As três ignorâncias contra a democracia

Numa fase dramática da crise civilizatória, enfrentamos simultaneamente a arrogância do colonialismo, a indolência das transformações inconclusas e a perversão das fake news. Será possível mudar o mundo, ainda assim? por Boaventura de Sousa Santos Publicado 15/03/2019 – Foto: Outras Palavras Escrevi há muito que qualquer sistema de conhecimentos é igualmente um sistema de desconhecimentos. Para onde quer que se orientem os objetivos, os instrumentos e as metodologias para conhecer uma dada realidade, nunca se conhece tudo a respeito dela e fica igualmente por conhecer qualquer outra realidade distinta da que tivemos por objetivo conhecer.

O mapa mundi se povoou de ultradireitistas. De Le Pen e Salvini na Europa, passando por Duterte, nas Filipinas, até Bolsonaro, no Brasil

  Eduardo Febbro – 12 Janeiro 2019 – Imagem: blogdapoliticabrasileira.com  “Todos chegaram ao poder ou ao Parlamento com a mesma narrativa: a oposição do povo às elites, sejam elas políticas ou econômicas. Essa é uma das características as extremas direitas ressuscitadas. A outra característica foi definida com pertinência pelo professor de filosofia e cientista político Yves Charlees Zarka: ‘o que caracteriza o populismo de hoje é que esse se desenvolve nas sociedades democráticas cujas populações estão dotadas de um alto nível de educação’”, escreve Eduardo Febbro, em artigo publicado por Página/12, 11-01-2019. A tradução é de André Langer.

Os sentidos da rebelião francesa

  Umair Haque – 13/12/2018 Foto: Jornal O Globo Governo Macron recua e entra em crise. Mas as revoltas vão se espalhar e exigem saídas novas. Uma delas: resgatar os cidadãos, emitindo e distribuindo dinheiro. O artigo é de Umair Haque, Diretor do Havas Media Labs e autor de “Betterness: Economics for Humans” e “The New Capitalist Manifesto: Building a Disruptively Better Business“, publicado por Outras Palavras, 11-12-2018. A tradução é de Marianna Braghini.

Ciências econômicas e sociais no ensino médio na França: uma reforma ideológica

  Pierre Merle, Professor Associado de Economia e Ciências Sociais (Espe* de Bretagne) – 8/11/2018 Foto: Sala de aula no Liceu Charles Magne / Getty Images – Tradução: Orlando Almeida  Os novos programas de ciências econômicas e sociais simplesmente esvaziam as principais questões sociais, ambientais e sociológicas. Como esse ensino possibilitará a compreensão do mundo contemporâneo, condição de democracia?

“Para se defender, o neoliberalismo faz a democracia se esgotar”. Entrevista com Grégoire Chamayou

Sonya Faure – 09-11-2018. – Vinheta: Carta Maior Confrontados pelo ativismo da década de 1970 e as exigências éticas dos consumidores, os pensadores liberais e líderes empresariais desenvolveram manuais de gestão e de teoria política para defender o capitalismo contestado. Ao dissecar esses discursos, o filósofo elabora uma brilhante trajetória do liberalismo autoritário. A entrevista é de Sonya Faure, publicada por Libération, 09-11-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

A universidade do populismo que Steve Bannon, ex-assessor de Trump, planeja na Itália

  Daniel Verdù,  22 SET 2018   Foto: O diretor do Instituto Dignitatis Humanae, Benjamin Harnwell. / ANTONELLO NUSCA  “Bannon deu em junho de 2014 uma insólita entrevista dentro do Vaticano, promovida pelo think tank católico dirigido por Harnwell, o Instituto Dignitatis Humanae (DHI) —que reúne destacados membros da oposição ao papa Francisco. O presidente de seu conselho assessor é Raymond Burke, líder da corrente opositora a Francisco e elo entre a direita religiosa norte-americana e a Santa Sé