Ir para o conteúdo
  • Instagram
  • Facebook
  • Youtube
Notas Biográficas
Contato
  • Home
  • Associação
    • História do MPC
    • Quem Somos
    • Diretoria
    • Encontros
    • Estatuto
  • Colunistas
    • Colunista – Claudia Cadore
    • Colunista – Anna Maria Gallazzi
    • Colunista – Eduardo Hoornaert
    • Colunista – Ivone Gebara
    • Colunista – José Alcimar
    • Colunista – Ozanir Martins Silva
    • Colunista – Padre Carlos Alberto
    • Colunista – Sônia Maria Altomar
    • Colunista – Wemerson de Araújo
    • Colunista – Colaborador(a)
  • Artigos
    • Ecoteologia – Carisma Franciscano
  • Poesias
  • Notícias
  • Mídias
    • Jornal Rumos
    • Galeria de Fotos
      • ENCONTRO NACIONAL PADRES CASADOS 2025
      • ENCONTRO – FORTALEZA 2012
    • Galeria de Vídeos
  • Home
  • Associação
    • História do MPC
    • Quem Somos
    • Diretoria
    • Encontros
    • Estatuto
  • Colunistas
    • Colunista – Claudia Cadore
    • Colunista – Anna Maria Gallazzi
    • Colunista – Eduardo Hoornaert
    • Colunista – Ivone Gebara
    • Colunista – José Alcimar
    • Colunista – Ozanir Martins Silva
    • Colunista – Padre Carlos Alberto
    • Colunista – Sônia Maria Altomar
    • Colunista – Wemerson de Araújo
    • Colunista – Colaborador(a)
  • Artigos
    • Ecoteologia – Carisma Franciscano
  • Poesias
  • Notícias
  • Mídias
    • Jornal Rumos
    • Galeria de Fotos
      • ENCONTRO NACIONAL PADRES CASADOS 2025
      • ENCONTRO – FORTALEZA 2012
    • Galeria de Vídeos

AINDA HÁ ALEMÃES COM MEMÓRIA, GRAÇAS A DEUS

  • 14/07/2019
  • 21:02

José Brissos-Lino – VISÃO, 10.07.2019,

Foto: Getty Images

A celebração costuma durar uma semana e reúne habitualmente líderes espirituais destacados, nacionais e estrangeiros, como políticos, intelectuais, filantropos e estrelas pop, de modo a que os eventos sejam socialmente relevantes.

Em anos anteriores estes encontros ficaram marcados por pedidos expressos de algumas mudanças políticas e sociais. No ano 2000 a convenção pressionou o governo a eliminar a dívida de países pobres, e em 2017 o ex-presidente Barack Obama participou nos trabalhos.

 

Os encontros têm uma componente política, que inclui centenas de fóruns nos quais são debatidas questões relevantes, mas também concertos de música gospel e prática de desportos. Este 37.º Encontro da Igreja Protestante Alemã (Deutsche Evangelische Kirchentag),

  • juntou mais de cem mil visitantes em Dortmund e na região do Ruhr sob o lema “Confiança”
  • e a classe política foi convidada a participar nas discussões, incluindo membros do governo federal, mas sempre a título pessoal.

A própria chanceler Angela Merkel é filha de um pastor luterano da antiga Alemanha de Leste. Porém, os populistas do Alternativa para a Alemanha (AfD) não foram convidados, apesar de constituírem hoje a terceira maior força do Bundestag, porque a reunião deste ano tinha como objectivo debater

  • a solidariedade nacional e internacional,
  • as mudanças climáticas,
  • o nacionalismo,
  • o racismo e a xenofobia.

Contentar-se-ão em apresentar um pequeno stand do partido no centro da cidade.

Um dos promotores adiantou:

“Teremos que deixar claro de novo e de novo que esse é um caminho errado. Precisamos de confiança para podermos viver juntos na Europa – na verdade, em todo este planeta – em vez de nos isolarmos, caso contrário a humanidade não sobreviverá”.

Como afirmou Hans Leyendecker, presidente do evento:

“Há muitas coisas que são como o ácido, que devoram lentamente a nossa confiança e minam a coesão social”.

Este grande evento bianual iniciado em 1949 foi criado por Reinold von Thadden-Trieglaff, membro da Igreja Confessante (Bekennende Kirche) que resistiu ao regime nazi e presidiu ao mesmo até 1964. Talvez o maior nome da Igreja Confessante seja o teólogo e pastor luterano Dietrich Bonhoeffer, um dos seus fundadores, que pagou com a vida a temeridade de regressar a Berlim em pleno ocaso do regime nazi apenas por querer servir o seu país, então dirigido por um louco. Foi preso, internado num campo de concentração e enforcado poucos dias antes da libertação.

Recorde-se que em 1933 o regime nazi

  • forçou as Igrejas a entrarem para a Igreja Protestante do Reich
  • e apoiar a ideologia nazi.

Em Setembro desse mesmo ano foi criada na clandestinidade a Igreja Confessante, pelos que não suportavam a loucura hitleriana nem o subjacente racismo ideológico.

Em 1934 estruturou-se, a partir duma Declaração Teológica escrita essencialmente por Karl Barth e ratificada no Sínodo de Barmen.

  • Martin Niemoller assumiu a liderança do movimento,
  • tendo sido preso, julgado e enviado para um campo de concentração,
  • tal como muitos outros pastores protestantes,
  • além do confisco dos bens do movimento.

Boa parte dos luteranos alemães apoiou o nazismo. O forte Movimento Cristão Alemão (Deutsche Christen)

  • estabeleceu por alvo articular a fé cristã com o nacional-socialismo,
  • criando assim um nacional-socialismo protestante,
  • ao considerar Hitler um complemento da Reforma,
  • excomungar os judeus baptizados
  • e excluir o Antigo Testamento das Escrituras.

Na recente sessão de abertura do novo Parlamento Europeu em Estrasburgo

  • os ingleses do Partido do Brexit assumiram exactamente a mesma atitude dos acólitos de Hitler, os deputados do partido nacional-socialista no Reichtag em Berlim,
  • neste caso virando as costas durante a execução instrumental do hino da União Europeia.

Uma atitude que

  • diz tudo sobre os companheiros de Nigel Farage e o populismo de direita
  • que se transformou em moda política nos últimos tempos.

Dir-me-ão que se trata duma comparação forçada. Bem sei que se trata de situações diferentes, mas o que se regista

  • é a mesmíssima atitude de desprezo pela função parlamentar,
  • a qual, em regime de eleições livres,
  • é sempre uma garantia de convivência e prática democrática
  • e um travão às ditaduras de pensamento único.

Ainda no ano passado o dirigente da extrema-direita alemã (AfD) Alexander Gaulanda, comparou o nazismo a um “excremento de pássaro” num milénio alemão glorioso, desvalorizando assim com leviandade os horrores provocados por aquele estado totalitário fascista na história europeia, que chegou a matar 15 mil judeus por dia.

Tal embuste foi prontamente condenado pelo presidente da Alemanha. Convém, portanto, que a Igreja da Alemanha não esqueça o seu passado religioso e político. Afinal, ainda nem passaram noventa anos sobre o grande desvario.

 

 

Resultado de imagem para JOSÉ BRISSOS-LINOJOSÉ BRISSOS-LINO

Doutorado em Psicologia e Especialista em Ciência das Religiões; Diretor do Mestrado em Ciência das Religiões na Universidade Lusófona; Coordenador do Instituto de Cristianismo Contemporâneo… Desenvolve há muitos anos intensa atividade em instituições culturais, humanitárias e de solidariedade social, algumas das quais fundou.

Fontes: hhttp://visao.sapo.pt/opiniao/2019-07-10-Ainda-ha-alemaes-com-memoria-gracas-a-Deus

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ASSOCIAÇÃO RUMOS © 2014-2024. Todos os direitos reservados.

SRTVN QD 701 CONJ C SL 622 A ASA NORTE 70719-903 BRASILIA-DF

Desenvolvimento

  • HOME
  • CONTATO
  • WEBMAIL