Deus sem mundo, mundo sem Deus
Anselmo Borges – 16 JUN 2019 Uma Igreja, que vive à margem da sociedade, é uma Igreja que se não relaciona com a “realidade”, mas que se relaciona com a “representação da realidade”, que a própria Igreja elabora para si, segundo os seus interesses e conveniência. Se a Igreja se situou na “margem” da vida e da sociedade, pretendemos, a partir de fora da sociedade, influenciá-la?” “Se a Igreja não pôde assinar e fazer sua a Declaração dos Direitos Humanos, com que autoridade e com que credibilidade pode falar de amor à humanidade?”
TUDO POR CAUSA DA ALEGRIA
Frei Bento Domingues, O.P. – 16/12/2018 Foto: Formação, cançãonova.com Pensando no que recebemos de Jesus Cristo, tenho de supor que do Oriente e do Ocidente, do Norte e no Sul, de todos os tempos, de todas as religiões e sem religião, cada um com os seus sonhos, ou sem sonhos nenhuns, os que morreram apenas partiram e encontraram na memória e no coração de Deus a mesa posta para a festa de todos. Nada menos é digno do ser humano e muito menos da louca alegria de Deus de continuar a ver os seus filhos reunidos dos dois lados da vida. Ele que é Deus dos vivos não da morte
Uma Religião Inteligente
Frei Bento Domingues – 29/07/2018 Foto: Instituto Loureiro Não ficam mal, a nenhuma religião que queira ser inteligente, as observações do Papa Francisco: “Uma fé que não nos põe em crise é uma fé em crise; uma fé que não nos faz crescer é uma fé que deve crescer; uma fé que não nos questiona é uma fé sobre a qual nos devemos questionar; uma fé que não nos anima é uma fé que deve ser animada; uma fé que não nos sacode é uma fé que deve ser sacudida.”
Apostar no génio
Numa grande obra de arte, está inscrita uma abertura à transcendência. Frei Bento Domingues Público, 03.06.2018 Jesus foi educado num mundo em que a própria religião se tinha tornado a cadeia dos que não tinham defesa. Ele era um leigo. Não tinha frequentado nenhuma das escolas famosas da época, mas a sua experiência de Deus mostrou-lhe que nem da religião nem das leis sociais vigentes se podia esperar o Reino da alegria. Jesus de Nazaré desfatalizou a história. Nada tem de ser como está.
Deus morreu?
Os deuses do Mercado, do Patriarcado e do Fundamentalismo são as novas metamorfoses da crença no Ser Superior. Essa mudança explica as três violências exercidas em seu nome: a estrutural, a machista e a religiosa JUAN JOSÉ TAMAYO – 28 de março de 2018 Tradução: Orlando Almeida Imagem: Deus morreu? ENRIQUE FLORES Nietzsche não foi o primeiro a usar a expressão “Deus morreu”. A sua origem é encontrada num texto de Lutero: “Cristo morreu / Cristo é Deus / Por isso que Deus morreu”. Hegel inspira-se nele na Fenomenologia do espírito, onde afirma que o próprio Deus morreu como manifestação do sentimento doloroso da consciência infeliz. Em Lições sobre filosofia da religião, refere-se a uma canção religiosa luterana do século XVII num contexto similar: “O próprio Deus jaz morto / Ele morreu na cruz”.