Bolsonaro pode ser alvo de protesto sem precedentes se for à ONU

  Por José Reinaldo Carvalho, editor internacional de Brasil247 e dos Jornalistas pela Democracia – 16/09/2019 – (Foto: Divulgação) O Brasil pode estar às vésperas do maior vexame diplomático da história. Não é uma constatação alarmista da oposição, mas de setores do próprio governo federal, que, lidando com informações privilegiadas, consideram a hipótese de que líderes internacionais se levantem e deixem o recinto da Assembleia Geral da ONU quando Bolsonaro subir à tribuna do órgão internacional e pronunciar o discurso de abertura, caso ele compareça, no dia 24 de setembro.

Brasil não discursará na cúpula do clima da ONU

As Nações Unidas pediram aos países que enviassem um plano para aumentar o compromisso com o clima e o governo de Jair Bolsonaro não enviou nenhum.   Jornal GGN – 19/09/2019 Foto: Abertura da COP-24 na Polônia, em 2018. Com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres – Foto: Divulgação ©COP24 O Brasil não irá discursar na cúpula do clima da ONU, que ocorre na próxima segunda-feira (23), em Nova York. Os países foram comunicados pelas Nações Unidas a enviar um plano para aumentar o compromisso com o clima e o governo de Jair Bolsonaro não enviou nenhum.

Basta de gols contra

Aparentemente, o presidente e seu círculo mais íntimo parecem não haver entendido que não estamos mais na Guerra Fria – FHC    FERNANDO HENRIQUE CARDOSO – 31 AGO 2019  Foto: Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto no dia 28 de agosto. EVARISTO SA AFP É difícil escrever mensalmente sem tocar em temas sensíveis que eu preferiria não abordar. É o caso agora. Foram tantos os gols contra praticados pelo Governo atual que não há modo de deixá-los de lado. Pior, passei três dias na Argentina na semana anterior e lá participei de um encontro promovido pelo jornal Clarín em que estavam presentes e em diálogo público Macri e Fernandez.

OAB e Instituto Herzog vão denunciar Bolsonaro na ONU por apoiar ditadura

Jamil Chade – 05/09/2019 Foto: Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, debateu em julho violações contra ambientalistas, líderes indígenas e ativistas. Divulgação GENEBRA – Num ato inédito, a Ordem dos Advogados do Brasil e o Instituto Vladimir Herzog denunciarão o governo de Jair Bolsonaro na ONU por retrocessos à democracia e por fazer apologia à ditadura. O UOL apurou que o ato ocorrerá na próxima terça-feira, numa intervenção diante do Conselho de Direitos Humanos.

De presidente da direita à filha de Allende, Chile rechaça declarações de Bolsonaro sobre Bachelet

Senadora socialista e oposição repudiam em bloco as palavras do presidente brasileiro, que defendeu o golpe de Estado de Pinochet e atacou pessoalmente Michelle Bachelet   Rocío Montes – 05 ‎set 2019 – Foto: Presidente chileno Sebastián Piñera em foto de arquivo. (EFE) O apoio de Jair Bolsonaro ao golpe de Estado de Pinochet e seus ataques pessoais a Michelle Bachelet –ex-presidenta do Chile e alta comissária da ONU de direitos humanos– agitaram a política chilena nesta quarta-feira. A centro-esquerda repudiou em bloco as declarações do presidente do Brasil: “Isso só mostra o quanto é miserável”, disse a senadora socialista Isabel Allende, filha do presidente Salvador Allende (1970-1973). Enquanto isso, o atual presidente, Sebastián Piñera, de direita, indicou através de uma declaração pública que não compartilha “em absoluto a alusão feita pelo presidente Bolsonaro a uma ex-presidenta do Chile e, especialmente, num um assunto tão doloroso quanto a morte de seu pai”.

Bolsonaro elogia tortura e morte do pai de Bachelet por Pinochet

<iframe src=”https://www.googletagmanager.com/ns.html?id=GTM-K4KG88″ height=”0″ width=”0″ style=”display:none;visibility:hidden”></iframe> O Brasil merece ter depressa um presidente que se comporte à altura do cargo (Macron) 247  – 4 de setembro de 2019, Em resposta a uma entrevista da Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, Jair Bolsonaro fez o mais odioso de seus ataques até hoje: elogiou a tortura e morte do pai de Bachelet pelo regime sanguinário de Augusto Pinochet, afirmou que o Chile “só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973” e disse que a ex-presidente está “seguindo a linha” do presidente da França, Emmanuel Macron, tentando se “intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira” ao falar de direitos humanos.