Um sonho bonito

Ontem, depois que ouvi a notícia do falecimento de Margaret Thatcher,  assisti, por acaso, na TV o filme “A Dama de Ferro”, estrelado por Meryl Streep que magistralmente conseguiu trazer para a tela a figura ímpar e carismática da primeira mulher a ocupar o importante posto de premiê do Reino Unido, entre 1979 e 1990, que até então, só tinha sido ocupado por homens,  revolucionando a economia e a sociedade européia do final do século XX,  fui dormir e sonhei um sonho bonito:

Jesus Cristo tinha voltado à terra depois de 2000 anos, e estava curioso para saber  o que os homens tinham feito com a Igreja que ele tinha deixado aqui. Começou sua caminhada pelo mundo e foi anotando as coisas boas e ruins encontradas.

De início, ficou feliz em saber que o seu Evangelho já fora pregado em muitos países e seus seguidores formam o maior contingente na face da terra, mas que, nas últimas décadas, está diminuindo.

Ficou muito triste quando viu que seus irmãos judeus continuam, até hoje, em guerra com os, também irmãos, palestinos e que os “lugares” ditos sagrados, por onde ele , um dia, teria passado, são motivo de disputas e guerras entre judeus, cristãos e mulçumanos.

Num determinado lugar que, no sonho, não identifiquei, ouvi-o dizer a algumas pessoas que queriam impedir  as crianças de irem até ele: Não façam isso, deixem as criancinhas virem a mim e não as impeçam, pois delas é o Reino de Deus.

Quando ficou sabendo que pessoas adultas “faziam mal” às crianças, ficou cheio de raiva e disse: Malditos! Melhor lhes fora amarrar ao pescoço uma pedra de moinho e serem lançados ao fundo do mar, do que escandalizar um só destes pequeninos.

Vi-o chorando várias vezes diante  da falsidade das pessoas que deviam dar bons exemplos, no entanto, só faziam o mal. Para um grupo que estava muito preocupado em juntar dinheiro, falou: Vocês querem se passar por justos diante dos homens, mas Deus conhece os corações; o que é importante e elevado para vocês, é abominável diante de meu Pai.

Mais à frente a um grupo que se dizia diretores e sábios, que estavam preocupados em impor regras e normas esquisitas e antinaturais aos outros, dizendo que era o melhor caminho para a santidade, ele ensinou: as leis são feitas  para os homens, e não, os homens para as leis.

E disse mais:os conselhos evangélicos que eu dei não podem ser transformados em normas disciplinares e obrigatórias. Se vocês mesmo não observam o que estão impondo aos outros, não passam de hipócritas que podem ser comparados a sepulcros caiados que são branquinhos por fora, mas por dentro só têm podridão.

Mas ele ficou impressionado mesmo foi quando chegou a um lugar muito bonito e suntuoso, onde só tinham homens vestidos com roupas riquíssimas e vistosas, com correntes e cruzes de ouro no pescoço e com um tipo de “coroas” na cabeça.

Aí ele perguntou a uma mulher que estava sempre do seu lado: Que lugar é este, e quem são? O Vaticano e os cardeais, ela respondeu. São os príncipes da Igreja Católica e dizem que  foi você quem a fundou há 2000 anos, mas desta corte, nós, mulheres jamais podemos participar porque você, da primeira vez que esteve por aqui, só teria escolhido homens como “apóstolos”, e estes aí se dizem sucessores deles.

Engraçado, disse Jesus: eles devem estar enganados, porque eu escolhi homens e muitas mulheres também, e, se não me falha a memória, a primeira pessoa que teria se encontrado comigo depois de minha ressurreição foi uma mulher que eu amava muito, a quem  dei, em primeira mão, a missão de anunciar que eu estava vivo.

E o quê está fazendo aqui e agora esse tanto de homens velhos, alguns até de bengala na mão? A informante respondeu: Estão escolhendo o sucessor de Pedro para a sua Igreja, e ouvi dizer que, desta vez, o candidato virá do “fim do mundo”.

Que bom, disse Jesus, seria ótimo se usassem a cabeça e,  em vez de dizer que é o Espírito Santo que escolhe,  eles escolhessem uma pessoa diferente deles: uma mulher, “tipo” Margaret Thatcher que hoje pela manhã chegou ao céu, depois de deixar um legado único de honestidade e seriedade no governo da Inglaterra.

Eu que estava um pouco atrás, mas atenta, gritei: Vai ser maravilhoso! Aí, acordei e vi que tudo tinha sido  apenas um sonho.

Belo Horizonte, 9 de abril de 2013.

Beatriz Rodrigues de O. Araújo

Esposa de José Lino Araujo. Do MFPC de Belo Horizonte – MG

Fonte: a autora, via e-mail: beatrizzaraujo@gmail.com

 

 

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