EUA retornam oficialmente ao Acordo de Paris

MUNDO     “Não podemos mais fazer o mínimo para enfrentar as mudanças climáticas”, disse Biden em cúpula   DW. 19.02.2021  – Foto: Patrick Samansky / AP Quase quatro anos após Trump anunciar saída do pacto climático, maior economia do mundo volta ao tratado, que agora tem todos os países do mundo como signatários. Clima é uma “crise existencial global”, diz Biden.

“Os profetas do neoliberalismo viraram promotores da economia social. É preciso voltar as imperativos sociais”

PANDEMIA DE CORONAVÍRUS CARLA MASCIA – 06 ABR 2020  Foto: Bertrand Badie, em seu escritório do Instituto de Estudos Políticos em 2016.PATRICE NORMAND / AFP / CONTACTOPHOTO / PATRICE NORMAND / AFP Um dos maiores especialistas em relações internacionais, Bertrand Badie afirma que a crise desatada pela Covid-19 está evidenciando de forma dolorosa a verdadeira face da globalização

Brasil seria louco se, entre EUA e China, escolhesse EUA, diz britânico ‘pai dos Brics’

Nathalia Passarinho – Da BBC News Brasil em Londres – 21/06/2019 Foto: Cortesia JIM O`NEILL  Em entrevista à BBC News Brasil, Jim O’Neill diz que o Brasil tem mais a ganhar a China que com os EUA. Desde que criou, há 20 anos, o termo Bric, num relatório econômico para o banco Goldman Sachs, o economista britânico Jim O’Neill acompanha de perto o comportamento do grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – este a partir de 2011.

Começam a soar os alarmes sobre a sustentabilidade da Presidência de Bolsonaro

Juan Arías – 04/05/2019 – Foto: IHU /roberto stuckertfilho  “No Brasil já se fala, sem meias palavras, que o presidente e a maior parte de seu governo parecem ineptos para confrontar os grandes desafios que têm pela frente”. Até agora parece, entretanto, que Bolsonaro continua em campanha eleitoral, dialogando só com o grupo de radicais de extrema direita que permaneceram fiéis a ele, sem ainda demonstrar que é e quer ser o presidente de todos os brasileiros, como exige a Constituição, escreve Juan Arias, jornalista, em artigo publicado por El País, 03-06-2019.

As três ignorâncias contra a democracia

Numa fase dramática da crise civilizatória, enfrentamos simultaneamente a arrogância do colonialismo, a indolência das transformações inconclusas e a perversão das fake news. Será possível mudar o mundo, ainda assim? por Boaventura de Sousa Santos Publicado 15/03/2019 – Foto: Outras Palavras Escrevi há muito que qualquer sistema de conhecimentos é igualmente um sistema de desconhecimentos. Para onde quer que se orientem os objetivos, os instrumentos e as metodologias para conhecer uma dada realidade, nunca se conhece tudo a respeito dela e fica igualmente por conhecer qualquer outra realidade distinta da que tivemos por objetivo conhecer.

Fraternidade e Política Públicas à luz do Ensino Social da Igreja (em perspectiva histórica)

  Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs – 06/03/2019 Imagem: portalkairos.org Por que a CNBB, durante a Quaresma deste ano, coloca em debate esse tema das políticas públicas? A resposta, em parte conhecida e em parte intuída, desdobra-se em três linhas de reflexão. Em primeiro lugar, não apenas no interior da Igreja, mas também em outros campos de ação sociopastoral e política, respira-se a sensação de que estamos assistindo a um desmonte das políticas públicas. De algumas décadas para até os dias de hoje, especialmente os governos ligados ao nacionalismo populista, mais alinhados à direita do que à esquerda, vêm promovendo uma verdadeira desconstrução do estado de bem-estar da teoria keynesiana. Muitas reformas e muita retórica, por mais que digam o contrário, estão despindo os trabalhadores de seus direitos, tão dura e longamente adquiridos.

“A Igreja tem de ficar do lado de quem? Ao lado de quem promove a morte ou de quem busca a vida?”, pergunta bispo

Felipe Frazão e José Maria Mayrink – 11 Fevereiro 2019 O grupo de bispos brasileiros que prepara o Sínodo sobre Amazônia, previsto para ocorrer em outubro, em Roma, critica a presença de representantes do governo federal no evento. O cardeal e arcebispo emérito de São Paulo, d. Cláudio Hummes, um dos mais próximos do papa Francisco, foi indicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para levar ao Vaticano o pedido do Planalto para participar do encontro, mas ele sugeriu à equipe do presidente Jair Bolsonaro buscar outro interlocutor. “Sugeri que o governo acionasse a Embaixada do Brasil na Santa Sé como contato, pois se trata de uma questão diplomática”, disse ele ao Estado. A reportagem é de Felipe Frazão e José Maria Mayrink, publicada por O Estado de S. Paulo, 10-02-2019.

Brumadinho e a urgência da responsabilidade

Jelson Oliveira – 26/01/2019.  Foto: Daqui “Para Hans Jonas, como o desenvolvimentismo é, no geral, refém de um otimismo utópico ingênuo, é preciso tomar (ética e politicamente) uma medida inversa, ou seja, dar preferência para o prognóstico negativo, com apoio em uma “futurologia comparativa” que reúna saberes de várias ciências, agora integradas em vista da realização de uma melhor detecção dos riscos aos quais a humanidade, as outras espécies e a natureza como um todo estão submetidos. Na filosofia jonasiana, o nome disso é “heurística do temor”, uma atitude capaz de despertar um sentimento de responsabilidade pelo que ainda não aconteceu, mas que é possível e até mesmo provável, que aconteça”, escreve Jelson Oliveira, professor e atual coordenador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Pontifícia Universidade  Católica do Paraná.

Lideranças temem ação orquestrada contra terras indígenas

(Dois artigos) I  Deutsche Welle – 18 Janeiro 2019 Foto: Mulheres Uru-Eu-Wau-Wau em 1985. Relatos sobre existência dos índios datam do início do século XX, mas só em 1976 as primeiras aldeias foram localizadas / Jesco von Puttkamer  Desde o início do ano, duas terras indígenas foram alvo de invasões, e povo indígena foi atacado a tiros. Para lideranças, políticas do novo governo estimulam esse tipo de ação. A reportagem é publicada por Deutsche Welle, 17-01-2019.