Boaventura: o colonialismo amarga a lição afegã
OUTRASPALAVRAS – EUROCENTRISMO EM XEQUE Por Boaventura de Sousa Santos – 25/08/2021 – Foto: DAQUI Na queda de Cabul, há mais que colapso militar e humanitário. Há o declínio de um Ocidente que praticou a epistemologia da ignorância – o desprezo pela sabedoria do outro; a ideia de que, dela, basta conhecer o que sirva para subjugá-la
A maré de ultradireita já começa a refluir
CRISE CIVILIZATÓRIA por Lawrece Whittner, no Counterpunch – 06/07/2021 – Imagem: Mino Maccari, Mussolini (1943) Mohdi desgasta-se na Índia. Cidades turcas vencem Erdogan. Apoio a Bolsonaro despenca no Brasil. Partidos xenófobos europeus perdem espaço. Fracasso diante da pandemia e vazio do discurso anti-establishment parecem deter o neofascismo.
Merkel descreve situação sob Bolsonaro como dramática
ALEMANHA: MERKEL ISOLA BOLSONARO E DIZ: COM ELE, NADA DE ACORDO COMERCIAL Deutsche Welle – 27 Junho 2019 Imagem: Trendolizer™ – Germany Chanceler federal alemã diz ver com preocupação questão dos direitos humanos e proteção ao meio ambiente no Brasil, mas defende que abrir mão de um acordo entre União Europeia e Mercosul não é a resposta. A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, disse nesta quarta-feira (26/06) ver com “grande preocupação” a situação no Brasil, a qual descreveu como “dramática” sob o governo do presidente Jair Bolsonaro nas questões ambientais e de direitos humanos. A reportagem foi publicada por, 26-06-2019.
O Papa: a Europa fecha os portos para as pessoas nos navios, mas abre-os para as armas
Crítica de Francisco durante a audiência à Roaco: “A ira de Deus irá desencadear-se sobre quem fala de paz e vende armas”. O anúncio: “Quero ir ao Iraque no próximo ano” IACOPO SCARAMUZZI CIDADE DO VATICANO, 10/06/2019 – Foto: La Stampa O Papa Francisco pretende ir ao Iraque “no ano que vem”: disse-o ele mesmo, recebendo os participantes da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais (Roaco1), aos quais lembrou: “Gritam as pessoas em fuga amontoadas nos navios, em busca de esperança, sem saber que portos poderão acolhê-las, na Europa, que, no entanto, abre os portos para as embarcações que vêm para carregar armas sofisticadas e caras, capazes de produzir devastações que não poupam nem mesmo as crianças”. Uma “hipocrisia” sobre a qual ele também se deteve quando, falando da guerra na Síria, frisou: “Muitas vezes penso na ira de Deus que se desencadeará sobre os responsáveis de países que falam de paz e vendem armas para fazer estas guerras : isso é hipocrisia, é um pecado”.
Theresa May: o Brexit a trouxe ao poder e o Brexit a derrubou
Patrícia Viegas – 24 Maio 2019 Foto: O Globo Theresa May, de 62 anos, recebeu de David Cameron o presente envenenado do Brexit em 2016. Sobreviveu a umas eleições antecipadas, a duas moções de censura, uma dos deputados do seu partido e outra do Labour, a três derrotas do seu acordo do Brexit com a UE27 e a todo o tipo de críticas, acusações e piadas. A pressão tornou-se insuportável e esta sexta-feira anunciou a demissão em frente ao N.º 10 de Downing Street
A União Europeia necessita de psicanálise
José Centeio| 19 Mai 19 |– Foto de Satélite – Europa à noite A Europa vista de noite (foto de satélite): Entre os continentes, a Europa será “aquele em que, apesar das diferenças entre os países – e são muitas e históricas –, se percebe uma identidade coletiva própria que aproxima os povos”. A Europa vê-se hoje confrontada com problemas e desafios muito profundos que vão muito além da necessidade, também ela urgente, da reformulação das suas instituições, da democratização de processos e da transparência de procedimentos. Importa olhar para o «subconsciente» da União Europeia e tentar perceber a causa de tão grande tormento. Dir-se-ia que a União Europeia necessita de fazer algumas sessões de psicanálise. Queiramos ou não, estejamos ou não de acordo, a realidade é que a União Europeia marcará o nosso futuro coletivo.
Governo britânico vai lutar contra plano “inconveniente” para bloquear “Brexit” sem acordo
Parlamento vota esta noite legislação para dificultar um “Brexit” sem acordo. Reuteres – 8 de Janeiro de 2019 Foto: Manifestação pró-“Brexit” à frente do Parlamento britânico Reuters/Henry Nicholls Tradução: Raquel Grilo O governo britânico vai opor-se a uma proposta parlamentar que visa dificultar que a primeira-ministra, Theresa May, deixe a União Europeia sem um acordo, argumentando que a decisão dos deputados é indesejável mas, a acontecer, é apenas um inconveniente. Os deputados devem votar na noite desta terça-feira uma alteração nas leis do orçamento que obrigam o Governo a ter a aprovação do Parlamento para concretizar um “Brexit” sem acordo.
Os sentidos da rebelião francesa
Umair Haque – 13/12/2018 Foto: Jornal O Globo Governo Macron recua e entra em crise. Mas as revoltas vão se espalhar e exigem saídas novas. Uma delas: resgatar os cidadãos, emitindo e distribuindo dinheiro. O artigo é de Umair Haque, Diretor do Havas Media Labs e autor de “Betterness: Economics for Humans” e “The New Capitalist Manifesto: Building a Disruptively Better Business“, publicado por Outras Palavras, 11-12-2018. A tradução é de Marianna Braghini.
Assim é a ultradireita que governa na Europa
Beatriz Ríos – 31 Agosto 2018 Foto: Holanda, França e Alemanha – fortalecimento da extrema direita. Mas também Itália, Hungria, Áustria e Polónia / Istoé As eleições europeias de 2014 estiveram marcadas pela ascensão dos partidos de extrema-direita. Os LePen, Farage e Salvini fizeram do Parlamento Europeu o alto-falante de seu discurso xenófobo, eurocético e populista. Cinco anos depois e apenas nove meses antes das próximas eleições comunitárias, quase uma dezena de governos na Europa já contam com forças ultras ou lideram a oposição. E a tendência é subir. Repassamos algumas das políticas que realizaram nos últimos anos. A reportagem é de Beatriz Ríos, publicada por Cuarto Poder, 27-08-2018. A tradução é do Cepat.
“Em Itália não sabemos para onde vamos. Em Portugal há um sentimento de futuro”
Portugal, novo destino de emigração, não só brasileira, mas também de países europeus. Catarina Fernandes Martins – 13 Agosto 2018 Foto: Luca, Daniele, Massi – DN Nos últimos anos chegaram a Portugal milhares de jovens italianos. Trabalham em call centers e muitas vezes não gostam do que fazem, reconhecem os problemas da economia, queixam-se do nível de vida, mas dizem que em Itália é tudo pior. Acima de tudo, estão apaixonados por Lisboa, o novo país da dolce vita.