Ir para o conteúdo
  • Instagram
  • Facebook
  • Youtube
Notas Biográficas
Contato
  • Home
  • Associação
    • História do MPC
    • Quem Somos
    • Diretoria
    • Encontros
    • Estatuto
  • Colunistas
    • Colunista – Claudia Cadore
    • Colunista – Anna Maria Gallazzi
    • Colunista – Eduardo Hoornaert
    • Colunista – Ivone Gebara
    • Colunista – José Alcimar
    • Colunista – Ozanir Martins Silva
    • Colunista – Padre Carlos Alberto
    • Colunista – Sônia Maria Altomar
    • Colunista – Wemerson de Araújo
    • Colunista – Colaborador(a)
  • Artigos
    • Ecoteologia – Carisma Franciscano
  • Poesias
  • Notícias
  • Mídias
    • Jornal Rumos
    • Galeria de Fotos
      • ENCONTRO NACIONAL PADRES CASADOS 2025
      • ENCONTRO – FORTALEZA 2012
    • Galeria de Vídeos
  • Home
  • Associação
    • História do MPC
    • Quem Somos
    • Diretoria
    • Encontros
    • Estatuto
  • Colunistas
    • Colunista – Claudia Cadore
    • Colunista – Anna Maria Gallazzi
    • Colunista – Eduardo Hoornaert
    • Colunista – Ivone Gebara
    • Colunista – José Alcimar
    • Colunista – Ozanir Martins Silva
    • Colunista – Padre Carlos Alberto
    • Colunista – Sônia Maria Altomar
    • Colunista – Wemerson de Araújo
    • Colunista – Colaborador(a)
  • Artigos
    • Ecoteologia – Carisma Franciscano
  • Poesias
  • Notícias
  • Mídias
    • Jornal Rumos
    • Galeria de Fotos
      • ENCONTRO NACIONAL PADRES CASADOS 2025
      • ENCONTRO – FORTALEZA 2012
    • Galeria de Vídeos

“A Igreja precisa de uma reforma profunda, de modo urgente”. Artigo de José María Castillo

  • 21/09/2018
  • 21:07
José María Castillo – 18/09/2018 – Foto: Vatican News
 
“As igrejas vazias, os conventos vazios, os seminários também meio vazios, com uma teologia extraviada diante dos problemas mais urgentes deste momento… e continuamos puxando e esperando para ver se isto melhora? Como? Quando? Onde? Estamos cegos ou andamos perdidos e sem ideias dos deveres imprescindíveis que nos urgem?”, questiona o teólogo espanhol José María Castillo, em artigo publicado por Religión Digital, 17-09-2018. A tradução é do Cepat.

 

 

Eis o artigo.

O Papa Francisco convocou um Encontro Mundial de todos os presidentes das Conferências Episcopais da Igreja Católica. O Encontro ocorrerá em Roma, no próximo mês de fevereiro. Um acontecimento como este nunca havia ocorrido na Igreja.

Certamente porque a Igreja nunca havia tido esta necessidade tanto como agora, quando raro é o dia que não ficamos sabendo de novos escândalos (clericais ou eclesiásticos) que se tornam públicos nos lugares mais inesperados e em situações que não imaginávamos.

A primeira coisa que esta convocação do Papa Francisco vem nos dizer é que a Igreja precisa, de modo urgente, de uma reforma profunda.

Todo mundo sabe que já Lutero e os outros reformadores do século XVI promoveram uma reforma em seu tempo. Nenhuma pessoa culta duvida da genialidade de Lutero. Mas também é verdade que a reforma de Lutero, ao invés de reformar, o que fez foi dividir a Igreja. E, hoje, uma das coisas que todos nós mais precisamos é nos unir, o máximo possível e o quanto for possível.

A segunda coisa que esta convocação feita pelo Papa Francisco nos diz é que a Cúria Vaticana – ao menos, assim como está agora mesmo – é incapaz de resolver os problemas mais sérios que a Igreja tem apresentado. A Cúria Romana

  • serviu, entre outras coisas e até agora,
  • para ocultar os problemas de fundo que a Igreja tem apresentado há séculos.
  • Contudo, as clandestinidades já não são possíveis na cultura em que vivemos e com a abundância crescente de técnicas de comunicação que dirigimos e nos dirigem.

Em terceiro lugar, o Papa Francisco, ao convocar este Encontro de todos os presidentes das Conferências Episcopais do mundo, o que na realidade está fazendo é

  • colocar em prática uma das questões mais importantes que o Concílio Vaticano II decidiu, a saber:
  • que a “ordem (ou colégio) dos bispos” é, com o Romano Pontífice,
  • “sujeito de supremo e pleno poder sobre a Igreja universal” (LG 22,3).

Ou seja,

  • o poder supremo na Igreja não o tem a Cúria Romana,
  • mas o Papa e o Colégio ou Corpo episcopal com o Papa.

Já é hora de

  • na prática do governo da Igreja as coisas serem geridas de outra maneira,
  • uma vez que do modo como foram geridas até este momento,
  • a Igreja está emperrada em um clericalismo atrasado
  • que, em grande medida, está distanciando a Igreja da cultura e da sociedade de nosso tempo.

As igrejas vazias, os conventos vazios, os seminários também meio vazios, com uma teologia extraviada diante dos problemas mais urgentes deste momento… e continuamos puxando e esperando para ver se isto melhora? Como? Quando? Onde? Estamos cegos ou andamos perdidos e sem ideias dos deveres imprescindíveis que nos urgem?

Além disso, é importante saber que o Papa Francisco, ao dar mais protagonismo às Conferências Episcopais, não faz outra coisa que recuperar a tradição da Igreja do primeiro milênio. Durante dez séculos, a Igreja era governada pelos Sínodos locais ou regionais. E com aquela forma de governo, a Igreja se fez presente e marcou toda a cultura da Europa.

Ao contrário,

  • quando no século XI o Papa Gregório VII deu o giro decisivo no governo da Igreja, constituindo o papa como “senhor supremo do mundo”, até desembocar no “poder pleno e supremo” (plenitudo potestatis) (Inocêncio III),
  • a consequência foi legitimar (como se fosse o dono do mundo) os reis da Europa para justificar o colonialismo,
  • cujas consequências estamos pagando agora, com um futuro que não sabemos nem quando e nem como terá solução.

Além disso, se o papado busca seus colaboradores diretos nas Conferências Episcopais,

  • o governo da Igreja será mais participativo,
  • com mais possibilidades de cooperação dos leigos
  • e menos gestão administrativa da mera burocracia,
  • que inevitavelmente fica mais distante dos problemas que as pessoas vivem e das soluções que necessitam, sobretudo os mais desvalidos.

Em todo caso, quanto mais possa ou ajude a evitar a tentação dos “Zebedeus”, aqueles que ambicionavam os primeiros lugares (Mc 10, 35-41; Mt 20, 20-24), será um fator importante para que na Igreja haja mais união de todos e o exemplo de Jesus esteja mais vivo e presente naqueles que governam.

 

 

 

José María Castillo

padre, espanhol, jesuíta até 2007, escritor e teólogo com uma ampla produção 

Fonte:http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/582845-a-igreja-precisa-de-uma-reforma-profunda-de-modo-urgente-artigo-de-

 

 

Leia Mais:

  • Papa Francisco convoca uma reunião com os Presidentes das Conferências Episcopais sobre o tema da ‘proteção dos menores”
  • Francisco convoca presidentes das conferências episcopais de todo o mundo para um encontro sobre os abusos do clero
  • Abusos: não haverá um Sínodo extraordinário, mas mais de 100 presidentes de Conferências Episcopais abordarão a questão com o papa no Vaticano
  • Papa convoca os presidentes dos episcopados para discutir sobre os abusos
  • “Não faltam os que almejam que Francisco se vá, ou desejam que morra”. Artigo de José María Castillo
  • “A Igreja não terá solução se não mudar o clero”. Artigo de José María Castillo
  • ‘O Evangelho não é uma religião e, portanto, o cristianismo, tampouco. É um projeto de vida’. Entrevista com José María Castillo
  • “A lei do celibato não tem fundamento bíblico”. Artigo de José María Castillo
  • “O Deus do Inferno não pode ser verdade”. Artigo de José María Castillo
  • “O clero não tem ‘bula’ para abusar de menores e, além disso, escondê-lo”. Artigo de José María Castillo
  • “Era da vontade de Jesus ter um clero como o que temos?” Artigo de José María Castillo
  • O humanismo de Francisco revela a essência do ser cristão. Entrevista especial com José María Castillo
  • Papa Francisco: poder ou exemplaridade? Artigo de José María Castillo
  • “A mudança mais urgente na Igreja é a renovação do clero”. Artigo de José María Castillo
  • Como apoiar o Papa Francisco? Minhas propostas para resolver o confronto que estamos vivendo na Igreja. Artigo de José María Castillo
  • “Não é nenhum segredo que na Igreja há pessoas que não suportam o Papa”. Artigo de José María Castillo
  • Importantes cardeais defendem os privilégios dos clérigos. Artigo de José María Castillo

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ASSOCIAÇÃO RUMOS © 2014-2024. Todos os direitos reservados.

SRTVN QD 701 CONJ C SL 622 A ASA NORTE 70719-903 BRASILIA-DF

Desenvolvimento

  • HOME
  • CONTATO
  • WEBMAIL