“Carta de Pedra Negra”
Nós, abaixo assinados, sacerdotes casados da Diocese da Campanha, MG, reunidos na Fazenda Pedra Negra, município de Três Pontas, com nossas esposas e filhos, considerando a conjuntura atual da Igreja Católica, em todos os cantos do mundo, fazemos as seguintes considerações:
- reconhecemos o valor do ministério ordenado na Igreja, em todos os níveis e graus, como sinal visível do único e eterno sacerdócio de Jesus Cristo;
- reconhecemos também a importância do ministério laico que, a seu modo, contribui para que Deus seja mais conhecido e amado;
- nesse sentido, louvamos o mérito de incontáveis bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas, ministros e ministras ordenados, leigos e leigas engajados e tantos outros membros do ministério eclesial, que se dedicam generosa e incansavelmente à sua missão, visando única e exclusivamente o bem do povo de Deus;
- constatamos o fato de sermos, salvo exceções, preteridos no trabalho pastoral em nossas comunidades paroquiais, conscientes do enorme peso que representa, aos olhos da hierarquia católica, o fato de não estarmos exercendo o ministério sacerdotal;
- lamentamos os casos, notórios ou ocultos, envolvendo ministros da Igreja Católica, em situação de pedofilia, homossexualismo, amasiamento e tantos outros desvios, frutos de uma estrutura doentia, que maculam sua imagem em várias partes do mundo. Á luz do ensinamento divino, repudiamos tais práticas, ressalvando o valor da pessoa humana que as pratica;
- louvamos e aplaudimos a iniciativa desse encontro de hoje, que nos faz sentir em comunhão com a toda a Igreja e que nos aproxima dos demais companheiros e suas famílias, constituindo-se em ótima oportunidade de troca de experiências, partilha de vivências e convivência fraterna;
- louvamos e agradecemos a Deus pela presença, em nossas vidas, de nossas esposas e filhos, com quem formamos verdadeira Igreja doméstica, que nos fazem compreender o sentido pleno da dignidade humana;
- conscientes da missão que nos foi conferida, que jamais perdemos, colocamo-nos inteiramente à disposição da Igreja, pois sentimo-nos integrados ao povo de Deus.
Três Pontas, 01 de maio de 2010
- Antônio Tadeu de Magalhães – Gislene Pitaluga Magalhães
- Franck Dias Barbosa – Maria Izabel de Oliveira Matos
- José da Rocha Neto – Judith Bernadete Nascimento
- José Jorge Ribeiro Meirelles – Mariluce Vita Aparecida Araújo
- Luis Henrique Alves Pinto – Keyla Borges Costa
- Luis Sérgio Mafra – Marisa Gorgulho Ayres
- Marcos José de Lima – Soraia Maria Bueno de Abreu Lima
- Mauricio Inácio dos Santos – Vitória Helena da Fonseca Santos
- Osvaldo Costa – Maria Laís Mendes Costa
- Paulo César de Oliveia – Patrícia de Carvalho
- Paulo Pereira de Rezende – Lúcia Dalva Almeida de Rezende
Respostas de 111
Alexia,
Essa tristeza vem de onde? Você não sabe que, em caso de necessidade, qualquer pessoa pode, representando a Igreja-Povo-de-Deus, batizar uma criança, com água, fé no Batismo, e com as palavras: EU TE BATIZO EM NOME DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO?
Fique tranquila, seu filho está, sim, bem batizado. Tenha o padre casado ou continue solteiro.
Se não fosse assim, você também poderia e deveria ter dúvida sobre padre ou bispo que tivesse batizado seu filho e depois se demonstrasse um pecador, pedófilo, com mulher escondida, etc.
Felizmente a eficácia e a validade dos sacramentos não depende da santidade ou falta de santidade/dignidade do ministro, simples instrumento de Deus na Igreja.
João Tavares
eu concordo com o PEdro Henrique totalmente, porque se a pessoa quer ser padre sabe das limitações e das renúncias. Eu sou homossexual e sei que não poderia entrar na Igreja e comungar cm outras coisas me são pre-vistas, porémm a dor de todos os católicos são esses padres imorais que contraem safadezas após o sacramento, como padres homossexuais e disso sabemos que tal território está lotado de padre gays, ainda mais os mais novos. Eu não sou contra os gays, até porque sou gay, mais creio em Deus e sei que para tocar seu corpo e sangue temos que ser puros. Me respondam: porque um casal de segunda união que vive sua fé, dentro do certo e houve tal conjuntura por interesses dos pais e os gays não podem comungar, mais os PADRES GAYS PODEM COMUNGAR E OS PADRES QUE ANDAM COM MULHERES CASADAS E OUTRAS ORGIAS NAS SAUNAS GAYS JÁ VI VÁRIOS LÁ INCLUSIVE. PORQUE OS QUE DEVERIAM DAR EXEMPLOS SÃO OS MAIS RIDÍCULOS E EXAGERADOS NO PECADO?
O ser cristao humano nao se resume no casamento. Ha padres infieis, ha muitos casados infieis, isso revela que não é o facto de ser casado que alcança a perfeição, mas sim quem é fiel a Cristo e vive alegremente o sacramento que escolheu. Penso que esses meus queridos padres não se sentem realizados tanto como padres, quanto como casados, usam os filhos que é uma benção de Deus, usam sus esposas, para manifestar sua insatisfação. Se se sentem realizados vão respeitar-se e respeitar os outros. Ha tantos homens que casaram apenas para camuflar, e são verdadeiros homossexuais, pedófilos com seus próprios filhos. O problema não está nos belos sacramentos: matrimonio e sacerdócio, mas sim na pessoa, que sabe ou não sabe o que quer na vida. o celibato é uma graça, e abraça quem quer, ninguém é obrigado. Falar mal como argumento é infantilismo humano e espiritual. Melhor é escutar a voz da consciência e fazer a escolha certa, respeitando a dos outros. e todos temos que fazer esforço para conversão. A Igreja é santa e pecadora e somos convidados à santidade, perfeição, renunciando ao mal que praticamos. Ai esta a beleza de ser cristão.
eu acho que é melhor os padres casar de que ficar fazendo coisas erradas que não quero falar. Eles sendo pais vão ter experiencia de um amor de verdade e o amor de um pai de verdade.
Respeito o movimento, pois se busco ser como Jesus e Este acolhia as minorias excluídas e marginalizadas também eu devo acolhê-las.
O celibato, assim como a fecundidade matrimonial, é um Dom. Por isso também devemos respeitar aqueles que optam por ele.
Vários papas, bispos e padres já partilharam suas dificuldades e o que faziam para manter seus votos ao celibato. Fácil sabemos que não é.
Antes de qualquer coisa devemos nos manter castos, seja como ministros ordenados ou no matrimônio.
Para os padres que decidiram deixar o exercício do sacerdócio, devem respeitar aqueles que estão firmes no propósito de viver um sacerdócio santo.
E quanto àqueles que vivem um sacerdócio cheio de vícios devemos rezar por eles, e não simplesmente criticá-los pela sua covardia, para que tenham a coragem de viver a verdade, mesmo que a sociedade os ataque, pois quem vive a verdade vive Jesus.
E O EX PADRE VICENTE TOLEDO NAO FAZ PARTE?
Sou ex- seminarista sacramentino, cursei até o 4 ano de teologia no seminário S. José, de MARIANA (MG) hoje sou Adventista do sétimo dia; tenho um carinho, respeito e gratidão muito grande pelo clero católico romano que me formou, no entanto, prefiro ficar com a Doutrina pura, santa e imutável das Sagradas Escrituras que tanto no AT como no NT tem ensinamentos totalmente contrários à doutrina do celibato sacerdotal, senão, vejamos alguns exemplos: Leiam e reflitam em 1ª Tim 1.1-2> ali fala em tempo imperativo de que o bispo, ou presbítero sejam casados, daí se deduz que na Igreja primitiva Cristã o clero era casado e constituía família. Na Carta do Apóstolo Paulo a seu discípulo Tito, fala explicitamente que os presbíteros deveriam ser casados (Tit. 1.9) Para bom começo de conversa, aquele a quem o catolicismo romano declara ser o primeiro Papa da Igreja, Pedro, era casado (Mc 1.29-30; Lc 4.38-39; Mt 8.14-15) nos Sinóticos descreve que Pedro tinha sogra e que ela se encontrava enferma e Jesus a curou! se a esposa ainda era viva ou não, não nos diz os evangelhos, se porém, ele era viúvo é porque um dia fora casado!!!!! o que os teólogos católicos do romanismo tem a dizer sobre isto??? uma lei eclesiástica criada por homens falíveis tem mais poder do que uma lei divina criada pelo próprio Deus??/
Em GÊNESIS 2;18 DEUS DISSE ” NÃO É BOM QUE O HOMEM ESTEJA SÓ,FAR-LHE-EI UMA AUXILIADORA QUE LHE SEJA IDÔNEA” POR QUE A iGREJA romana exige do padre ocidental o celibato, obrigatório e para o clero dos ritos orientais é permitido ordenar homens casados??? Para mim, esta questão é uma só, de natureza econômica, não dividir a riqueza material da Igreja, pois se o padre casado morre, pelo direito civil seus bens é de sua família e não da Igreja de ROMA!!!!!!!
Boa tarde, pessoal. Sou Tadeu Magalhães, atual presidente da Associação dos Padres Casados da Campanha. A “Carta da Pedra Negra”, ali em cima, marcou o nosso primeiro encontro, em 2010. De lá para cá, muita coisa aconteceu. Hoje nossa associação está registrada e se reúne regularmente. Nossa última assembleia anual aconteceu em 04 de dezembro último. Os encontros do grupo de apoio são mais frequentes.
Somos um grupo ainda pequeno: 12 padres que deixaram de exercer o ministério, mas ainda se sentem parte da Igreja.
Não estamos reivindicando volta ao ministério. Não fundaremos igrejas particulares. Não criaremos problemas para nossos irmãos padres e bispos. Ao contrário: vários de nós ainda atuam nas comunidades, colaborando nas formações, escrevendo, participando de pastorais, colocando seus dons a serviço dos irmãos. Temos família e trabalho. Sentimos na pele os mesmos problemas que todos os cristãos vivenciam. Sabemos que somos úteis ainda e procuramos, na medida das limitações que temos, ajudar nossas comunidades. Como as mensagens acima mencionam alguns de nossos companheiros, eis a lista dos doze: Paulo César, Franck, Vicente, Osvaldo Costa, Fabinho, Sérgio Mafra, José Ivo, José Rocha, Vanderlei Bervian, Fabiano, Luis Henrique e Tadeu Magalhães. Estamos abertos a novas adesões…
Tadeu, sou o encarregado da comunicação no MFPC e também o Editor do Site, com a ajuda de outros três amigos e colegas: Giba (Diretor do Jornal Rumos), Antonio Evangelista, Presidente do MFPCF, de Brasília, e Orlando Almeida, de Goiânia.
Já há tempos li a Carta de Campanha e agora nos dizes que vocês são um grupo de 12 colegas, abertos a receber outros. Pena que nenhum de vocês apareceu no nosso recente XXI Encontro Nacional em Brasília. Para conhecerem o MFPC e para o MFPC vos conhecer.
Vos aconselho a convidarem nosso Presidente Antonio Evangelista a vos visitar em Campanha. Precisamos, vocês e nós, nos conhecer e nos integrar. Sei que o Osvaldo Costa, que se tem correspondido com a gente, perdeu a Esposa e está querendo voltar ao ministério…
O e-mail do Presidente Antonio Evengelista é aandrade1956@gmail.com . O meu: tavaresj@elointernet.com.br
Abraço e até breve
João Tavares
Bom dia, meu caro João.
Antônio já entrou em contato comigo, há dias. Acabei de mandar mensagem para ele, via email. Queremos intensificar, sim, nosso contato. Nossa Associação ainda é minúscula, sem recursos financeiros, mas está firme nos encontros do grupo de apoio. Peço que o Giba nos inclua na listagem de envio do Jornal. O Presidente Antônio será bem vindo a Três Corações, onde fica a sede da Associação (APCC). Quem sabe poderemos participar do próximo encontro nacional.
Estou à disposição.
Caros amigos Padres:
quero que tirem minha duvida que tanto me machuca.
Meu sonho desde criança e ser padre diocesano, já participei dos encontros vocacionais em BH com o Dom Alberto Tavera, quando ela pároco na paróquia São Geraldo em BH.E hoje é Arcebispo em Belém do Pará. Depois de sua transferência passou para o padre Geraldo Magela,foi quando ganhei a bolsa de estudo pela diocese em 1994, mas tive a infelicidade de minha mãe não aceitar, tive que sair. Me revoltei e sai dos estudos,e me casei tempo depois somente no civil, tenho dois filhos, uma filha que se chama Lídia tem 22 anos e Matheus tem 17 anos e um netinho de 2 anos. Sou divorciado já tem uns 15 anos. Todas as vezes que vou à missa eu choro muito, sinto que meu lugar não e ficar no banco, mas no altar, ministrando a palavra de DEUS.
Em fim gostaria de saber se eu posso ser um SACERDOTE ou NÃO ??? Vocês poderiam me ajudar fazendo favor !!!!! Nunca me casei na Igreja Católica …..
Moacir Lourenço de Oliveira