Estudos epidemiológicos apontam relação entre consumo de agrotóxicos e câncer

“Dependendo do tipo de intoxicação que ocorre, o tratamento é apenas sintomático, e dificilmente se reverte uma intoxicação, porque são poucos os agrotóxicos que têm ‘antídotos’. Muitas vezes esses danos podem continuar se manifestando de forma silenciosa até o fim da vida, tendo como resultado, por exemplo, o aparecimento de um câncer”, alerta a toxicologista Karen Friedrich.

Movimentos Populares repudiam ofensiva da direita contra o Mais Médicos

 Foto:  Atendimento em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Em nota pública, a Consulta Popular, organização política que reúne militância de movimentos populares, afirma que a “direita quer acabar com o Programa Mais Médicos”. A entidade chama a atenção para a tentativa do PSDB de impedir, por meio de um decreto legislativo, que médicos cubanos continuem a atender brasileiros em áreas mais pobres.

Indústria do açúcar manipulou a ciência como fez a do tabaco

 Empresas dos EUA influíram na concepção das políticas públicas de prevenção da cárie para que o consumo de açúcar não fosse reduzido Os açúcares adicionados aos alimentos foram relacionados com a cárie. / PAUL TOWNSEND Em 1954, Robert Hockett foi contratado pelo Comitê de Pesquisa da Indústria do Tabaco nos EUA. O objetivo (não declarado) dessa instituição era semear dúvidas sobre a solidez científica dos estudosque mostravam os perigos do tabagismo.

Excesso de tecnologia na medicina prolonga sofrimento e desumaniza morte

Jornalista acredita que medicalização da morte prejudica qualidade de vida de pessoas idosas ou portadores de doenças terminais  Katy Butler, jornalista e ativista norte-americana, comenta como mortes dos pais a fizeram repensar atuação da medicina moderna no fim da vida: “perdemos a distinção entre salvar uma vida e prolongar uma morte”

A loucura da medicina moderna

Os pacientes viraram impacientes e os médicos, meros leitores de exames O professor emérito de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP, Dario Birolin Conversar com meu mestre, o doutor Dario Birolini, é um privilégio e um prazer. Professor emérito de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP, é um dos maiores estudiosos e críticos da evolução da medicina moderna. Escreveu o prefácio de um livro magnífico, lançado recentemente no Brasil, O Doente Imaginado, de Marco Carlo Bobbio (Editora Bamboo). Conversei com o dr. Birolini sobre esse livro e também sobre sua visão da medicina atual. O resultado da entrevista é provocante e preocupante.