Ao completar 400 dias de governo, Bolsonaro anuncia seu ataque mais duro aos povos indígenas
Inesc, 07 Fevereiro 2020 Em política etnocida, chefe de governo encaminha projeto de lei para exploração mineral, garimpeira, hidrelétrica, de petróleo e gás em terras indígenas. Utilizando como escudo o perverso argumento de que “trata o índio como ser humano”, não só seu desrespeito e ódio são explícitos, como também são evidentes os interesses que ele representa. A reportagem é publicada por Inesc, 06-02-2020.
Bolsonaro perdeu ‘oportunidade de ouro’ na ONU com discurso ‘belicoso’ para agradar base, dizem analistas
Nathalia Passarinho e Paula Adamo Idoeta – Da BBC News Brasil em Londres e São Paulo – 24 setembro 2019 Direito de imagemREUTERS – Image captionNo discurso, Bolsonaro afirmou ter ‘compromisso solene com a preservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável em benefício do Brasil e do mundo’ O discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da Assembleia-Geral da ONU, nesta terça-feira (24/9), não responde a anseios internacionais por mais proteção à Amazônia e pode acirrar mais as relações com outros países e investidores estrangeiros, afirmam quatro especialistas em relações internacionais brasileiras ouvidos pela BBC News Brasil.
Sínodo da Amazônia “revela sagacidade política do papa”
Estratégico para suprir a falta de padres na região, ordenar leigos é visto como “herético” por ala conservadora da Igreja. Lucas Ferraz, – 17 Setembro 2019 – Foto: Francisco / Agência Pública Essa é a explicação que se ouve dentro dos muros do Vaticano sobre a convocação da reunião no próximo outubro em Roma, que vem fazendo barulho entre os cardeais. Evento consolida Francisco como porta-voz do meio ambiente. Degradação ambiental na Amazônia coincide com a social, destaca documento. A reportagem é de Lucas Ferraz, publicada por Agência Pública, 16-09-2019
Lindomar Padilha, do Cimi: “No Brasil, os povos indígenas são vistos como estorvo”
Tomás Sopas Bandeira – 13 Set 2019 Foto: Direitos reservados. Lindomar Dias Padilha: “Nunca o Governo brasileiro realmente se preocupou nem com os povos e comunidades tradicionais nem com a própria natureza.” “O ataque aos territórios reviamente demarcados já se tem intensificado e a tendência é piorar muito mais. São constantes os ataques, as invasões e mesmo as queimadas criminosas”, diz Lindomar Dias Padilha, um dos responsáveis do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), acerca da situação que se vive na Amazónia e no Brasil.
Bolsonaro está espionando o Papa?
O Sínodo da Amazônia vai manter a atenção sobre a floresta, mesmo que as chamas se apaguem ELIANE BRUM – 2 SET 2019 Foto: Jair Bolsonaro em ato no Palácio do Planalto no último dia 29. EVARISTO SA AFP A próxima briga de Jair Bolsonaro pode ser com o Papa. Acuado pela reação do mundo diante das imagens da floresta amazônica em chamas, o presidente e seus generais tentam convencer a população que a Europa quer tomar a Amazônia do Brasil. Apelam para o embolorado truque da “soberania nacional” para encobrir que os alertas de desmatamento aumentaram 278% em julho e os focos de incêndio triplicaram em agosto, comparados aos mesmos períodos de 2018.
G7: Macron oferece ajuda para Amazónia, Bolsonaro responde com insultos
Ricardo Cabral Fernandes – 26 de Agosto de 2019 Foto – O Presidente francês liderou os esforços para o G7 assumir uma posição dura contra Bolsonaro, mas acabou isolado Reuters/PHILIPPE WOJAZER O Presidente brasileiro acusou o seu homólogo francês de tratar o Brasil como se fosse uma “colónia”, depois de este ter anunciado um apoio do G7 ao combate às chamas na Amazónia. Macron respondeu-lhe: “O Brasil merece ter um Presidente à altura do cargo”.
O manifesto do Papa Francisco para salvar a Amazônia da destruição
O papa está um passo à frente na capacidade de ouvir os povos indígenas e os governos poderiam extrair frutos com o método e estilo do sínodo para iniciar políticas conservadoras e promocionais para aquele imenso território de alto risco. de Carlo Di Cicco – 25/08/2019 – Foto: Daqui Tradução: Orlando Almeida Somente no Brasil, entre 2003 e 2017, foram 1.119 nativos da Amazônia mortos por defender seus territórios e isso porque questionar o poder de defesa do território e dos direitos humanos “está colocando a vida em risco, abrindo um caminho de cruz e martírio ”. O Papa Francisco foi o primeiro a tentar dar uma resposta cultural orgânica ao clamor das populações indígenas da Amazônia engajadas na luta “contra aqueles que querem destruir a vida” da natureza e não respeitam os direitos humanos “.
Agronegócio teme que discurso ambiental de Bolsonaro afete exportação
Filipe Andretta – Do UOL, em São Paulo, 23/08/2019 Foto: Uol Economia Lideranças do agronegócio afirmam que discurso agressivo do governo contra ambientalistas prejudica exportações do setor Imagem do Brasil no exterior está abalada pela política ambiental do Governo Federal Governo tem entrado em conflito com países europeus que questionam a proteção da Amazônia Representantes do agronegócio estão preocupados que a retórica agressiva do presidente Jair Bolsonaro (PSL) sobre a Amazônia prejudique as exportações, especialmente para a Europa.
Dos governos de direita, Bolsonaro é o que mais tem traços neofascistas. Entrevista com Michael Löwy
Mayara Paixão – 20/08/2019 – Imagem: Brasil 247 Há mais de 40 anos, o paulistano Michael Löwy vive na França. Foi em solo europeu que consagrou-se como um dos intelectuais marxistas mais conhecidos e respeitados no mundo. Ao longo das décadas, Löwy, hoje aos 81 anos, tornou-se uma referência nos debates da esquerda não apenas brasileira, como também latino-americana. Na virada para a primeira década dos anos 2000, um novo tema passou a figurar atrelado ao seu nome. O sociólogo tornou-se mundialmente conhecido pelos estudos da perspectiva ecossocialista, defendendo a urgência do debate ecológico pelo campo marxista.
Amazônia: no centro do mundo e na periferia do Brasil
Jamil Chade – 29/07/2019 – Foto: envolverde.cartacapital.com.br Janeiro de 2019. O Governo de Jair Bolsonaro acabava de começar e, numa sala fechada de um hotel de luxo de Davos, o chanceler Ernesto Araújo explicava a interlocutores que o Brasil precisava dar uma resposta aos ataques que o país sofria por conta do desmatamento. A estratégia diante da pressão internacional não era a de incrementar os controles na floresta. Mas sim mostrar a competitividade do modelo agrícola brasileiro. A reportagem é de Jamil Chade, publicada por El País, 28-07-2019.