Entrevista “Nunca haverá um tempo sem Deus ou religião”

“Há mais de cem anos que andámos a dizer que Deus está morto. Talvez devêssemos deixar de dizer isso.”   Pedro Rios – 9/02/2019. Foto: Daqui Académico que faz best sellers sobre religião, nómada espiritual, crítico de Trump, Reza Aslan é uma das vozes mais ouvidas nos EUA quando se fala de fé e religião. Em Deus – Uma Biografia defende que há milénios que os homens projectam Deus à sua imagem e semelhança – e vão continuar a fazê-lo. “Há mais de cem anos que andámos a dizer que Deus está morto. Talvez devêssemos deixar de dizer isso.” Livros como O Zelota — A Vida e o Tempo de Jesus de Nazaré (ed. Quetzal, 2014) e No God but God: The Origins, Evolution, and Future of Islam (Random House, 2005) figuraram nas listas de melhores livros dos respectivos anos e nos escaparates dos best sellers.

Grupo de escolas de elite divulga carta crítica ao ministro da Educação

Quatro instituições de ensino pedem que Ricardo Vélez Rodriguez não permita que “o país entre numa rota de retrocesso” Clara Cerioni – 07/01/2019 Foto: Vélez Rodriguez: chefe do MEC costuma dar declarações sobre “ideologia de gênero” e “ideologias marxistas” (Valter Campanato/Agência Brasil) Senhor Ministro, sua biografia informa que é autor de mais de 30 obras e professor emérito da Escola de Comando do Estado Maior do Exército. Também é mestre em pensamento brasileiro pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ); doutor em pensamento luso-brasileiro pela Universidade Gama Filho; e pós-doutor pelo Centro De Pesquisas Políticas Raymond Aron. Com tanto lastro intelectual, é difícil acreditar que V. Excia considere a Escola sem Partido “providência fundamental”. Afinal, é um grupo de amadores, que carece de saberes básicos sobre educação, e que divulga fantasias sobre influência de partidos políticos sobre estudantes dentro de escolas de Ensino Fundamental e Médio. Com tanto embasamento cultural, esperamos que Vossa Excelência não aceite esses ataques ao conhecimento.

“Com o cadáver da esperança às costas”

Ainda sobre os dias 1 e 2 de Novembro: Dois dias para a morte e o sentido     Anselmo Borges – 03/11/2018 Por mais arrogante que se seja e se padeça do complexo da omnipotência, ninguém, a não ser que pense suicidar-se antes, pode dizer: Até amanhã, se eu quiser. Dada a constituição corpórea do ser humano e a sua consciência antecipadora, toda a pessoa adulta e consciente, que reflecte, sabe, embora com um saber paradoxal, pois ninguém se pode conceber a si mesmo morto, que é mortal e que a morte é o limite inultrapassável. Ninguém rouba a morte a ninguém, cada um morrerá na sua vez.

Dois dias para a morte e o sentido

Anselmo Borges- 27/10/2018  Imagem: medium.com A consciência da inevitabilidade de morrer abala na sua raiz a existência enquanto totalidade, convocando o ser humano para a pergunta absoluta, que não é mera curiosidade:  Quem sou eu? Que será de mim? Qual o sentido da minha vida e da História? O que é que, em última análise, habita no seu núcleo?

Filosofia não é ciência e está fadada a desaparecer, afirma pesquisador

Artigo polêmico e muito questionável. Vem vontade de repetir a recomendação de Apeles ao sapateiro, em Atenas: “Sapateiro, não vás além da sandália. (NdR)   Alberto Nóbrega e Cristina Caldas – 12 Julho 2018 Foto:  Sócrates exorta seus discípulos, antes de beber a cicuta / Quora  Responsável por renovar instituto de pesquisa em Portugal fala sobre a importância do método científico. A reportagem é de Alberto Nóbrega [1] e Cristina Caldas [2], publicada por Folha de S. Paulo, 02-06-18.

Pessoas e animais

Anselmo Borges – 01/06/2018 – Foto: gazetadopovo.com.br “Com base na neotenia, o homem tem como tarefa na vida fazer-se a si mesmo: fazendo o que faz, está a realizar-se a si próprio. Por isso, está sempre inconcluído, numa abertura ilimitada, produzindo o novo. O homem nunca está satisfeito (de satis-factus: suficientemente feito), acabado. Esta inconclusão manifesta que a sua temporalidade e o seu ser têm uma estrutura essencialmente aberta, de tal modo que se deve dizer que o homem é o ser do transcendimento: como escreveu Pascal, o homem mora algures entre “le néant et l”infini”( o nada e o infinito), aberto ao Infinito. Precisamente porque os outros animais se adaptam ao real, sem superação, não podemos falar em transcendência animal”.

De onde viemos e por que estamos aqui? Logo a ciência responderá

Stephen Hawking – 16 Março 2018 “Por que estamos aqui? De onde viemos? A resposta a essas perguntas já está próxima, e eu estou convencido de que ela virá da ciência.” A opinião é do físico teórico e cosmólogo britânico Stephen Hawking, que faleceu nessa quarta-feira, 14 de março, aos 76 anos. O artigo póstumo foi publicado por La Repubblica, 15-03-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.