doutor pelo Centro De Pesquisas Políticas Raymond Aron. Com tanto lastro intelectual, é difícil acreditar que V. Excia considere a Escola sem Partido “providência fundamental”. Afinal, é um grupo de amadores, que carece de saberes básicos sobre educação, e que divulga fantasias sobre influência de partidos políticos sobre estudantes dentro de escolas de Ensino Fundamental e Médio. Com tanto embasamento cultural, esperamos que Vossa Excelência não aceite esses ataques ao conhecimento.
“O problema principal do mundo hoje é a imigração”.
Fábio Prikladnicki – 15-12-2018. Foto: Exame.abril.com O historiador das ideias norte-americano Mark Lilla despertou grande controvérsia em seu país com o artigo The End of Identity Liberalism (“O fim do progressismo identitário”, em livre tradução), publicado no jornal The New York Times em 2016, quando criticou o foco da esquerda americana na política de identidade. Lilla argumentou que a melhor forma de o Partido Democrata defender as minorias é ganhar as eleições, e para isso o discurso fragmentado para diferentes públicos deveria dar lugar a uma narrativa unificada que valorizasse um espírito mais amplo de cidadania e solidariedade.
Famintos e já com pouco a perder
FERNANDO SOUSA – Dezembro 2018 Foto: Caravana de migrantes Lusa/Lusi Villalobos São milhares e vão a caminho dos Estados Unidos, empurrados pela miséria. Sabem que não vão ser bem recebidos. Mas mesmo assim caminham, e caminham, homens, mulheres e crianças, já com pouco a perder.
Um manual de regras e a sombra de Bolsonaro no COP24
A Cimeira do Clima de Katowice cumpriu o objectivo de acordar um manual de regras comuns para concretizar o Acordo de Paris e pouco avançou na questão do financiamento especialmente aos países mais vulneráveis. Lurdes Ferreira – 16/12/2018 Foto: O presidente polaco da cimeira, vice-ministro MIchal Kurtyka, dança no final dos trabalhos Reuters/KACPER PEMPEL . …a conferência “conseguiu finalizar o livro de regras do Acordo de Paris” mas “infelizmente não se conseguiu mobilizar suficiente vontade política” para promessas climáticas mais ambiciosas nem para “garantir o apoio financeiro adequado para os países em desenvolvimento lidarem com impactos climáticos devastadores”.
Os sentidos da rebelião francesa
Umair Haque – 13/12/2018 Foto: Jornal O Globo Governo Macron recua e entra em crise. Mas as revoltas vão se espalhar e exigem saídas novas. Uma delas: resgatar os cidadãos, emitindo e distribuindo dinheiro. O artigo é de Umair Haque, Diretor do Havas Media Labs e autor de “Betterness: Economics for Humans” e “The New Capitalist Manifesto: Building a Disruptively Better Business“, publicado por Outras Palavras, 11-12-2018. A tradução é de Marianna Braghini.
Ciências econômicas e sociais no ensino médio na França: uma reforma ideológica
Pierre Merle, Professor Associado de Economia e Ciências Sociais (Espe* de Bretagne) – 8/11/2018 Foto: Sala de aula no Liceu Charles Magne / Getty Images – Tradução: Orlando Almeida Os novos programas de ciências econômicas e sociais simplesmente esvaziam as principais questões sociais, ambientais e sociológicas. Como esse ensino possibilitará a compreensão do mundo contemporâneo, condição de democracia?