Francisco sai mais forte do “livrogate” do Vaticano

José Manuel Vidal – 16 Janeiro 2020 – Foto: Vatican Media Ao final, o povo fica com essa canção: “En la Iglesia, hay dos Papas y, encima, se llevan a matar” (uma expressão espanhola para “não se dão bem”). O que o povo das ruas não sabe é que o que estamos vivendo é um tensionamento não somente entre dois Papas, mas sim entre dois modelos de Igreja, e um ataque preventivo. O tensionamento de Ratzinger-Sarah contra Francisco é uma espécie de ataque preventivo contra o processo sinodal alemão. Para saírem minimamente “aliviados”, os implicados (o cardeal Sarah, o secretário de Ratzinger, monsenhor Gänswein e o próprio Ratzinger) brigam entre si e jogam culpa um ao outro em um espetáculo grotesco e difamatório. Quiseram utilizar o Papa emérito ou este se deixou ser utilizado (algo que somente ele sabe), porém fracassaram tão clamorosamente que deixaram o campo aberto para que a primavera de Francisco siga florescendo, em Roma e no mundo. O comentário é de José Manuel Vidal, publicado por Religión Digital, 15-01-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.