Hong Kong é o novo manual de protesto para o século XXI

Manifestação de apoio a Hong Kong em Brisbane, na Austrália. Foto © Andrew Mercer/Wikimedia Commons   Sete Margens – 26/11/2019 “A principal característica do movimento pró-democracia de Hong Kong é que não tem líderes, é horizontal. É o oposto do que aconteceu em 2014 com o movimento dos guarda-chuvas, que terminou com vários de seus líderes na prisão, e isso impede que nos parem.” É desta forma que Woody Tam, uma estudante de 24 anos, descreve o modelo seguido nos protestos de Hong Kong e demonstra o que o distingue dos que o precederam. Tam enfrenta há quatro meses a polícia no campo de batalha da ex-colónia britânica, abalada desde 9 de junho por protestos que nasceram contra a proposta de lei de extradição – retirada formalmente no último dia 23 de outubro – e exigindo eleições com sufrágio universal.