FREI BETTO: CHEIRO DE GOLPE NO AR

  Frei Betto:  27/02/2020 Introdução de Leonardo Boff: Frei Betto é um dos analistas sociais dos mais argutos e certeiros. Por anos viveu com poderosos, cobrando-lhes uma opção pelo povo e pelos pobres e, nos países socialistas, fazendo que os vários Estados que se confessavam ateus, superassem seu confessionalismo às avessas e assumissem o caráter laico do Estado.

Brasil acima de tudo, indígenas abaixo de todos!

Juracilda Veiga e Wilmar R. D’Angelis – 07/02/2020 Foto: Mineração em Terras Kaiapó – / Felipe Werneck – Ibama “O capitão Bolsonaro já disse que não entra no que ele entende ser uma ‘balela de defender terra pra índio’. Pode-se entender isso, mas não se pode aceitar que a autoridade máxima da nação se torne o grande responsável pela retomada da escalada etnocida contra os povos indígenas em nosso país. A história cobrará, pois, da nossa geração, o absurdo de escancarar as portas das terras indígenas para o etnocídio” escrevem Juracilda Veiga, indigenista, doutora em Antropologia, funcionária aposentada da FUNAI, coordenadora da ONG Kamuri, e Wilmar R. D’Angelis, indigenista, doutor em Linguística, professor da área de Línguas Indígenas da UNICAMP.

Balanço de 2019: o império da impostura

Leonardo Boff – 26/12/2019 Afora os grandes empresários que aplaudem calorosamente o ministro Paulo Guedes porque ganham com a crise, o balanço de 2019 na perspectiva das vítimas dos ajustes fiscais, dos que perderam direitos na reforma da previdência e dos resistentes é repudiável. Instalou-se aqui o império da impostura. Um presidente que deveria dar exemplo ao povo de virtudes que todo governante deve ter, realizou atos acintosos que na linguagem religiosa, bem entendida por ele, são verdadeiros pecados mortais.

2019, o ano mais tóxico do Brasil

Greenpeace Brasil – 20 Dezembro 2019 Foto: PxHere  O ano de 2019 se encerra como o mais tóxico em mais de uma década e um trágico capítulo para a agricultura brasileira e para a população. Em apenas 12 meses, foram aprovados 467 novos agrotóxicos, que vão parar no nosso prato, contaminar trabalhadores rurais, o solo e a água que bebemos e destruir a biodiversidade. A reportagem é publicada por Greenpeace Brasil, 19-12-2019.

O clima hostil contra os povos indígenas no Brasil

Ativistas denunciam aumento de ataques contra comunidades indígenas e postos da Funai. Órgãos de segurança e militares não conseguem controlar a situação, e governo fala em liberar terras para exploração econômica.   Thomas Milz – 20 Dezembro 2019 Foto: Em agosto, mulheres indígenas protestaram em Brasília pelos seus direitos – Reuters/A. Coelho Ativistas denunciam aumento de ataques contra comunidades indígenas e postos da Funai. Órgãos de segurança e militares não conseguem controlar a situação, e governo fala em liberar terras para exploração econômica. A reportagem é de ThomasMilz, publicada por Deutsche Welle, 19-12-2019.

“As novas gerações entenderam a emergência. Soberanismos e nacionalismos não são a solução”.

Entrevista com Jeffrey Sachs Paolo Mastrolillo – 02/11/2019 – Foto: Daqui “Os jovens entenderam que as emergências da humanidade, do clima à desigualdade, exigem respostas globais.  Nacionalismos e soberanismos não resolvem nossos problemas e, portanto, devemos esperar que essas greves sejam o início de uma mudança de tendência em todo o mundo”. O economista da Universidade Columbia Jeffrey Sachs vem analisando essas questões há muitos anos, inclusive como consultor do Secretário Geral da ONU, António Guterres. Então perguntamos a ele se greves como a da última sexta-feira podem ter um impacto concreto. “Os jovens estão completamente certos. Todos os dados mais recentes, desde aqueles provenientes da China até o último relatório da ONU, confirmam que a situação é horrível e muito perigosa para o futuro. Isso depende em parte das escolhas de Trump e da distração do resto do mundo. O impacto concreto que terão ainda precisa ser visto. Certamente, tiveram um grande efeito na Europa, que com os empenhos assumidos pela Comissão e pelo Parlamento, tornou-se líder sobre a emergências climáticas. Agora Bruxelas terá que usar sua influência na Ásia e sobe os EUA”. A entrevista é de Paolo Mastrolillo, publicada por La Stampa, 30-11-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Especialistas culpam Bolsonaro por aumento do desmatamento e alertam que o pior ainda está por vir

Kimbrough – 30 Novembro 2019 – Foto: Pxhere As ações negativas do atual governo foram examinadas tanto por acadêmicos como pela mídia. Algumas delas incluem o enfraquecimento da legislação florestal e de agências ambientais nacionais, a redução de áreas protegidas, a aprovação de agrotóxicos nocivos à saúde, a negligência e o perdão de crimes ambientais e a negação das mudanças climáticas.  “Grandes áreas da Amazônia secariam e mudariam de floresta tropical para savana. Já existem evidências de que a Bacia Amazônica está secando mais rapidamente do que os modelos climáticos previam. No sul e leste da Amazônia, a estação seca está se tornando mais longa, mais seca e mais quente”, escreve Kimbrough, publicada por Mongabay, 27-11-2019.

Moradores defendem ONG acusada de incêndio na Amazônia: “Salvou crianças”

  Bárbara Forte – de Ecoa – 28/11/2019   – A ONG Saúde e Alegria atua desde 1987 na Amazônia e visita de barco as comunidades ribeirinhas, levando agentes de saúde e educação Imagem: Divulgação/Saúde e Alegria O Projeto Saúde e Alegria (PSA), organização fundada em 1985 e que, desde 1987, atua na Amazônia para melhorar a qualidade de vida de comunidades ribeirinhas, ganhou o noticiário esta semana após uma ação da Polícia Civil do Pará apreender documentos da ONG e prender voluntários da Brigada de Incêndio de Alter do Chão. O PSA é apontado como parte de um esquema que provocaria incêndios na floresta para obter recursos financeiros.

Bolsonaro quer usar GLO em reintegrações de posse; “atitude ditatorial”, diz MST

Nara Lacerda – 27/11/2019 – Foto: Brasil 247 Foto: Movimentos sociais como o MST são os principais alvos da medida proposta pelo governo federal / José Eduardo Bernardes/Brasil de Fato  Presidente diz que vai enviar PL ao Congresso para poder usar ações de Garantia da Lei e da Ordem em conflitos agrários. A reportagem é de Nara Lacerda, publicada por Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST, 25-11-2019.

Deputados de oposição movem queixa-crime contra Eduardo Bolsonaro por ‘novo AI-5’

Luiz Vassallo e Rafael Moraes Moura São Paulo e Brasília – 01/11/2019  Imagem: Maandel Ngan – 30.ago.19/AFP Após falar em “novo AI-5”, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) é alvo de uma queixa-crime assinada por 18 parlamentares do PSOL, PT, PSB, PDT, PC do B, além da liderança da Minoria na Câmara Federal. Eles moveram a ação no Supremo Tribunal Federal (STF) e pedem que Eduardo seja condenado por incitação e apologia ao crime, além de ato de improbidade administrativa, o que pode levar à perda de cargo do filho do presidente Jair Bolsonaro.