Deus sem mundo, mundo sem Deus

Anselmo Borges – 16 JUN 2019 Uma Igreja, que vive à margem da sociedade,  é uma Igreja que se não relaciona com a “realidade”, mas que se relaciona com a “representação da realidade”, que a própria Igreja elabora para si, segundo os seus interesses e conveniência. Se a Igreja se situou na “margem” da vida e da sociedade, pretendemos, a partir de fora da sociedade, influenciá-la?” “Se a Igreja não pôde assinar e fazer sua a Declaração dos Direitos Humanos, com que autoridade e com que credibilidade pode falar de amor à humanidade?”

A questão de haver ou não Deus

Anselmo Borges – 14/07/2018 Foto: O Segredo  1. Num tempo de a-teísmo, no sentido radical da palavra: “sem Deus”, pior ainda, indiferente perante a questão de Deus, gostei muito da entrevista de Lídia Jorge ao Expresso, que a jornalista Carolina Reis titulou com uma citação: “A ideia de haver ou não Deus persegue a minha vida”.

Deus morreu?

Os deuses do Mercado, do Patriarcado e do Fundamentalismo são as novas metamorfoses da crença no Ser Superior. Essa mudança explica as três violências exercidas em seu nome: a estrutural, a machista e a religiosa JUAN JOSÉ TAMAYO – 28 de março de 2018 Tradução: Orlando Almeida  Imagem: Deus morreu? ENRIQUE FLORES Nietzsche não foi o primeiro a usar a expressão “Deus morreu”. A sua origem é encontrada num texto de Lutero: “Cristo morreu / Cristo é Deus / Por isso que Deus morreu”. Hegel inspira-se nele na Fenomenologia do espírito, onde afirma que o próprio Deus morreu como manifestação do sentimento doloroso da consciência infeliz. Em Lições sobre filosofia da religião, refere-se a uma canção religiosa luterana do século XVII num contexto similar: “O próprio Deus jaz morto / Ele morreu na cruz”.