Brasil acima de tudo, indígenas abaixo de todos!

Juracilda Veiga e Wilmar R. D’Angelis – 07/02/2020 Foto: Mineração em Terras Kaiapó – / Felipe Werneck – Ibama “O capitão Bolsonaro já disse que não entra no que ele entende ser uma ‘balela de defender terra pra índio’. Pode-se entender isso, mas não se pode aceitar que a autoridade máxima da nação se torne o grande responsável pela retomada da escalada etnocida contra os povos indígenas em nosso país. A história cobrará, pois, da nossa geração, o absurdo de escancarar as portas das terras indígenas para o etnocídio” escrevem Juracilda Veiga, indigenista, doutora em Antropologia, funcionária aposentada da FUNAI, coordenadora da ONG Kamuri, e Wilmar R. D’Angelis, indigenista, doutor em Linguística, professor da área de Línguas Indígenas da UNICAMP.

Para Bolsonaro, a crise climática é uma fantasia, “um complô marxista”. Entrevista com Eliane Brum

Abril Becerra – 22/01/20 – Foto: Daqui A jornalista brasileira Eliane Brum foi testemunha privilegiada das mudanças políticas e sociais em seu país. Como comunicadora e através de suas colaborações ao jornal El País e The Guardian e por meio de suas múltiplas publicações, tentou esclarecer temas variados como a mudança climática, a violência contra comunidades indígenas, a história recente do Partido dos Trabalhadores e as práticas do governo de Jair Bolsonaro.

Assis, está pronta a “Davos do Papa”, com dois mil jovens de 115 países

Salvatore Cernuzio – 13/01/2020 – Foto: Daqui  O evento A economia de Francisco será realizado de 26 a 28 de março e contará com a participação de economistas e empresários com menos de 35 anos de todo o mundo. A reportagem é de Salvador Cernuzio, publicada por La Stampa, 10-01-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

2019, o ano mais tóxico do Brasil

Greenpeace Brasil – 20 Dezembro 2019 Foto: PxHere  O ano de 2019 se encerra como o mais tóxico em mais de uma década e um trágico capítulo para a agricultura brasileira e para a população. Em apenas 12 meses, foram aprovados 467 novos agrotóxicos, que vão parar no nosso prato, contaminar trabalhadores rurais, o solo e a água que bebemos e destruir a biodiversidade. A reportagem é publicada por Greenpeace Brasil, 19-12-2019.

O clima hostil contra os povos indígenas no Brasil

Ativistas denunciam aumento de ataques contra comunidades indígenas e postos da Funai. Órgãos de segurança e militares não conseguem controlar a situação, e governo fala em liberar terras para exploração econômica.   Thomas Milz – 20 Dezembro 2019 Foto: Em agosto, mulheres indígenas protestaram em Brasília pelos seus direitos – Reuters/A. Coelho Ativistas denunciam aumento de ataques contra comunidades indígenas e postos da Funai. Órgãos de segurança e militares não conseguem controlar a situação, e governo fala em liberar terras para exploração econômica. A reportagem é de ThomasMilz, publicada por Deutsche Welle, 19-12-2019.

Agrotóxico mais encontrado em frutas e verduras no Brasil é fatal para abelhas

Teste da Anvisa encontra resíduos de pesticidas em 51% dos produtos testados. Em 23% havia substâncias em maior quantidade do que o permitido   PEDRO GRIGORI (AGÊNCIA PÚBLICA/REPÓRTER BRASIL)  17 DEC 2019 – BRT Foto: canalrural.uol.com.br Um agrotóxico fatal para as abelhas foi o mais encontrado em um levantamento do Governo que analisa o resíduo de pesticidas em frutas e verduras vendidas em todo país. O resultado da nova edição do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, o PARA, foi divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na semana passada e mostrou também que em 51% dos testes realizados foi encontrado alguma quantidade de resíduo de agrotóxico nos alimentos.

Retórica do governo fomenta violência, diz bispo sobre índios assassinados

“Usar o nome de Deus para cometer crimes é justamente continuar crucificando Jesus”. Carlos Madeiro – Colaboração para o UOL, em Maceió – 16/12/2019  Na foto: Dom Roque Paloschi.  Imagem: Cimi / Divulgação Presidente do Conselho Indigenista Missionário, da Igreja Católica, critica governo por ataques contra índios Ele afirma que “retórica” incentiva violência contra etnias O número de líderes indígenas mortos em conflitos no campo foi o maior em 11 anos

MP da regularização fundiária anistia grilagem de terras públicas até 2018

CristianePrizibisczki – 13 Dezembro 2019 – Foto: Daqui O Governo Federal publicou nesta quarta-feira (11) um pacote de medidas para “simplificar e modernizar” o processo de regularização definitiva das ocupações em terras da União. Entre as normas publicadas está a Medida Provisória 910, que altera pontos importantes da legislação anterior sobre o assunto e está sendo considerada por especialistas uma anistia geral da grilagem de terras públicas em todo o país. Duas são as principais mudanças trazidas pela nova regra: o marco temporal para que a pessoa que deseja regularizar a terra comprove a ocupação da área, que aumentou em sete anos, e a extensão da aplicação da lei, antes restrita ao território da Amazônia Legal e que agora passa a valer para o país inteiro.

“As novas gerações entenderam a emergência. Soberanismos e nacionalismos não são a solução”.

Entrevista com Jeffrey Sachs Paolo Mastrolillo – 02/11/2019 – Foto: Daqui “Os jovens entenderam que as emergências da humanidade, do clima à desigualdade, exigem respostas globais.  Nacionalismos e soberanismos não resolvem nossos problemas e, portanto, devemos esperar que essas greves sejam o início de uma mudança de tendência em todo o mundo”. O economista da Universidade Columbia Jeffrey Sachs vem analisando essas questões há muitos anos, inclusive como consultor do Secretário Geral da ONU, António Guterres. Então perguntamos a ele se greves como a da última sexta-feira podem ter um impacto concreto. “Os jovens estão completamente certos. Todos os dados mais recentes, desde aqueles provenientes da China até o último relatório da ONU, confirmam que a situação é horrível e muito perigosa para o futuro. Isso depende em parte das escolhas de Trump e da distração do resto do mundo. O impacto concreto que terão ainda precisa ser visto. Certamente, tiveram um grande efeito na Europa, que com os empenhos assumidos pela Comissão e pelo Parlamento, tornou-se líder sobre a emergências climáticas. Agora Bruxelas terá que usar sua influência na Ásia e sobe os EUA”. A entrevista é de Paolo Mastrolillo, publicada por La Stampa, 30-11-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

4,5 milhões de brasileiros podem voltar à linha da pobreza

“O aprofundamento da perspectiva econômica neoliberal tem imposto aos mais pobres o pagamento de uma conta que não é sua”   Marcel AndradePaulo – 26/11/2019 – Foto: POBREZA/Pixabay “O aprofundamento da perspectiva econômica neoliberal tem imposto aos mais pobres o pagamento de uma conta que não é sua”. A reportagem é de Marcel AndradePaulo, publicada por EcoDebate, 25-11-2019.