Por parte de pai, negros escravizados. Por parte de mãe, senhores escravistas

“…após a promulgação da Lei Áurea, em 1888, o então ministro da Fazenda Rui Barbosa, o “Príncipe dos juristas do Brasil”, ordenou a queima de documentos relativos à posse de escravos. O efeito colateral foi apagar boa parte dos dados disponíveis sobre pessoas escravizadas no Brasil”: assassinato da História dos africanos no Brasil. Gil Alessi – São Paulo 19 Nov 2019 Foto: Daniel Fermino da Silva com a imagem da sua árvore genealógica na tela do celular / R.CHICARELLIOs ancestrais de Daniel Fermino da Silva, 40, seguravam a chibata e também apanhavam no tronco. Traficavam escravos e também faziam a tenebrosa viagem da África para o Brasil nos porões dos tumbeiros, os navios negreiros. Daniel Fermino da Silva foi atrás da sua árvore genealógica e se deparou com os dois lados da herança escravocrata brasileira. Sua pesquisa é uma exceção, pois documentos relativos à posse de escravos foram queimados após a Lei Áurea

“A pobreza não é uma fatalidade!” A mensagem do Papa Francisco aos jovens de Madagascar

Gerard O’Connell, 09/09/2019 – Foto: Ecclesia   “A pobreza não é uma fatalidade”, disse o Papa Francisco em visita à Akamasoa, “a Cidade da Amizade”, que o Pe. Pedro Pablo Opeka, missionário argentino,  Congregação da Missão, também conhecidos como Lazaristas ou ainda Padres Vicentinos, começou a construir 30 anos atrás junto com algumas famílias pobres. Ele pontífice saudou o extraordinário projeto como um “testemunho profético de esperança”.

”Estou confiante: a reforma do celibato será feita, caso contrário as vocações entrarão em colapso.”

Entrevista com Adriana Valerio   Giovanni Panettiere – 07/06/2019 – Foto: Padres em Berlim / pixabay  Padres celibatários: nem sempre foi assim. Pedro, o primeiro papa da história, era casado; Paulo, solteiro apaixonado por Deus, considerava-se uma exceção entre os discípulos de Cristo. A teóloga Adriana Valerio, professora de história do cristianismo na Universidade Federico II, de Nápoles, reconstrói as razões que levaram definitivamente a Igreja, com o Concílio Lateranense II (século XII), a excluir do matrimônio os presbíteros do rito latino (é diferente o caso das comunidades católicas orientais). Seu ponto de vista é particular, de uma estudiosa, além de esposa de padre. A reportagem é de Giovanni Panettiere, publicada por Quotidiano.net, 03-06-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Brasil por trás do cartaz de uma manifestação

João da Silva foi fotografado em ato pela educação, no Rio, com um cartaz que mostrava a realidade de muitos jovens da periferia: foi o primeiro da família a ingressar em uma universidade pública   BEATRIZ MOTA – Rio de Janeiro 3 JUN 2019 Foto: João, durante manifestação / BEATRIZ MOTA João da Silva se pôs de pé às 5h, quando o sol ainda nem havia surgido por trás do Monte das Oliveiras —um morro anônimo apelidado assim por Francisca, sua avó, e que fica colado ao condomínio popular em que vivem. Seguiu a rotina: banho, cabelo na régua, visual na beca, pausa para a selfie no espelho do banheiro, preparo da marmita e a benção da matriarca antes de iniciar o rolê. No bairro de Senador Vasconcelos, zona Oeste do Rio de Janeiro, pegou um 397, ônibus que leva cerca de duas horas em direção ao centro da cidade.

As mudanças sem precedentes necessárias para evitar uma catástrofe ambiental global

ONU faz radiografia da saúde da Terra e adverte para principais tratados ambientais internacionais   ESTHER SÁNCHEZ – MANUEL PLANELLES, 13/03/2019 Ver galeria de fotos   Homem enche uma sacola com plásticos em um lixão nos subúrbios de Nairóbi, Quênia. / BEN CURTIS (AP) A crise ambiental para a qual o modelo insustentável de desenvolvimento do ser humano conduziu a Terra tem facetas preocupantes. As mudanças climáticas ameaçadoras e transversais, a perda dramática de biodiversidade, a redução drástica da água doce disponível, a poluição letal do ar, a profusão de plásticos nos mares e oceanos, a pesca excessiva … O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) radiografou os principais problemas ambientais do planeta com base no conhecimento científico disponível.

Brumadinho e a urgência da responsabilidade

Jelson Oliveira – 26/01/2019.  Foto: Daqui “Para Hans Jonas, como o desenvolvimentismo é, no geral, refém de um otimismo utópico ingênuo, é preciso tomar (ética e politicamente) uma medida inversa, ou seja, dar preferência para o prognóstico negativo, com apoio em uma “futurologia comparativa” que reúna saberes de várias ciências, agora integradas em vista da realização de uma melhor detecção dos riscos aos quais a humanidade, as outras espécies e a natureza como um todo estão submetidos. Na filosofia jonasiana, o nome disso é “heurística do temor”, uma atitude capaz de despertar um sentimento de responsabilidade pelo que ainda não aconteceu, mas que é possível e até mesmo provável, que aconteça”, escreve Jelson Oliveira, professor e atual coordenador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Pontifícia Universidade  Católica do Paraná.

Um manual de regras e a sombra de Bolsonaro no COP24

A Cimeira do Clima de Katowice cumpriu o objectivo de acordar um manual de regras comuns para concretizar o Acordo de Paris e pouco avançou na questão do financiamento especialmente aos países mais vulneráveis. Lurdes Ferreira –  16/12/2018 Foto: O presidente polaco da cimeira, vice-ministro MIchal Kurtyka, dança no final dos trabalhos Reuters/KACPER PEMPEL . …a conferência “conseguiu finalizar o livro de regras do Acordo de Paris” mas “infelizmente não se conseguiu mobilizar suficiente vontade política” para promessas climáticas mais ambiciosas nem para “garantir o apoio financeiro adequado para os países em desenvolvimento lidarem com impactos climáticos devastadores”.

O “assassino silencioso” que pode levar à extinção da espécie humana

JN – 12 Novembro 2018 Na Foto: Perda da biodiversidade pode ser fatal para a espécie humana | Parque Nacional de Yellowstone, Estados Unidos. / Adam Willoughby-Knox/Unsplash Se não for colocado um travão na perda da biodiversidade no mundo, a espécie humana pode assistir à sua própria extinção. O alerta é da diretora executiva da Convenção das Nações Unidas para a Diversidade Biológica, que, na terça-feira, vai reunir 196 estados-membros em Sharm el Sheikh, no Egito, para debater a destruição dos ecossistemas.

   PARA VINHO NOVO, ODRES NOVOS

 Frei Bento Domingues – 28/10/18 Fotos: Odres – Wikipédia e Reprodução da Internet Odre é um saco de pele de cabra, de veado, ou de bezerro, tirada inteira ou com o mínimo possível de costuras,  para poder receber líquidos a serem transportados. Os odres velhos não aguentavam a força expansiva do vinho novo. Muito comum nas montanhas, onde, por falta de acesso ao carro de bois, ou carroças, era transportado às costas de pessoas ou de muares.  Sendo flexível, facilitava muito a adaptação. No deserto, em cima dos camelos.  (Nota do Editor)